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Política

De vez em quando, você tem que trocar um motorista, diz Padilha sobre eventual mudança no Turismo

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Ministro disse que União Brasil ‘apontou desejo e vontade’ de reavaliar ministérios da sigla no governo. Bancada do partido na Câmara tem cobrado troca da ministra Daniela Carneiro. Ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e os líderes do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, e na Câmara, José Guimarães, em entrevista à imprensa nesta segunda, no Palácio do Planalto.
Reprodução/TV Globo
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (12) que não há definição sobre trocas em ministérios comandados pelo União Brasil. Segundo ele, o governo está aberto a “ouvir e conversar” e as negociações devem ocorrer ao longo desta semana.
Padilha deu a declaração após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e líderes do governo no Congresso no Palácio do Planalto, em meio às articulações da bancada do União Brasil na Câmara para a troca em comandos de ministérios do governo Lula.
“Governo é igual a um rally. De vez em quando, durante um rally, você tem que trocar um motorista, um pneu, o que importa é estar no caminho certo. Esse é um governo que tem um caminho, um rumo certo”, disse.
Na divisão das pastas para garantir governabilidade, Lula anunciou três ministros para a cota da sigla: Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Juscelino Filho (Comunicações) e Daniela Carneiro (Turismo).
Para os deputados do partido, porém, Daniela e Goés não devem ser considerados como cota da legenda.
A ministra já pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a desfiliação do partido, e o ministro foi indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), além de não ser filiado ao União.
A insatisfação dos deputados com as nomeações se confirmou em votos. O partido tem altas taxas de infidelidade na Câmara em votações prioritárias ao governo.
Como mostrou o blog do jornalista Valdo Cruz no g1, a sigla deve, inclusive, alertar o governo que, se a troca no Turismo não for feita, a infidelidade pode aumentar.
Alexandre Padilha confirmou que, neste momento, o União Brasil tem apresentado um “desejo de reformulação da representação dos seus três ministros indicados”. De acordo com ele, Lula pediu para que os líderes conduzam as conversas com a sigla.
“Está em aberto uma discussão com o União Brasil, que avalia a necessidade de reformulação dos seus indicados. Esse é um debate que já vinha há mais tempo e, neste momento, o União Brasil reforçou isso com maior clareza. Devemos tratar esse tema com o União Brasil, esclarecer um pouquinho melhor o que significa isso e esse tema está, sim, em debate”, disse.
Segundo Padilha, o partido não apresentou “nada especificamente sobre um ou outro ministro”.
O ministro negou, no entanto, que o governo planeje uma reforma ministerial ou mudanças em pastas pontuais.
“Quem avalia, quem nomeia e quem troca é o presidente da República, ouvindo seus ministros e ministras. Não tem nenhuma data definida, não tem nenhum ministério definido. Mas é natural e a gente confirma que o União Brasil apontou desejo e a vontade de reavaliar os seus ministros indicados pelo partido”, declarou.
De acordo com ele, o governo está “absolutamente aberto a ouvir e conversar” com qualquer legenda com ministros no governo para “discutir uma avaliação permanente de seus ministros”.
Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que não há debate sobre reforma ministerial após seis meses de gestão. Para ele, a situação da ministra do Turismo ocorre porque ela está em um movimento para deixar o União Brasil.
“Não há reforma ministerial em curso. Há um problema localizado em um partido”, afirmou.
O líder declarou que o União Brasil apresentou o nome do deputado Celso Sabino (União-PA) para integrar a equipe ministerial de Lula.
Agenda com Daniela Carneiro
O ministro Alexandre Padilha afirmou ainda que não há agenda confirmada entre Lula e a ministra do Turismo, Daniela Carneiro.
Mais cedo, em entrevista à GloboNews, o marido de Daniela, o prefeito de Belford Roxo (RJ), Waguinho (Republicanos), afirmou que ele e a ministra deveriam se reunir com o presidente entre esta segunda e terça (13).
Waguinho classificou como um “erro” a possibilidade de troca de Daniela no comando do Turismo. Ele também afirmou que os dois pagaram “um preço muito caro” por apoiarem Lula nas eleições de 2022.
Segundo Padilha, embora não esteja definido o encontro, Lula “sempre esteve à disposição e aberto”.
“O presidente, inclusive, considera o trabalho dela muito positivo”, afirmou.
Reunião ministerial
Ainda de acordo com Padilha, o presidente Lula deve reunir na quinta (15) todos os ministros do governo.
No encontro, os ministros devem apresentar o balanço das pastas e apresentar propostas de ações para o futuro.
“O presidente [Lula] disse que deve fazer nesta quinta-feira uma reunião ministerial, que é uma reunião de discussão, ele quer poder ouvir cada ministro, cada ministra para um certo balanço das suas ações até este momento e planejar o próximo período do governo”, afirmou.
Marco fiscal e sabatinas
Padilha também afirmou que Lula discutiu a pauta do Congresso nas próximas duas semanas. A prioridade do governo no Senado é aprovar de forma definitiva o novo marco fiscal, que definirá a regra que substituirá o teto de gastos, mecanismos que limite o crescimento das despesas do governo pela inflação.
O ministro também afirmou que o governo espera aprovar neste mês de junho o nome do advogado Cristiano Zanin para o Supremo Tribunal Federal (STF), bem como as indicações de Gabriel Galípolo e Ailton Aquino dos Santos para cargos de diretoria no Banco Central.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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