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Economia

Argentina pede à Petrobras postergação de pagamento por energia, dizem fontes

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A energia térmica tem que ser paga pela Argentina a cada 30 dias, e o país vizinho deseja postergar para a cada 180 dias, disse uma das fontes na condição de anonimato. Presidente argentino, Alberto Fernández, e presidente Lula em reunião
Ricardo Stuckert/Presidência da República
A Petrobras recebeu da Argentina um pedido de postergação de pagamentos em contratos de energia elétrica, e a petroleira está avaliando quais as possibilidades na exportação da eletricidade, afirmaram duas fontes brasileiras a par das discussões, à Reuters.
Uma terceira pessoa, do lado argentino, confirmou que o pedido foi feito à Petrobras, que gera energia elétrica por meio de suas térmicas.
A Argentina busca melhores condições para honrar seus compromissos financeiros diante das dificuldades econômicas do país, que por outro lado precisa de energia para enfrentar o inverno e aquecer as casas.
O pedido ocorreu durante um encontro entre os presidentes dos países, Luiz Inácio Lula da Silva e Alberto Fernández, em Brasília, na semana passada, no qual o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, também participou, segundo o jornal “O Globo”, que publicou mais cedo a informação.
Lula e Janja recepcionam o presidente da Argentina, Alberto Fernández, e Fabiola Yáñez
A energia térmica tem que ser paga pela Argentina a cada 30 dias, e o país vizinho deseja postergar para a cada 180 dias, disse uma das fontes na condição de anonimato.
“A energia vendida é térmica. Essa venda de energia para eles varia muito. Não é um contrato firme. Tem meses que precisam muito, tem meses que precisam menos”, disse essa fonte, sem detalhar volumes ou valores.
Neste ano, o Brasil tem exportado energia elétrica para Argentina e Uruguai principalmente a partir das hidrelétricas, cuja geração foi beneficiada pelo regime hidrológico favorável, que pressionou os preços internos.
As exportações de energia hidrelétrica aos países vizinhos, que precisam ser pagas antecipadamente ao conjunto de geradores hidrelétricos organizados no chamado “MRE” — diferentemente da energia térmica, cuja venda envolve contrato bilateral — têm ocorrido sob uma nova modalidade que permitiu às usinas monetizar o vertimento, isto é, água das usinas que seria desperdiçada.
Até abril, essa exportação de “vertimento turbinável” (EVT) rendeu mais de R$ 466 milhões ao país, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Na terça-feira, os presidentes dos dois países deverão participar de um encontro do Mercosul em Puerto Iguazú, na Argentina. Não havia informação imediatamente se o tema energia poderia ser tratado em algum eventual encontro bilateral.
Aceitar o risco?
Segundo o jornal “O Globo”, que ouviu fontes argentinas, a petroleira poderia realizar um esquema de financiamento próprio de suas exportações ao país vizinho.
As pessoas ouvidas pela Reuters pontuaram, no entanto, que as chances de obtenção de financiamento neste caso é praticamente impossível, pois as instituições financeiras não querem tomar o risco, diante das grandes dificuldades financeiras da Argentina.
“Nenhum banco topa entrar junto”, disse a segunda fonte, também na condição de anonimato.
Segundo uma fonte do mercado com conhecimento do assunto, ainda não houve mudança nos prazos de pagamentos.
No caso da energia térmica, como os pagamentos não são antecipados, os contratos são garantidos por fianças bancárias, e essas cartas de fiança vencem logo depois das liquidações mensais dos contratos de energia.
Nenhuma extensão de prazo ou mudança de contrato na exportação foi registrada ainda, segundo a fonte, que notou também que outras obrigações teriam que ser pagas no prazo, como pagamentos de encargos e transporte de energia, caso a Petrobras aceite a postergação de pagamento.
Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.
Relações sem imposições
A primeira fonte afirmou que apesar de o pedido ter sido feito em uma reunião bilateral entre os presidentes de ambos os países, não houve nenhuma imposição para que a Petrobras ajude.
“Não é um pedido governo a governo, tampouco veio uma ordem vertical. As pessoas pedem, e quem recebe avalia e vê se tem espaço para fazer ou não. Esse é um caso muito sensível, não pela política em si, mas porque financeiramente a Argentina está forçando a corda (no pescoço)”, afirmou.
Segundo essa fonte, a Petrobras está avaliando se a Argentina consegue mobilizar garantias de outras naturezas financeiras. “‘La garantia soy yo’ não resolve”, afirmou.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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