Política
Governo perdeu a chance de fazer privatizações e reformas, apontam economistas
Desorganização e falta de empenho impediram aprovação de propostas prioritárias nos três primeiros anos da gestão Bolsonaro, avaliam os especialistas. Ano que vem, por ser eleitoral, torna reformas ainda menos prováveis. O governo federal perdeu a chance de avançar nas reformas estruturais e no processo de privatização de empresas estatais pela falta de empenho e direcionamento de esforços a outros temas — como a PEC dos Precatórios, segundo analistas ouvidos pelo g1. Em 2022, ano eleitoral, a probabilidade de se conseguir progresso nas reformas é pequena, mas a privatização da Eletrobras pode sair.
Nas reformas estruturantes, as mudanças no sistema tributário, consideradas fundamentais para estimular o crescimento econômico, e a reforma administrativa, que poderia conferir mais eficiência ao Estado e meritocracia no funcionalismo público, além de economia de recursos, foram deixadas de lado.
Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCif), e Ana Carla Abrão, sócia da consultoria Oliver Wyman e ex-secretária da Fazenda de Goiás, avaliam que as reformas tributária e administrativa dificilmente terão algum avanço no próximo ano.
Nas privatizações, segundo especialistas, o governo perdeu o “timing” de reduzir a presença do Estado na economia e agora corre o risco de terminar o mandato com apenas uma grande privatização realizada, a da Eletrobras.
Para Elena Landau, economista e ex-diretora de privatizações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante o governo Fernando Henrique Cardoso, e Ecio Costa, professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), faltou mais empenho e organização do governo na condução dos processos de venda de estatais.
Relator da PEC da Reforma Tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA) apresenta parecer sobre o texto
Reforma tributária
A reforma tributária, tanto do consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) quanto do Imposto de Renda, tramitou nos últimos meses no Congresso Nacional, mas acabou não avançando diante da falta de acordo.
O diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCif), Bernard Appy, afirmou que a reforma tributária sobre o consumo é a mais importante para aumentar o potencial de crescimento da economia brasileira.
Ele citou estudo do economista Bráulio Borges, segundo o qual a reforma geraria um aumento do PIB potencial do Brasil de 20,2% em 15 anos e de 24% no longo prazo.
“Apesar de o governo ter mandado o projeto em 2020 [de unificação do PIS/Cofins], aparentemente nunca foi prioridade, pois até hoje não tem nem parecer. Se fosse prioridade para o governo, teriam trabalhado para avançar no projeto”, declarou.
Appy avalia que vai ser difícil a reforma tributária sobre o consumo ser levada adiante em 2022 no Congresso Nacional, devido às eleições, mas disse que o próximo presidente eleito terá de enfrentá-la em 2023, assim como as mudanças no Imposto de Renda.
Reforma Administrativa: Comissão aprova PEC, que segue para o plenário da Câmara
Reforma administrativa
A reforma administrativa foi enviada pelo governo ao Congresso em setembro de 2020. A proposta tem como objetivo alterar as regras para os futuros servidores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados e municípios.
O texto foi aprovado em setembro deste ano pela comissão especial da Câmara destinada a discutir a proposta mas, para ter validade, ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e do Senado.
Para Ana Carla Abrão, ex-secretária da Fazenda de Goiás, uma reforma administrativa é importante a fim de atender à demanda dos cidadãos por um Estado mais eficiente, voltado para a melhor prestação de serviços públicos, em particular nas áreas de saúde, educação e segurança.
“Temos um Estado inchado, ineficiente e com produtividade baixa, que precisa se modernizar e se voltar para as demandas dos cidadãos. Hoje, temos um Estado que está muito distante da sociedade e seus anseios. Só com uma reforma administrativa vai caminhar [nessa direção]”, declarou.
A especialista considera que o atual texto em análise pelo Congresso, porém, seria um retrocesso, pois, entre outros, não engloba o judiciário, mantém privilégios de algumas categorias, um alto número de carreiras e o baixo reconhecimento do servidor.
