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Economia

Maior corretora cripto do mundo é processada nos EUA por supostamente desviar ativos de clientes

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Segundo agência reguladora americana, Binance e seu presidente controlam secretamente os ativos dos clientes, o que permitiria ao executivo misturar e desviar o dinheiro Changpeng Zhao, CEO da corretora de criptomoedas Binance.
Reprodução/YouTube Binance
A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, e seu presidente-executivo, Changpeng Zhao, foram processados pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), por, supostamente, operar uma “teia de enganos” que incluía inflar artificialmente seus volumes de negociação e desviar ativos de clientes.
A agência reguladora fez as alegações e iniciou o processo contra Zhao e a empresa nesta segunda-feira (5), com base em três principais alegações:
não restringir os clientes americanos de sua plataforma;
enganar os investidores sobre seus controles de vigilância do mercado;
operar uma bolsa de valores não registrada.
A queixa da SEC, apresentada em um tribunal federal em Washington D.C., também alegou que Binance e Zhao controlam secretamente os ativos dos clientes, o que permitiria ao executivo misturar e desviar o dinheiro, e que a corretora criou entidades americanas separadas “como parte de um esquema elaborado para burlar Leis federais de valores mobiliários”.
A agência afirma, ainda, que, pelo menos de setembro de 2019 até junho de 2022, a Sigma Chain, uma empresa de negociação de propriedade e controlada por Zhao, se envolveu em operações de lavagem de dinheiro que inflaram artificialmente o volume de negociação de títulos de criptoativos na plataforma Binance dos EUA.
“Alegamos que as entidades Zhao e Binance se envolveram em uma extensa rede de enganos, conflitos de interesse, falta de divulgação e evasão calculada da lei”, disse o presidente da SEC, Gary Gensler, em comunicado.
A Binance não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as acusações. Em um tweet, Zhao disse que a Binance emitiria uma resposta assim que revisasse a reclamação da SEC e disse que a equipe da bolsa está “aguardando, garantindo que os sistemas estejam estáveis, incluindo saques e depósitos”.
Outras crises da Binance
A medida é a mais recente de uma série de problemas legais para a Binance , que também foi processada pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC) dos EUA em março por operar o que o regulador alegou ser uma bolsa “ilegal” e um programa de conformidade “falsa”. Zhao chamou essas acusações de “decepcionantes” e uma “recitação incompleta dos fatos”.
A Binance também está sob investigação do Departamento de Justiça por suspeita de lavagem de dinheiro e violações de sanções, de acordo com pessoas familiarizadas com a investigação.
A empresa foi fundada em Xangai em 2017 por Zhao, um cidadão canadense nascido e criado até os 12 anos na China.
Embora sua holding esteja sediada nas Ilhas Cayman, a Binance diz que não possui uma sede e se recusou a declarar a localização de sua principal bolsa , a Binance.com.
Essa plataforma domina o cenário de negociação de criptomoedas, processando no ano passado negociações no valor de US$ 65 bilhões por dia com até 70% do mercado.
A empresa processou pelo menos US$ 10 bilhões em pagamentos para criminosos e empresas que buscam fugir das sanções dos EUA, segundo informações da Reuters.
A Reuters também informou, no último 23 de maio, que a Binance misturou os fundos de seus clientes com suas receitas corporativas na conta Silvergate Bank pertencente à trading Merit Peak, violando as regras financeiras dos EUA que exigem que o dinheiro do cliente seja mantido separado.
A Binance negou a mistura de depósitos de clientes e fundos da empresa, dizendo que os usuários que enviaram dinheiro para a conta não estavam fazendo depósitos, mas comprando o token criptográfico personalizado da Binance vinculado ao dólar.
Com todos os problemas, a questão da sucessão do poder na companhia ganhou um lugar de destaque na mídia. Richard Teng, chefe de mercados regionais da Binance fora dos EUA, é visto como o candidato mais provável para suceder o atual presidente da empresa de criptomoedas.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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