Economia
Família produz 40 toneladas de arroz por ano e mantém tradição de cultivo do cereal há mais de 30 anos no ES
No início, alguns produtores locais chegaram a falar para a família que o cultivo não ia dar certo, mas o produtor insistiu no plantio e, hoje, a família tem clientes de várias partes do estado. Família produz 40 toneladas de arroz por ano e mantém tradição de cultivo do cereal
O arroz, alimento que não pode faltar no prato do brasileiro e um dos produtos mais consumidos no país, é a principal fonte de renda da família Seidel, que produz por ano cerca de 40 toneladas do cereal e movimenta a economia da cidade de Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo.
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Cultivo de arroz em Afonso Cláudio, ES
Reprodução/TV Gazeta
Um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrou que no Espírito Santo existem 100 hectares plantados com arroz e são produzidas cerca de 400 toneladas por ano. Em Afonso Cláudio , são 10 hectares e a maior parte fica na propriedade dos Seidel.
Todos os anos, de abril a maio, os irmãos Edson, Elcio e Paulo Seidel, filhos do produtor rural Ervino Seidel, de 80 anos, trabalham várias horas por dia na plantação com cerca de 8 hectares.
A tradição é mantida pela família e passada des gerações há mais de 30 anos.
Família de produtores de arroz de Afonso Cláudio (ES)
Reprodução/TV Gazeta
No início do cultivo, alguns produtores locais chegaram a falar que não ia dar certo, mas Ervino insistiu no plantio do grão e, hoje, a família tem clientes de várias partes do estado.
“Quando o pai veio pra cá, ele tentou produzir outros tipos de cultura e, infelizmente, não teve muito sucesso. Então, ele imaginou que o arroz é a cultura que ele ia se dar bem porque ele é da água. Hoje, a gente não dá nem conta. Vem gente de Vitória, Cachoeiro, restaurantes, supermercados, várias pessoas vêm procurar o arroz”, contou o produtor.
Arroz antes de ser colhido em propriedade de Afonso Cláudio (ES)
Reprodução/TV Gazeta
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Produção orgânica
A família Seidel não usa agrotóxicos no cultivo do arroz. O plantio é feito em área alagada, o mais comum no Brasil, e que representa 80% das áreas plantados com o grão no país.
Elcio Seidel, produtor de arroz de Afonso Cláudio (ES)
Reprodução/TV Gazeta
Durante a época da colheita, entre abril e maio, são abertos pelo menos 15 postos de trabalho na propriedade.
Após a colheita, os grãos são separados das folhas no trator de cereais e o arroz já cai nos sacos. O que sobra é jogado do outro lado e é utilizado para adubação e alimento dos animais.
Sacos de arroz em Afonso Cláudio (ES)
Reprodução/TV Gazeta
Depois, os sacos cheios são levados para o local onde fica a máquina de pilar, uma relíquia de mais de 70 anos, onde a casca do arroz é retirada.
É esse processo, de acordo com Paulo Seidel, que dá origem ao arroz integral e depois ao arroz branco.
Produção de arroz em Aionso Cláudio (ES)
Reprodução/TV Gazeta
“Ele passa pelo descascador e sai o arroz integral. Depois, ele vai para as pedras do polimento. É o arroz branco que depois vai para as peneiras para seleção dos tipos 1, 2 e 3.
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Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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