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Política

Empréstimos para compra da casa própria ultrapassam R$ 150 bi e batem recorde em 2021, aponta BC

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Queda dos juros e pandemia ajudaram o setor a bater recorde de vendas neste ano. Juro mais alto e alta nos preços de imóveis podem limitar desempenho do setor em 2022. As concessões de novos empréstimos para a compra da casa própria por pessoas físicas bateram recorde neste ano ao somar R$ 152,8 bilhões de janeiro a outubro, segundo informações do Banco Central.
O valor supera os R$ 134,8 bilhões registrados em todo ano de 2014, recorde anterior (a série histórica do BC começou em março de 2011). Em 2020, as concessões para pessoas físicas totalizaram R$ 128,7 bilhões.
Para José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), 2021 foi o ano do mercado imobiliário.
Segundo ele, o primeiro e segundo trimestres deste ano foram “excelentes” em vendas. Mas acrescentou que, a partir do terceiro trimestre, já pôde ser observada uma queda nas aquisições de imóveis.
De acordo com o Banco Central, a redução da taxa básica de juros, no ano passado, contribuiu para estimular o “significativo crescimento das operações de financiamento imobiliário, tanto pela ampliação da quantidade de famílias aptas a contratar os empréstimos”. A Selic chegou a 2% ao ano, menor patamar da história, mas voltou a subir em 2021.
Para Cristiane Portella, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), além da queda do juro para financiamento imobiliário, a redução dos preços dos imóveis e o aumento da procura — consequência da pandemia da Covid-19 — também impulsionaram as vendas de imóveis e, consequentemente, a busca por financiamento nos últimos anos.
“Os preços dos imóveis tiveram retomada importante, mas ainda estão em patamares atrativos quando a gente atualiza pelo IPCA [inflação] desde 2014. E houve uma valorização maior da casa própria em tempos de pandemia, seja para trabalhar ou por lazer. O espaço ganhou uma importância maior. Outras indústrias, como móveis e decoração, também cresceram”, afirmou Portella.
Crédito imobiliário: 2021 bate recorde, mas empréstimos começam a desacelerar
Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos urbanos do Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis (Secovi) de São Paulo avaliou que a combinação de juros menores e o cenário de pandemia impulsionou a compra de imóveis em 2021.
“A gente está dando ênfase grande em ‘home office’. O comprador entendeu que a moradia é uma coisa boa, que ele gosta. Então começaram a procurar moradias melhores e maiores. Teve muita comercialização e muitos lançamentos. Onde tem demanda, o mercado vai produzir. Os bancos e as imobiliárias tiram partido”, avaliou.
Aumento dos juros e de preços
A taxa de juros mais baixa, fator que favoreceu o aumento do crédito imobiliário em 2020 e no começo deste ano, porém, está se revertendo.
Desde setembro, os bancos públicos começaram a aumentar as tarifas cobradas para financiamento imobiliário – e os privados sinalizam que reajustes nas tarifas podem ocorrer ao longo dos próximos meses.
Isso se dá em razão do aumento da taxa básica da economia para conter a inflação. A taxa Selic, fixada pelo Banco Central, atingiu 9,25% ao ano no começo deste mês, o maior patamar em mais de quatro anos.
A expectativa é que o custo do crédito para a compra de imóveis volte a ficar mais caro a partir de 2022, com as taxas podendo retornar ao patamar de dois dígitos (acima de 10% ao ano).
Segundo Emilio Kallas, da Secovi-SP, a pandemia gerou dificuldade na produção de insumos e material de construção, encarecendo-os, fator que também pode limitar as vendas em 2022 — na medida em que isso será repassado aos preços dos imóveis.
“Os preços dos imóveis subiram já. E acredito que vão ter necessidade de receber um aumento de mais 20% nesses próximos 14, 15 meses. Não foi repassado [integralmente até o momento] porque não estamos conseguindo vender, o pessoal está sem renda. Tem uma força de aumento de preços pujante”, afirmou ele.
Cristiane Portella, da Abecip, estima que será possível manter um ritmo maior de crescimento e repetir, no próximo ano, o desempenho de 2021 — mesmo com o aumento dos juros e da inflação (que tem impacto também nos materiais de construção, mais caros).
“Um fator importante que vai impactar o setor é o ritmo de redução da taxa de desemprego. Ano que vem vai ser um ano com taxas maiores [de juros], e um ano de eleição é sempre mais complexo. Mas a gente imagina, até o momento, que a gente consiga repetir o [desempenho de 2021]. Ainda com alta de juros, inflação em alta, que come renda, mas com queda do desemprego”, declarou.
José Carlos Martins, da CBIC, observou que as vendas de imóveis com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) caíram pela metade em outubro e novembro.
“No ano que vem, a gente já está pensando que o mercado imobiliário vai acabar caindo e não se mantendo no mesmo nível. O SBPE [vendas com lastro na poupança] continua no mesmo nível. Vai depender de quais medidas serão tomadas para enfrentar esse problema”, afirmou.
Pacote de estímulo
Em novembro, o presidente Jair Bolsonaro assinou um projeto de lei, enviado para análise do Congresso Nacional, com mudanças nas regras de garantia no mercado de crédito.
A proposta, entre outros pontos, prevê que o mesmo bem imóvel possa ser usado como garantia em mais de uma operação de crédito. O objetivo é conseguir taxas de juros mais baixas e aumentar a concorrência no setor bancário.
O governo informou que pedirá urgência para votação da proposta, que espera aprovar o projeto na Câmara e no Senado no próximo ano.
De acordo com o Banco Central, o projeto também altera as regras da chamada “alienação fiduciária”, ou seja, a concessão do imóvel como garantia nas operações de crédito.
Com isso, o governo busca “dirimir controvérsias jurídicas e, assim, minimizar a probabilidade de discussões judiciais no futuro”. Teoricamente, seria mais fácil para os bancos pegar os bens dados como garantia nas operações de crédito.
Segundo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a proposta, se aprovada, pode destravar trilhões em financiamentos no mercado imobiliário, o que ajudaria a estimular a atividade econômica.

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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