Economia
CEO da Hurb xinga, ameaça e expõe dados de cliente de MS; polícia investiga o caso; VÍDEO
Empresário divulgou dados de Miguel Nader Júnior, em grupo com quase mil pessoas, após reclamação de passagens aéreas não emitidas. O g1 procurou a Hurb e o empresário João Ricardo Mendes mas não obteve retorno até a mais recente atualização da reportagem. CEO da Hurb xinga cliente de MS, expõe dados e faz ameaça
O vendedor Miguel Nades Júnior, de 32 anos, procurou a Polícia Civil de Campo Grande e registrou um boletim de ocorrência por injúria e ameaça contra o ex-CEO e fundador da Hurb, antigo Hotel Urbano, João Ricardo Mendes. (Veja vídeo acima)
Segundo Miguel, o próprio João Ricardo Mendes gravou em vídeo uma ligação feita a ele, em que faz ameaças e divulga seus dados pessoais. A ligação seria por conta de uma reclamação do cliente contra o cancelamento de serviços por parte da empresa. Esse material foi divulgado também pelo ex-CEO da Hurb em um grupo de WhatsApp que mantém com mais de mil clientes.
O g1 procurou a Hurb e o empresário João Ricardo Mendes mas não obteve retorno até a mais recente atualização da reportagem.
João Ricardo Mendes renunciou ao cargo nesta segunda-feira (24).
Na gravação, o empresário também afirma que sabe onde encontrar Miguel, já que tinha o seu endereço.
“Tá arriscado alguém bater na merda da sua casa”, afirmou o CEO, ameaçando o cliente que estava em um grupo com 960 pessoas que compraram passagens aéreas emitidas pela Hurb.
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A ligação
À reportagem, Miguel relatou que na noite de quinta-feira (20) recebeu uma ligação de João Ricardo Mendes, que disse que o cliente era “retardado, bundão, otário e mentiroso”. O cliente faz parte um grupo de WhatsApp chamado “#HurbKdMeuvôo”, que o CEO também participa.
“Ele estava ofendendo várias pessoas do grupo e tentando ligar para os clientes. Eu disse que não tinha confiança na empresa e foi aí que ele começou a me ofender. Foram 10 minutos de agressão por telefone, ele ameaçou que poderia ir até a minha casa e ainda divulgou meus dados pessoais”.
Após a ligação, Miguel relatou que o então diretor postou os vídeos com a ligação no grupo, além dos dados pessoais do cliente como CPF, telefone, e-mail e número de cartão de crédito. “No grupo, as pessoas começaram a alertar que eram dados pessoais”, diz Miguel.
Apesar do alerta, o empresário responde que “é pra quem quiser passar trote” e “sorry, that’s who I am” (desculpa, é assim que eu sou, em tradução do inglês).
CEO da Hurb expôs dados de cliente de MS
Arquivo Pessoal
O cliente relatou que tem quatro pacotes de viagem comprados com a empresa Hurb com destino ao Egito, Fernando de Noronha, Paris e Curaçao. Ao todo, os pacotes somam pouco mais de R$ 14 mil.
“Viajei com a empresa no ano passado para Los Angeles, tive alguns problemas para marcar a data, mas tudo se resolveu e me encorajou a comprar novamente. Eu trabalho para viajar, nunca imaginei que esse tipo de coisa fosse acontecer”.
Miguel comprou quatro pacotes de viagens com a Hurb
Arquivo Pessoal
Problemas na empresa
A Hurb foi criada há 12 anos com o nome Hotel Urbano e se tornou uma das maiores agências de viagens online do país. Atualmente, a plataforma é classificada como “ruim” pelo site ReclameAqui, onde a empresa tem mais de 29 mil reclamações protocoladas nos últimos seis meses. A avaliação média tem nota 5,8 de 10.
Hurb
Divulgação/Web Summit
Nas últimas semanas, alguns hotéis e pousadas suspenderam reservas de hospedagem feitas pelo Hurb após atrasos ou falta de pagamentos da plataforma. E muitos clientes usaram as redes sociais para reclamar de problemas com marcações de viagens, cancelamentos de voos e hospedagens.
Muitos deles compraram pacotes com data flexível, que costumam ser mais baratos do que os que possuem data fixa. Neste modelo, os clientes escolhem três datas possíveis — sem contar períodos de alta demanda — e a empresa se compromete a entregar passagens e hospedagem em uma delas.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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