Economia
Mais de 3 mil vagas em concursos públicos: veja 4 dicas para organizar as finanças e focar exclusivamente nos estudos
Especialistas consideram que os principais pontos para a preparação são guardar dinheiro, reduzir os gastos e fazer investimentos seguros. Episódio do podcast Educação Financeira traz dicas. Dicas para organizar as finanças e focar nos estudos
A ministra da Gestão, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira (18) que o governo federal abrirá mais 3.026 vagas em concursos públicos. Segundo a ministra, os novos servidores vão atender 22 órgãos, e os salários podem variar de R$ 6 mil a R$ 21 mil.
Segundo a ministra, são 2.480 vagas para novas seleções e 546 nomeações em concursos já realizados. O impacto anual aos cofres públicos deve ser de R$ 546 milhões. Serão realizados novos concursos para 19 órgãos (veja a lista aqui).
O reaquecimento do mercado de concursos públicos neste ano deve levar milhares de pessoas a se dedicarem aos estudos para conseguir uma aprovação, tendo em vista a alta concorrência para essas vagas, segundo o professor e especialista em concursos públicos Mateus Andrade.
Neste contexto, uma das alternativas que se apresenta aos candidatos é parar de trabalhar e focar exclusivamente nos estudos. Essa é uma decisão, diz Andrade, que pode funcionar e trazer bons resultados. No entanto, a preparação para “largar tudo” deve começar no planejamento financeiro.
O podcast Educação Financeira desta semana trouxe dicas de como se preparar. Ouça abaixo (ou em todos os tocadores) e leia a seguir como se organizar financeiramente para passar um período apenas estudando.
OUÇA A SEGUIR:
✍️ Entender o universo dos concursos
De acordo com o professor, antes de falar sobre dinheiro é necessário olhar com atenção para o próprio universo dos concursos públicos.
Andrade explica que os processos de um concurso são demorados e que todo esse tempo deve ser mapeado na hora de fazer as contas sobre quanto dinheiro guardar.
Além do tempo de estudos em si, que muitas vezes pode levar mais de um ano, também é preciso colocar no papel o período que vai da aprovação na prova até a convocação para o cargo, que envolve uma série de processos burocráticos para a homologação dos resultados.
Isso tudo pode levar meses e a reserva criada para “largar tudo” até passar em um concurso tem que abranger esse tempo.
💰 Guardar o máximo de dinheiro possível
Nessa mesma toada de ter em conta todo o período em que vai ficar parado até a convocação para o cargo, outra dica do especialista, que vai de encontro ao que diz o planejador financeiro da GT Capital, Rodrigo Azevedo, é guardar o máximo de dinheiro possível.
Para isso, Azevedo pontua que é importante começar a montar a reserva pelo menos um ano antes de parar de trabalhar para estudar.
Nesse tempo, além de continuar trabalhando para receber o salário, vale empreender um esforço, quando possível, para conseguir uma renda extra. Andrade pontua que vender itens que não farão tanta falta na rotina ou fazer trabalhos independentes (os famosos “bicos”) podem ser uma boa opção.
✂️ Reduzir os gastos
Aliada ao hábito de guardar dinheiro tem que estar a redução dos gastos, destacam os especialistas. E essa dica é válida tanto para o período de preparação, quando se está montando a reserva, quanto para o período de dedicação exclusiva aos estudos, quando realmente nenhum outro valor vai entrar no fim do mês.
Segundo Azevedo, com a redução dos gastos o que tem que sobrar são apenas as despesas essenciais e eventuais custos com a preparação para o concurso, como materiais de estudo, por exemplo.
🔒 Investir no que é seguro
Ainda durante o período de preparação para “largar tudo”, o planejador financeiro afirma que vale a pena escolher algum investimento seguro para alocar parte do dinheiro da reserva.
Ele explica que, sobretudo os títulos da renda fixa, protegem o patrimônio contra a inflação e garantem a manutenção do poder de compra, o que é essencial para um período em que não haverá outros ganhos.
Mas, além de prezar pela segurança do investimento, Azevedo também ressalta que é importante pesquisar e escolher um título que ofereça alta liquidez — ou seja, que tenha um período curto, de apenas um ou dois dias, para fazer o resgate do dinheiro.
🎧 Ouça o podcast de Educação Financeira
No episódio desta semana do podcast Educação Financeira do g1, Mateus Andrade e Rodrigo Azevedo dão dicas sobre como se organizar financeiramente para “largar tudo” para se dedicar aos estudos para um concurso público.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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