Economia
Tiktoker é acusada de montar ‘armadilha mortal’ para homem que chantageou sua mãe
A influenciadora Mahek Bukhari, de 23 anos, é acusada de ter ‘armado uma armadilha’ que culminou com a morte de Saqib Hussain e Mohammed Hashim Ijazuddin em um acidente de carro. Mohammed Hashim Ijazuddin (à esquerda) e Saqib Hussain morreram no local do acidente
Leicestershire Police/Via BBC
Uma influenciadora do TikTok está sendo julgada por ter “montado uma armadilha” que levou à morte do homem que estava chantageando sua mãe com um vídeo íntimo — e de um amigo dele — em um acidente de carro.
Saqib Hussain e Mohammed Hashim Ijazuddin, ambos de 21 anos, morreram em uma colisão após supostamente terem sido perseguidos e jogados para fora da pista na rodovia A46, perto da cidade de Leicester, na Inglaterra, em fevereiro de 2022.
A tiktoker Mahek Bukhari, de 23 anos, a mãe dela, Ansreen Bukhari, de 45, e outras seis pessoas são acusadas de assassinato. Todas negam o crime.
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A promotoria disse ao Tribunal de Leicester, na segunda-feira (24/04), que foi um caso de “amor, obsessão, extorsão e, finalmente, de assassinato a sangue frio”.
Hussain e Ansreen teriam começado um caso amoroso em 2019, que ela terminou em janeiro de 2022.
Ansreen Bukhari (à esquerda) e a filha Mahek estão sendo julgadas com outras seis pessoas
PA Media/Via BBC
O promotor Collingwood Thompson afirmou perante o tribunal que Hussain tinha em sua posse vídeos e imagens íntimas de Ansreen e havia feito repetidas tentativas de contatá-la após o término do caso.
Segundo ele, Hussain estava se tornando “cada vez mais obsessivo” enquanto “declarava seu amor por ela” e “implorava a ela” para continuar o relacionamento.
“Essa raiva se manifestou em uma tentativa de chantagear Ansreen Bukhari para convencê-la a entrar em contato com ele”, declarou o advogado.
“As mensagens mostram o material sexualmente explícito dela, que obviamente havia sido gravado algum tempo antes, que ele ameaçou enviar para o marido e o filho dela.”
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A filha dela — que estava ciente do caso — teria sido informada sobre a chantagem e, com medo do impacto na família, assim como em seus seguidores nas redes sociais, enviou uma mensagem ameaçadora a Hussain.
Ela também enviou uma mensagem de WhatsApp para a mãe dizendo que “em breve, vou fazer com que uns caras peguem ele”.
O júri foi informado de que Hussain estava exigindo o pagamento de até £ 3 mil (cerca de R$ 19 mil) que ele havia gasto em encontros com Ansreen Bukhari durante o namoro — e um encontro foi marcado em Leicester para entregar o dinheiro.
Mas, em vez de entregar o dinheiro, a mãe e a filha planejavam pegar o telefone de Hussain contendo o material explícito.
O advogado contou como “outros réus se envolveram no que aconteceu”, alegando que ficou claro que as Bukharis precisavam “calar” Hussain.
“A ideia era atrair Hussain para um encontro, prometendo pagar o dinheiro”, disse Thompson.
Mahek Bukhari havia postado nas redes sociais sobre o quão próxima era da mãe
Tiktok/Via BBC
Segundo ele, o grupo “sem dúvida esperava que, quando confrontado, ele simplesmente entregaria o telefone”.
Hussain e o amigo Ijazuddin, que havia concordado em levá-lo de carro ao encontro, morreram no acidente pouco depois da meia-noite de 11 de fevereiro.
O tribunal ouviu a ligação aflita feita por Hussain para o 999 (número de emergência) enquanto ele viajava no banco do carona.
Na ligação, Hussain disse: “Tem uns caras me seguindo, eles estão usando balaclavas… eles estão tentando me tirar da estrada”.
“Eles estão tentando me matar, eu vou morrer… por favor, eu preciso de ajuda.”
“Eles estão batendo na traseira do carro, muito rápido… por favor, eu imploro. Vou morrer.”
Ouve-se um grito antes da ligação terminar abruptamente.
“Isso explica por que a polícia sabia que não era um acidente de carro comum, mas um assassinato a sangue frio e levou, é claro, a uma grande investigação”, afirmou Thompson.
“Essa investigação revelou uma história de amor, obsessão, extorsão e, finalmente, assassinato a sangue frio”, acrescentou o promotor perante o tribunal.
Imagens de vídeo da polícia da cena do acidente foram apresentadas ao júri, mostrando o carro em chamas contra uma árvore no canteiro central da rodovia A46, perto do entroncamento de Six Hills, próximo a Leicester.
A polícia e os bombeiros descobriram os dois corpos após apagar o incêndio.
Os demais réus são: Rekan Karwan, de 29 anos; Raees Jamal, de 22 anos; Mohammed Patel, de 22 anos; Natasha Akhtar, de 23 anos; Sanaf Gulammustafa, de 23 anos; e Ameer Jamal, de 28 anos.
O julgamento está em andamento.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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