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Economia

Com juros em 10%, haveria quase um Bolsa Família economizado por ano, diz secretário do Tesouro

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Rogério Ceron também afirmou que contas do governo devem registrar rombo abaixo da marca dos R$ 100 bilhões neste ano. Secretário acrescentou que já foram adotadas medidas para aumentar arrecadação em R$ 100 bilhões, mas para 2024. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, calculou nesta sexta-feira (23) que se a taxa básica de juros estivesse em 10% ao ano, em vez dos atuais 13,75% ao ano, a economia nos gastos com juros da dívida pública permitiria o pagamento anual de quase um Bolsa Família.
“Não estou dizendo que deveria ser esse valor [para a taxa Selic, fixada pelo Banco Central para tentar conter as pressões inflacionárias] mas, se ela fosse, ao invés de 13,75% [ao ano], fosse 10% [ao ano] a Selic atualmente, você teria quase um Bolsa Família por ano economizado em termos de juros que estão sendo pagos na dívida pública”, afirmou, durante entrevista à revista Exame.
O secretário disse que não se sente à vontade para comentar a política de juros, de competência do Banco Central, mas explicou que cada ponto percentual de alta na taxa Selic representa bilhões de reais em despesas com juros da dívida pública.
Rogério Ceron observou que a política de gastos públicos, de um lado, ancora as expectativas de inflação e ajuda o Banco Central a reduzir a taxa de juros. Ele ponderou que, por outro lado, há um custo significativo em termos de juros da dívida em momentos de “aperto monetário”, ou seja, de elevação da taxa de juros.
Em abril deste ano, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes.
“Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não é alta porque o juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você, endividado, vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto”, afirmou ele, na ocasião.
Críticas ao patamar da taxa de juros
O governo Lula tem pressionado o Banco Central a reduzir a taxa de juros. A avaliação é que o atual patamar da Selic inibe o crescimento da economia.
Nesta segunda-feira (19), em transmissão pela internet, Lula voltou a dizer que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, precisa explicar à população por que a Selic permanece em 13,75%.
“Apenas o juro precisa baixar, porque também não tem explicação. O presidente do Banco Central precisa explicar, não a mim, porque eu já sei o porquê ele não baixa, mas ao povo brasileiro e ao Senado, [explicar] por que ele não baixa [a taxa]”, disse.
Na França, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central é “muito ruim” e não “alivia a situação”.
Contas públicas
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, também estimou que o déficit das contas do governo deve ficar abaixo dos R$ 100 bilhões neste ano.
Ele lembrou que a proposta de orçamento deste ano, aprovada no fim de 2022, estimava um rombo bem maior para 2023: de cerca de R$ 230 bilhões.
“Devemos ficar abaixo de 100 bilhões. O quanto abaixo disso deve depender do balanço de novas medidas e do bom momento econômico”, declarou.
Ele também informou que medidas já adotadas pelo governo, como aumento da tributação sobre combustíveis, assim como decisões da justiça relativas sobre o abatimento de impostos, permitem uma recomposição da arrecadação em torno de R$ 100 bilhões para 2024.
“Já fizemos medidas que já geram algo em torno de 100 bilhões para 2024, e há outras medidas em discussão. Principalmente em relação ao gasto tributário [redução de benefícios fiscais para empresas e setores da sociedade]”, disse Ceron.
Em abril, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que precisa ampliar a receita do governo em um montante entre R$ 110 bilhões e R$ 150 bilhões para zerar o déficit das contas do governo no próximo ano.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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