Economia
Hotel, shopping e apartamentos em um só lugar: conheça a nova tendência do mercado de imóveis de luxo
Unidades residenciais podem custar até R$ 4 milhões e oferecem comodidade e serviços diferenciados. Previsão da fachada noturna do W Residences São Paulo
Divulgação/ Helbor
A moda não é nova, mas pegou: juntar residência, hotel, restaurantes e shoppings centers em um único lugar tem atraído os olhos de clientes de alta renda no país, pelo diferencial em conforto e comodidade.
O movimento, segundo especialistas e empresários do setor, tem feito ganhar espaço os chamados “empreendimentos multiuso”, revivendo a tendência para o mercado de imóveis de luxo e alto padrão.
“Nas duas décadas que estamos no espaço residencial de marcas de luxo, observamos uma mudança nas preferências dos compradores, que buscam cada vez mais casas de luxo de alta qualidade, altamente equipadas e com serviços”, afirma Sarah Khalifa, vice-presidente de desenvolvimento da Marriott International.
Um empreendimento com esse perfil é o W Residences São Paulo, que deve ser lançado pela Helbor em agosto desse ano na Vila Olímpia, bairro nobre da capital paulista. O projeto residencial de luxo será um complexo que também une hotel e um “mall”, com restaurantes que ainda devem ser definidos.
Os apartamentos não são imensos, mas terão preço de gente grande: as unidades terão entre 53m² a 102m² e deverão custar até R$ 4 milhões. Isso representa preços que variam de R$ 37 mil a R$ 40 mil o metro quadrado, um dos maiores de São Paulo.
De acordo com a diretora de marketing da Helbor, Fabiana Lex, grande parte do diferencial do complexo está nos serviços oferecidos. Com a gestão hoteleira a cargo do W Hotel, os moradores do W Residences SP poderão utilizar todos os serviços oferecidos pela marca.
“Serão serviços ‘pay per use’ [pague pelo uso, na tradução literal] oferecidos pelo hotel ao morador. O residente poderá pedir serviços de quarto, por exemplo, como manutenção, arrumadeira e refeição enviada pelo restaurante do hotel, além de poder usufruir de todas as áreas comuns”, afirma Lex.
Vem mais
Diante do aumento da demanda no setor, a expectativa é que os empreendimentos “multiuso” ganhem força, com uma série de projetos já tendo saído recentemente ou que devem ser lançados em breve no país.
“Vemos o cliente que busca conforto, com boa localização e praticidade, mas também temos o cara que procura um espaço maior porque já tem família formada e quer ter mais filhos. Essa adaptação vem porque o setor precisa atingir a todos os públicos”, diz o diretor comercial da Helbor, Marcelo Bonata.
Ainda de acordo com empresários do setor, mais do que designs feitos por arquitetos renomados e construções com base sustentável, os clientes de alta renda também têm buscado praticidade e serviços de padrão diferenciado dentro dos centros urbanos.
“Para os compradores de imóveis, o desejo de viver, trabalhar e se divertir em casa é uma tendência que estamos observando em todos os mercados. Nossos proprietários estão trabalhando em suas casas e, portanto, querem ter acesso a conveniências que se encaixem perfeitamente em seu estilo de vida”, acrescenta Sarah Khalifa, da Marriott.
Além disso, os executivos ainda destacam o maior número de contratos de trabalho remotos e híbridos, que já aumentaram a popularidade dos produtos residenciais com marcas de luxo ao redor do planeta e devem continuar a expandir o segmento.
“As residências de marca são uma tendência global que veio para ficar”, completa Khalifa.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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