Economia
Censo do IBGE: o que é o bônus demográfico e por que o Brasil precisa correr contra o tempo para aproveitá-lo e se desenvolver
Primeiros dados do Censo 2022 foram divulgados nesta quarta-feira (28). Hoje, o Brasil tem mais pessoas trabalhando do que crianças e aposentados, mas no futuro vai se tornar um país com uma força de trabalho menor e com mais idosos. Com atraso por causa da pandemia, depois de vaivém por falta de verba e, por fim, com muita resistência de moradores em receberem os recenseadores, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nessa quarta-feira (28) os primeiros dados do Censo 2022.
O resultado trouxe um dado inesperado: somos 203.062.512 de habitantes, quase 5 milhões abaixo da estimativa do órgão, de 207,7 milhões. Mais do que isso, os dados mostram que vivemos uma transição demográfica. Hoje, o Brasil tem mais pessoas trabalhando do que crianças e aposentados, mas no futuro vai se tornar um país com uma força de trabalho menor e com mais idosos.
Para Suzana Cavenaghi, doutora em demografia pela Universidade do Texas (EUA) e ex-coordenadora, professora e pesquisadora da pós-graduação da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, o Brasil vem fazendo um “péssimo trabalho” em suas últimas décadas de bônus demográfico — quando um país tem mais pessoas em idade para trabalhar e produzir do que idosos e crianças.
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“O que a gente chama de bônus demográfico, que é o período onde a gente tem o meio da pirâmide etária, né, as pessoas em idade produtiva alcançando o seu máximo produtivo, potencial de trabalho, a gente não aproveitou”, diz ela em entrevista ao podcast O Assunto desta quinta-feira (29).
“Se passarmos a ser um país envelhecido antes do país dar aquele salto para o país de renda média ou renda alta, nunca mais a gente vai conseguir isso, porque aí não vai ter a força de trabalho suficiente para poder dar esse salto.”
Supervisores do IBGE vão às ruas em Ribeirão Preto, SP
Alexandre Sá/EPTV
Segundo ela, isso não foi aproveitado por dois motivos. “Porque não colocou todas essas pessoas no mercado de trabalho, e quando colocou não colocou de uma forma decente, com trabalho formal e bem pago”. E também porque o país “não investiu o necessário em educação para dar profissionalização suficiente para essa população.”
A solução, agora, é correr contra o tempo e espelhar-se no cenário internacional onde isso foi bem aproveitado, caso dos tigres asiáticos, que conseguiram se desenvolver.
“A gente ainda tem um tempinho para tentar consertar esse esse problema, mas é muito rápido. As políticas públicas precisam trabalhar de uma maneira muito forte na área de educação, […] profissionalizando essas pessoas e dando acesso adequado à saúde para que elas tenham realmente condições e vivam uma vida saudável.”
Para Cavenaghi, este é um problema que não atinge apenas o Brasil, mas boa parte da América Latina — e o exemplo vem de fora.
“A Coreia do Sul, por exemplo, foi um país que quando percebeu que a fecundidade estava baixando e que ia perder essa oportunidade, eles investiram muito em educação de qualidade para toda a população. E hoje em dia a Coreia é um exemplo de país com com uma boa educação.”
Ouça a íntegra do episódio aqui.
Censo do IBGE: entenda o que é a pesquisa e por que ela é importante
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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