Além disso, segundo ela, a proposta também busca mexer na estabilidade do servidor público. “Começa por aí, um tema super sensível, até considerando as interferências no Iphan, no Inep e na Anvisa. Imagina o que significa mexer na estabilidade. Não tem clima para flexibilizar a estabilidade no Brasil”, declarou.
Para Ana Carla Abrão, as chances de a reforma administrativa vir a ser aprovada em um ano eleitoral “são próximas de zero”, mas ela disse ter esperanças de que, no próximo mandato, o presidente eleito avance nessa reforma.
“O Estado como está hoje reforça desigualdades sociais. Qualquer presidente que queira colocar esse tema da desigualdade e mobilidade social, certamente vai ter de enfrentar a reforma do RH [Recursos Humanos do Estado]”, concluiu.
Bolsonaro entrega proposta que abre caminho para a privatização dos Correios
Correios
O governo entregou o projeto de lei que permite a privatização dos Correios em fevereiro deste ano, e o texto foi aprovado na Câmara em agosto. Porém, desde então, está parado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, sem previsão de votação.
Além disso, 2022 é ano de eleições gerais. Com o Congresso mais esvaziado em razão das campanhas eleitorais, parlamentares tendem a evitar a votação de projetos polêmicos.
“O projeto de privatização dos Correios foi tocado de maneira adequada pelo governo, mas ainda depende do Congresso. Será que algum congressista em seu palanque vai assumir que vai fechar a agência na cidade dele?”, questiona Elena Landau.
Para Ecio Costa,, os Correios estão perdendo mercado para o setor privado.
“Seria importante que os Correios fossem privatizados, porque o projeto aprovado traz melhorias significativas na entrega de correspondências e a privatização vai ajudar a atuação da empresa no setor de encomendas. Mas aí você tem um grupo de sindicatos e de mais de 90 mil funcionários mobilizados para que essa privatização não vá para frente”, afirmou.
Segundo Landau, o governo poderia ter se antecipado para reduzir a resistência dos funcionários.
“Correios não sai por causa da questão política, da pressão dos funcionários e da falta de antecipação por parte do governo para oferecer aos funcionários um programa de recolocação e demissão voluntária”, diz a ex-diretora do BNDES.
Os dois especialistas acreditam que, se um governo de esquerda vencer as eleições de 2022, fica muito improvável a privatização da estatal.
“O governo perdeu essa oportunidade. Havia um ambiente propício no Brasil para a redução do Estado, nunca antes o tema da privatização foi falado de forma tão clara durante as campanhas, mas houve muito pouco empenho do governo e uma governança confusa [do programa de privatizações]”, avalia Landau.
Presidente Bolsonaro sanciona MP que possibilita privatização da Eletrobras
Eletrobras
No caso da Eletrobras, os dois analistas afirmam que ainda é possível fazer a privatização da estatal de energia em 2022, mas avaliam que o processo foi conduzido de maneira inadequada. Eles afirmam que, vencida a etapa de aval do Tribunal de Contas da União (TCU), a privatização sai.
O Congresso aprovou neste ano a medida provisória que permitia a venda da estatal, porém incluiu no texto uma série de “jabutis” (itens estranhos à matéria) que vão onerar o consumidor ao longo do tempo, como a contratação de térmicas em locais em que as usinas ainda não existem e sem infraestrutura para transporte de combustíveis, além da reserva de mercado nos próximos leilões de energia e da obrigação de a Eletrobras privatizada aportar dinheiro para revitalizar bacias hidrográficas e numa conta para bancar subsídios do setor de energia.
Parte desses pontos está sendo questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que ainda não deu aval para a operação, porém permitiu que o governo continuasse com as fases preparatórias para a privatização de maneira a não atrasar o cronograma.
“O TCU apontou vários questionamentos que precisam ser sanados a partir de 2022. O governo vai ter que trabalhar muito bem nessa etapa de justificativas. Vencida essa etapa, aí provavelmente a privatização sai, porque o projeto já foi aprovado pelo Congresso e o número de funcionários da empresa é bem menor, não mais que 12 mil”, diz Costa.
