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Política

PSDB conclui votação eletrônica das prévias para escolha do candidato do partido a presidente

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Previsão é que resultado seja divulgado até o início da noite. Votação eletrônica começou no último domingo (21), mas conclusão foi adiada por falha no aplicativo. Da esq. par a dir.: os pré-candidatos Arthur Virgílio, João Doria, Eduardo Leite e o presidente do PSDB, Bruno Araújo, na chegada ao hotel em Brasília onde o partido anunciará o resultado das prévias
Luis Blanco / Equipe JD / Divulgação
O PSDB concluiu às 17h deste sábado (27) a votação eletrônica das prévias para escolher o candidato do partido à Presidência da República. A votação começou no último domingo (21), mas a conclusão foi adiada em razão de problemas no aplicativo de votação dos filiados — o aplicativo foi substituído para a votação deste sábado.
Três postulantes estão na disputa — os governadores Eduardo Leite (RS) e João Doria (SP) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto. A previsão da cúpula do partido é anunciar o resultado até as 18h, em Brasília.
O candidato que alcançar maioria absoluta dos votos válidos será o vencedor das prévias. Se nenhum obtiver essa maioria, os dois mais votados participarão de um segundo turno.
Dos 44,7 mil filiados habilitados para votar, cerca de 30 mil votaram, somadas as votações de domingo passado e deste sábado.
Pré-candidatos
Antes da divulgação do resultado, João Doria, Arthur Virgílio e Eduardo Leite concederam juntos entrevista a jornalistas. Eles se cumprimentaram, deram as mãos e foram aplaudidos pela militância.
Doria minimizou os atritos que teve com Eduardo Leite ao longo do processo das prévias. Disse que os candidatos se respeitam e que, seja quem for o vencedor, estarão juntos. “Estamos no mesmo barco”, disse.
O governador de São Paulo voltou a dizer que o PSDB é um partido sem dono e que “não é fácil” fazer democracia.
“Fácil é um partido ter dono, em que se sentam três ou quatro pessoas a uma mesa, e definem um candidato. O PSDB está [com as prévias] dando um exemplo ao Brasil”, afirmou.
Arthur Virgílio reconheceu ter poucas chances de vencer. “Vou perder de lavada”, disse. Mas afirmou que a candidatura serviu para marcar sua posição dentro do partido e diante dos brasileiros.
“Precisava falar de democracia. Temos dificuldades dentro do próprio PSDB. Temos uma bancada que ainda joga com o Bolsonaro. É preciso desbolsonarizar o PSDB”, declarou.
Eduardo Leite, na mesma linha de Doria, afirmou que os candidatos estarão juntos, independentemente de quem for o vencedor.
“Saberemos os caminhos para o PSDB vencer as eleições [de 2022]”, afirmou o gaúcho. Ele também destacou a iniciativa do partido, o único a fazer um processo de prévias e com debates entre os postulantes.
PSDB faz votação para a escolha do candidato do partido à presidência da República
Votação neste sábado
Estavam aptos a votar 44,7 mil filiados, dos quais 8% conseguiram votar no último domingo. Os demais votaram neste sábado.
Embora o partido registre somente dois votantes no exterior, identificou pela manhã 26 mil tentativas de acesso ao aplicativo oriundas de outros países. Por isso, bloqueou os acessos do exterior, a fim de evitar vulnerabilidades.
No fim da tarde, a assessoria do partido informou que foram registradas cerca de 30 milhões de tentativas de ataque ao sistema de votação, das quais 27 milhões somente na última meia hora.
“Nós solicitamos uma auditoria forense. O vice-presidente do Jurídico do partido vai encaminhar à Polícia Federal para ser investigado”, afirmou o presidente do partido, Bruno Araújo.
Segundo ele, empresas especializadas em segurança cibernética, técnicos dos três candidatos e a própria estrutura do partido estão “processando a votação e fazendo essa camada de proteção para que a gente possa às 17h entregar esse resultado e apresentar um candidato a presidente da República do PSDB”.
Equipe na sede do PSDB que auxilia os filiados com dificuldades para votar
Pedro Henrique Gomes / g1
Aplicativos
O primeiro aplicativo utilizado pelo partido nas prévias foi desenvolvido pela Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Na terça (23), o PSDB iniciou os testes de um outro aplicativo, desenvolvido pela empresa RelataSoft e, na quarta (24), informou que os resultados “não foram totalmente satisfatórios” e que faria testes com uma nova empresa.
A empresa escolhida para dar continuidade ao processo de votação neste sábado foi a BeeVoter (vídeo abaixo).
PSDB contrata nova empresa de tecnologia na tentativa de concluir prévias do partido
Segundo o presidente do partido, Bruno Araújo, a decisão foi tomada após o aplicativo ter resistido a uma prolongada carga horária de testes.
“A Beevoter foi submetida a um conjunto de carga horária de dezenas de dezenas de horas ao todo, somada os testes feitos pelo próprio partido, pela campanha de Eduardo Leite, João Doria e Arthur Virgílio”, disse.
Prévias
Esta é a primeira vez que o partido recorre à realização de prévias para escolher o candidato ao Palácio do Planalto.
Ao g1, os coordenadores das prévias Marcus Pestana e José Anibal, além do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, reconheceram que há divergências dentro da legenda e que as prévias são único caminho para a unidade ao partido.
No domingo, quando começou a votação, Bruno Araújo chegou a dizer que as prévias geram “racha”, mas que o vencedor terá de “lamber as feridas internas” e unificar o PSDB.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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