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Política

Lula parabeniza Colômbia por acordo de cessar-fogo com ELN

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Governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional assinaram nesta sexta-feira (9), em Havana, um acordo de cessar-fogo nacional e temporário de seis meses. Foto de arquivo mostra integrantes da guerrilha (ELN) em um campo de treinamento às margens do rio San Juan, na Colômbia
Luis Robayo/AFP/Arquivo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou neste sábado (10) mensagem em que parabeniza o governo e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por acordo de cessar-fogo de seis meses com o Exército de Libertação Nacional (ELN).
“Parabenizo a Colômbia, em particular o Presidente @petrogustavo, pelo acordo de cessar fogo com o ELN. Um passo fundamental na construção da paz para os povos latino-americanos e uma reafirmação da vocação de paz da América do Sul”, escreveu Lula.
O governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional assinaram nesta sexta-feira (9), em Havana, um acordo de cessar-fogo nacional e temporário de seis meses.
“Aqui nasce um novo mundo, aqui acaba uma fase de insurgência armada na América Latina com seus mitos e realidades”, disse o presidente colombiano, Gustavo Petro, durante a assinatura do acordo, na presença do líder máximo do ELN, Antonio García, contra quem havia uma ordem de captura até esta semana.
Fundado em 1964, o ELN tinha 5.850 combatentes em 2022, segundo autoridades colombianas, e é a guerrilha em atividade mais antiga da América Latina.
O texto, assinado pelos chefes das negociações do governo colombiano, Otty Patiño, e do ELN, Pablo Beltrán, contempla “dar cumprimento imediato aos acordos de Cuba”, que preveem “o cessar-fogo bilateral nacional e temporário”, disse o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, ao ler os pontos do documento.
A assinatura, na qual também esteve presente o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, ocorreu no encerramento do terceiro ciclo da Mesa de Diálogos de Paz, iniciado em 2 de maio, em Havana.
Antonio García, que surpreendeu ao viajar para Havana, foi cauteloso: “Não assinamos acordos substanciais”, apenas “acordos de procedimento”, afirmou.
“Este processo de paz tem que ser diferente, temos que ver mudanças”, afirmou o líder da guerrilha guevarista, inspirada na revolução cubana.
Patiño, negociador do governo colombiano, coincidiu em que “os desafios são muitos, mas vale à pena […] enfrentá-los todos”.
O chanceler cubano informou que a quarta rodada de negociações será realizada em Caracas, na Venezuela, entre 14 de agosto e 4 de setembro.
A única trégua bilateral pactuada entre as duas partes vigorou por 101 dias entre 2017 e 2018.
O documento assinado nesta sexta prevê a criação de “um canal de comunicação entre as partes através do representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Colômbia”.
O acordo contempla que, a partir de 3 de agosto, vão começar a “contar os 180 dias de vigência” desta trégua, assim como a implementação dos protocolos e do mecanismo de monitoramento e verificação, que serão acordados nos próximos dias.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, cumprimentou o governo da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional.
“Estes são passos importantes que dão esperança ao povo colombiano, especialmente às comunidades mais afetadas pelo conflito”, ressaltou a organização em nota.
Obstáculos
A última tentativa de negociação de paz entre as partes começou em 2018, mas foi frustrada um ano depois por um atentado do ELN com carro-bomba contra uma academia de polícia, que deixou 22 mortos.
No fim de 2022, Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia e ele mesmo um ex-guerrilheiro, impulsionou este processo, iniciado em novembro, na Venezuela, e que prosseguiu em março passado no México.
As negociações ficaram na corda bamba no fim de março, devido a um ataque com armas longas e explosivos, que deixou dez militares mortos perto da fronteira com a Venezuela.
Abalada por mais de meio século de conflito armado, a Colômbia tentou várias negociações de paz com os grupos armados, muitas delas fracassadas.
Um pacto histórico negociado em 2016, em Havana, resultou no desarmamento da poderosa guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que virou um partido político.
A delegação do ELN voltou em maio a Havana, de onde saiu em setembro de 2022, após a chegada de Petro ao poder. Seu antecessor, Iván Duque (2018-2022) reativou em 2019, depois do ataque contra a academia de polícia, as ordens de captura contra os negociadores do grupo armado e exigiu sua extradição.
Tudo isso ajudou a que o ex-presidente americano Donald Trump incluísse Cuba na lista de países que patrocinam o terrorismo.
“Este presidente da Colômbia diz ao presidente [americano, Joe] Biden e aos senhores que esse ato [voltar a incluir Cuba na lista] foi uma injustiça que deve ser reparada”, disse Petro durante a cerimônia.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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