Landau acredita que faltaram estudos para embasar a privatização da Eletrobras, o que gerou os questionamentos do TCU.
“Você entregou um projeto de lei sem estudos detalhados e com todo o detalhamento [do processo de privatização] definido para o Congresso definir as questões técnicas, o que não existe em um processo de privatização. Quem tem que definir questões técnicas é o governo e o BNDES, a partir de densos estudos”, diz a ex-diretora do banco.
Não à toa, o projeto foi bastante modificado pelo Congresso e envolto de jabutis, diz Landau.
“Como o governo precisava aprovar de qualquer maneira o projeto, passou tudo por debaixo do pano, e o que era a questão mais importante a se discutir – o modelo de privatização – ficou em segundo plano para os ‘jabutis’.”
Ainda assim, Landau diz que a privatização precisa sair. “Agora que já chegamos nesse ponto e dado o risco permanente de intervenção do governo nas estatais, é melhor privatizar e deixar a empresa crescer, investir, e depois o mercado conserta [os erros].”
A mesma avaliação é compartilhada pelo professor da UFPE. “A Eletrobras precisa de investimentos vultosos para que o sistema elétrico brasileiro continue crescendo, e da forma que ela está, na mão do estado, não consegue”, diz Costa.
Posição da área econômica
Na última semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ter o papel de defender as reformas o tempo inteiro, mas acrescentou que “há momentos em que você vê que tem coisa que não está andando”.
Ele afirmou que estava esperançoso em avançar com a reforma do Imposto de Renda, mas a tramitação acabou sendo interrompida no Senado Federal após aprovação pela Câmara.
“Com a reforma tributária [do IR], já aprovada em uma casa [Câmara], seria interessante entrar na outra [Senado], mas agora vai ficar difícil nessas eleições”, declarou.
Sobre a reforma administrativa, o ministro da Economia avaliou que é um equívoco os servidores atuarem para atrasá-la, pois as mudanças seriam boas para eles.
“Quando ela vier lá na frente, vai vir mais pesada. Respeitamos todos direitos adquiridos e estávamos fazendo uma meritocracia e um filtro para o futuro”, disse.
No caso das privatizações, o governo avalia que, apesar dos obstáculos, será possível privatizar a Eletrobras e os Correios no próximo ano.
Se realizadas em 2022, as privatizações das duas estatais serão as primeiras — e possivelmente as únicas — do governo do presidente Jair Bolsonaro, iniciado em 2019.
Agenda do governo
Em fevereiro, uma agenda que contemplava 35 propostas foi entregue em mãos pelo presidente Jair Bolsonaro aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na abertura dos trabalhos legislativos do ano. No entanto, desse total, somente 13 projetos foram aprovados pelas duas Casas.
Do que foi aprovado, destacam-se a autonomia do Banco Central, a nova lei do gás e mudanças na lei cambial. A privatização da Eletrobras, aprovada após o governo editar uma medida provisória, está sob questionamento do Tribunal de Contas da União (TCU).
Ficaram para trás as reformas econômicas, entre as quais a tributária e a administrativa, que estão entre as principais bandeiras do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Em entrevista, Guedes afirmou que é papel do governo “defender as reformas o tempo inteiro”. “Agora, há momentos em que você vê que tem coisa que não está andando”, admitiu.
Para o ministro, “vai ficar difícil” aprovar novas regras tributárias em um ano eleitoral. Segundo ele, empresários “correram para pressionar o Senado” contra a medida.
Ao g1, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que houve avanços e “dificuldades”.
“Nos dois anos da pandemia, nós tivemos muita dificuldade. Chegamos num tempo em que não podia entrar aqui dentro [no Congresso]. Então, nós voltamos ao presencial há dois meses. Infelizmente, isso nos atrapalhou, e a pandemia nos tirou uma boa oportunidade de articulação”, disse.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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