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Economia

Binance: quem é o bilionário ‘rei das criptomoedas’ acusado de criar ‘rede de trapaças’ nos EUA

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Changpeng Zhao, que fundou a Binance em 2017, nega as acusações. Changpeng Zhao, fundador da Binance, é acusado de participar de uma ‘extensa rede de trapaças’
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Changpeng Zhao ficou conhecido quando um dos maiores escândalos de criptomoedas do mundo veio à tona em 2022.
O fundador da Binance, a maior plataforma de negociação de moedas digitais do mundo, ganhou as manchetes dos jornais em novembro de 2022, após anunciar que cogitava comprar a concorrente FTX, que estava em colapso.
Mas Zhao logo mudou de ideia e apenas observou enquanto sua concorrente ruía, arrastando as criptomoedas para uma queda retumbante cujas marcas perduram até hoje.
Por fim, a FTX foi à falência, e seu fundador, Sam Bankman-Fried, foi indiciado pela Justiça americana por acusações criminais. Foi assim que, após o colapso da FTX, Zhao se tornou o novo “rei das criptomoedas”.
Mas, em poucos meses, as autoridades americanas apresentaram acusações contra a empresa que ele dirige, alegando que a companhia operava ilegalmente no país e violava uma série de leis financeiras.
Tentando navegar nas águas tempestuosas, a Binance continuou suas operações sem grandes sustos até que, na segunda-feira (5/6), as autoridades acusaram novamente a empresa e seu fundador.
Desta vez, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) processou a empresa e Zhao por violar as leis de investimento do país.
A Binance é a maior plataforma de criptomoedas do mundo
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“Por meio de 13 acusações, alegamos que Zhao e as entidades da Binance se envolveram em uma extensa rede de trapaças, conflitos de interesse, falta de divulgação e evasão calculada da lei”, declarou o presidente da SEC, Gary Gensler.
Zhao negou, por sua vez, as acusações no Twitter e afirmou que sua empresa ainda não tinha visto as acusações.
‘Minha mãe e eu saímos da China’
Conhecido no meio como Changpeng “CZ” Zhao, o empresário nasceu na província chinesa de Jiangsu em 1977.
Filho de pais professores, Zhao contou em um post no blog da Binance os problemas que sua família enfrentou na China na década de 1980 — e como ele fugiu do país aos 12 anos, após o massacre da Praça da Paz Celestial.
Zhao nasceu na província de Jiangsu, na China, em 1977
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“Em 6 de agosto de 1989, minha mãe e eu saímos da China e migramos milhares de quilômetros para o Canadá. Para quem conhece a história da China, isso aconteceu dois meses após os eventos de 4 de junho de 1989”, escreveu Zhao.
“Lembro que a fila do lado de fora da embaixada canadense durou três dias”, ele comentou no blog. “Isso mudou minha vida para sempre e me abriu infinitas possibilidades.”
Zhao passou a adolescência em Vancouver, onde trabalhou em vários empregos, inclusive preparando hambúrguer no McDonald’s.
Mais tarde, ele estudou ciência da computação na Universidade McGill, em Montreal, e depois estagiou na Bolsa de Valores de Tóquio, antes de trabalhar para a Bloomberg Tradebook em Nova York.
Alguns anos depois, Zhao voltou à China para trabalhar em empresas de tecnologia e, em 2017, fundou a Binance.
Mas o governo chinês proibiu as plataformas de criptomoedas de operar no país — e Zhao voltou a migrar, consolidando seus negócios em outras latitudes.
A Binance foi crescendo e rapidamente se tornou a maior plataforma de compra e venda de criptomoedas do mundo.
‘Extensa rede de trapaças’
Mas os problemas ao longo do caminho não tardaram a aparecer. As autoridades britânicas proibiram as operações da Binance no ano passado; enquanto nos EUA, foi aberta a primeira investigação legal contra ele por supostas operações ilegais no país.
O último desdobramento que se tem conhecimento é a ação judicial apresentada na última segunda-feira em um tribunal federal de Washington.
A SEC acusa a empresa e seu fundador de administrar fundos de seus usuários de forma irregular e de mentir para investidores e reguladores, entre outras supostas irregularidades.
Zhao disse que ainda não tinha visto as acusações
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O processo alega que a empresa ignorou as leis de valores mobiliários dos EUA e ganhou bilhões de dólares colocando em “risco significativo” os ativos de seus clientes.
A ação legal também indica que a Binance e Zhao controlam secretamente os ativos de seus clientes, o que permite a eles mesclar e desviar fundos, e que a empresa criou entidades americanas separadas “como parte de um elaborado plano para burlar as leis federais de valores mobiliários dos EUA.”
As autoridades alegam que, desde pelo menos setembro de 2019 a junho de 2022, a Sigma Chain, uma empresa de trading de propriedade de Zhao (e controlada por ele), se envolveu em operações que inflaram artificialmente o volume de negociação de títulos de criptoativos na plataforma Binance.
“O público deve ter cuidado ao investir qualquer um de seus ativos suados em plataformas ilegais”, aconselhou o presidente da SEC, Gary Gensler.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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