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Economia

‘Agrishow pra Elas’ debate agronegócio e participação de mulheres no setor durante feira em Ribeirão Preto, SP

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Dados do último Censo Agropecuário feito pelo IBGE apontam que 947 mil mulheres são responsáveis pela gestão de propriedades rurais no Brasil. Agrishow começa na segunda-feira (1º). Mulheres caminham por ruas da Agrishow na edição de 2022
Divulgação
O projeto ‘Agrishow Pra Elas’ estreou na Agrishow, a maior feira de tecnologia voltada ao agronegócio do país, em 2021. Na época, a pandemia de Covid impediu que o evento fosse presencial em Ribeirão Preto (SP), mas o formato on-line deu vitrine à participação das mulheres no setor. Em 2022, a iniciativa ganhou espaço físico e mulheres que são referência no trabalho no campo estiveram em evidência.
Para 2023, o projeto segue com programação especial com mulheres debatendo o setor e a participação delas nele.
“Ano passado era apenas uma carreta. Esse ano estamos levando duas grandes, uma delas em formato de auditório. Estamos preparando uma estrutura para poder acomodar melhor essas mulheres que estarão lá. Nossa expectativa é que tenha o dobro do que tivemos na edição passada.”
A diretora da Agrishow, Liliane Bortoluci, afirma que o ‘Agrishow Pra Elas’ foi pensado em razão do crescimento do número de mulheres no comando de propriedades rurais.
De acordo com o último Censo Agropecuário, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017, 947 mil mulheres são responsáveis pela gestão de propriedades rurais, num total de 5,07 milhões. Juntas elas administram cerca de 30 milhões de hectares no Brasil, número que representa 8,5% da área ocupada por fazendas no país.
Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), aponta que 59,2% das mulheres que atuam no agro são proprietárias ou sócias, 30,5% trabalham na diretoria, como gerentes, administradoras ou coordenadoras, e 10,4% são funcionárias ou colaboradoras.
“Teremos uma grade de palestras com mulheres e influencers do agro que vão trazer suas histórias e as mulheres que visitam a feira acabam se identificando com elas. Elas vão falar sobre as dificuldades, sobre a vida em si de como chegaram a ocupar esses lugares, como passaram pelas dificuldades”, afirma Liliane.
Evento do Gelq online em Piracicaba debate a importância da mulher no agronegócio
GELQ/ ESALQ-USP
Uma das participantes é Lu Romancini, CEO da Romancini Troncos e Balanças. Ela é a segunda geração da empresa que foi fundada pelo pai na década de 1970.
Lu trabalhava com advocacia e dava aula em uma universidade que ficava a cerca de 300 quilômetros da sede da empresa, que fica em Laranjeiras do Sul (PR). Quando o pai a convidou para a sucessão do negócio, ela deixou tudo e foi aprender sobre o agro.
“Meus irmãos não quiseram saber do negócio, hoje estou há sete anos na administração das duas fazendas que o meu pai tem e sou a CEO da empresa, sou o rosto da empresa. Muitas vezes tive vontade de desistir, eu não sabia nada e tinha medo que o mercado me engolisse e que a gente perdesse a liderança. Mas foram em encontros de mulheres que eu consegui enxergar que era possível e eu consegui. Em quatro anos, eu dobrei o faturamento da empresa. Hoje temos uma reserva de 61% do mercado, os grandes confinamentos usam nossos produtos”, afirma.
Lu Romancini é CEO da Troncos Romancini, que atua no setor agropecuário
Divulgação
A empresa comandada por Lu Romancini também participa da Agrishow este ano e lança um tronco, que inclusive compõe o espaço Agrishow Pra Elas.
Outro grande nome de destaque no projeto é a pecuarista e agroinfluencer Andressa Biata, também embaixadora digital da Agrishow e anfitriã do projeto.
Andressa faz parte da terceira geração de pecuaristas da família, trabalhava com publicidade em Campinas (SP) e mudou para a pecuária para ajudar a mãe a administrar a fazenda, que fica em Alcinópolis (MS).
“Como a mudança de vida foi muito drástica, eu comecei a dividir isso no meu perfil nas redes sociais, porque um dia eu estava no São Paulo Fashion Week e no outro eu estava dando sal para o gado no pasto. Eu fui ensinando tudo o que eu aprendia nas minhas mídias e isso foi ganhando visibilidade das empresas, das marcas, foi onde me tornei a embaixadora da Agrishow em 2019, trazendo a valorização da mulher dentro do agronegócio”, diz Andressa.
A pecuarista e agroinfluencer Andressa Biata participa da Agrishow em Ribeirão Preto, SP
Reprodução/Instagram
Pré-programação do Agrishow Pra Elas
Terça-feira (2)
11h: Sustentabilidade no agro: por onde começar a jornada ESG?, com Luciana Dalmagaro
14h30: Mulheres do passado, presente e futuro, com Sônia Bonato
Quarta-feira (3)
13h: Bem estar animal, com Lu Romancini
14h30: ABAG – lançamento do prêmio CNMA
Quinta-feira (4)
10h30: Gestão de pessoas: humanizando o dia a dia no campo, com Izabela Inforzato
Sexta-feira (5)
11h30: Emoções e desafios das mulheres no agro, com Andrea Steinmetz
Leia mais notícias da Agrishow no g1 Ribeirão e Franca

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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