Economia
Como influenciadores e tiktokers estão turbinando mercado de imóveis de luxo
Segundo especialistas, clientes que têm buscado o segmento de alto padrão têm um perfil mais jovem e empreendedor; destaque para busca por apartamentos compactos de luxo, de 20m² a 40m² e que custam, em média, R$ 1,5 milhão. Apartamento de Franciny Ehlke tem 300m² e valor atual estimado em R$ 5 milhões.
Divulgação/Weiss Arquitetura e Interiores
Um público mais jovem — e que já se acostumou a ganhar muito dinheiro na internet — tem sido responsável por movimentar o mercado de imóveis de luxo no Brasil. Empresários de startups, influenciadores do mercado financeiro e até mesmo tiktokers são a última novidade entre quem procura apartamentos e casas de alto padrão.
Dados recentes da Brain Inteligência Estratégica apontam que o lançamento de empreendimentos no segmento registrou um avanço de 39,2% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período do ano passado – e, segundo especialistas, é justamente o surgimento de um novo perfil de clientes que tem ajudado a movimentar o setor.
A demanda por imóveis do segmento era tradicionalmente caracterizada por homens na casa dos 45 anos ou mais, com família formada, emprego fixo e de alto nível em grandes empresas. Agora, no entanto, esse quadro já começa a ganhar novos formatos.
Segundo a diretora da Revenda Imóvel, Mariana Andrade, o público que passou a buscar esses empreendimentos de luxo com cada vez mais frequência são pessoas de 30 a 40 anos, a maioria solteira e atuante no mercado digital.
“A pandemia fez os jovens ganharem mais notoriedade no mercado de trabalho, e a internet trouxe alcance e condições melhores para que esse público conseguisse ter uma renda maior. Vimos aumentar bastante nos últimos anos a demanda por parte desse pessoal mais jovem, que procura status e lugares feitos por arquitetos renomados”, afirma a executiva.
Franciny Ehlke, por exemplo, é um dos nomes famosos da internet que compraram imóveis próprios nos últimos anos. A influenciadora digital tem mais de 15 milhões de seguidores no Instagram e também sua própria coleção de maquiagens.
O trabalho na internet a fez alcançar uma cobertura de 300m² em Curitiba, que possui um valor de mercado estimado em R$ 5 milhões. A influenciadora reformou todo o apartamento antes de se mudar, uma obra que demorou dois anos para ficar pronta.
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Pequenos apartamentos em alta
Nem todos, porém, seguem o exemplo de Franciny. Segundo Mariana Andrade, da Revenda Imóvel, a principal demanda dos clientes mais jovens tem sido pelos chamados “compactos de luxo”: apartamentos menores, de 20m² a 40m², projetados para trazer mais facilidade e conforto.
Apesar de o tamanho ser bem menor do que os apartamentos de luxo e alto padrão convencionais, esses imóveis também têm boa localização e possuem condomínios equipados com diversas instalações. A média de preço de empreendimentos como esse, segundo a executiva, é de R$ 1,5 milhão – algo entre R$ 37,5 mil e R$ 75 mil o metro quadrado, a depender da metragem.
“Além do desejo de ficar mais próximo do trabalho para evitar o trânsito, esse público também busca por fácil acesso ao lazer, demandando lugares próximos de shoppings e baladas, por exemplo”, diz Andrade, acrescentando que em São Paulo, por exemplo, os bairros mais procurados são Vila Madalena, Vila Olímpia, Chácara Santo Antônio e Vila Nova Conceição.
Nesse sentido, a demanda do público mais jovem também tem se refletido nas ofertas de novos lançamentos. De acordo com a corretora especialista em imóveis de luxo da Inmy Liz Oste, o segmento tem se esforçado em se adaptar, trazendo mais novidades e diferenciais.
“Já temos lançamentos que vêm com carregamento de carro elétrico, placas solares e isolamento acústico e térmico nas fachadas, por exemplo”, afirma Oste, destacando que também há uma tendência cada vez maior em automação residencial.
“Daqui para a frente, acredito que veremos uma demanda crescente nesse segmento. Vivemos um momento em que, para além do avanço do setor e da tecnologia, também vemos mais pessoas com rendas maiores e buscando moradias melhores. Com certeza é uma tendência”, completou a especialista.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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