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Economia

Juros bancários médios recuam em junho de 45,4% para 44,6% ao ano, primeira queda em 2023

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Recuo do juro bancário no mês passado já reflete custo menor dos bancos na captação de recursos, com expectativa de corte da taxa básica da economia, a Selic, a partir da próxima semana. Juros médios dos bancos registrou primeira queda desde dezembro de 2022
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas recuou de 45,4% para 44,6% ao ano de maio para junho desse ano, informou o Banco Central nesta quinta-feira (27).
Essa foi a primeira queda do juro médio dos bancos desde dezembro do ano passado.
A taxa foi calculada com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A redução dos juros bancários médios acontece em momento de queda da chamada “taxa de captação” dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos.
Com a expectativa de corte da taxa básica da economia, a Selic, pelo Banco Central no começo de agosto, o valor que as instituições financeiras pagam pelos recursos, vem recuando desde abril.
As taxas de captação dos bancos têm por base os juros do mercado futuro, pactuados entre as instituições financeiras com base nas expectativas para a economia brasileira.
Nos últimos três meses, a taxa de captação das instituições financeiras caiu 1,3 ponto percentual, para 11,5% ao ano em junho.
A taxa média de juros cobrada nas operações com empresas recuou de 23,8% ao ano em maio para 23,1% ao ano em junho. Já nas operações com pessoas físicas, os juros caíram de 59,9% ao ano em maio para 59,1% ao ano em junho.
No cheque especial das pessoas físicas, a taxa subiu de 130,7% ao ano, em maio, para 133,6% ao ano em junho de 2023.
A taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo recuou de 454% ao ano, em maio, para 437,3% ao ano em junho.
O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento.
Mesmo com a queda em junho, o patamar da taxa rotativa de juros segue proibitivo. Essa é a linha de crédito mais cara do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada.
A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Em abril, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que vai negociar com as instituições financeiras uma redução da taxa de juros cobrada nas operações com o cartão de crédito rotativo.
Crédito bancário
O volume total do crédito bancário no mercado, segundo o Banco Central, teve pequeno aumento de 0,1% em junho, ficando relativamente estável em R$ 5,4 trilhões.
No mês passado, houve alta de 1% nos empréstimos para as empresas, para R$ 2,1 trilhões, e queda de 0,4% nas operações de crédito para as pessoas físicas – para R$ 3,3 trilhões, acrescentou a instituição.
Para as pessoas físicas, o BC informou que contribuíram para a queda em junho as operações com crédito pessoal não consignado (-2,8%), o cartão de crédito (-1,1%) e o crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS (-1,9%).
Segundo o BC, também houve alta de 0,78% nas novas concessões de empréstimos no mês passado, período em que somaram R$ 495,4 bilhões. Em maio, haviam totalizado R$ 491,6 bilhões.
Esse foi o segundo mês seguido de alta. O cálculo foi feito após ajuste sazonal (uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes).
Endividamento das famílias e inadimplência
Segundo o BC, o endividamento somou de 48,8% da renda acumulada nos 12 meses até maio desse ano. A série histórica do BC para este indicador teve início em janeiro de 2005. Com isso, registrou aumento marginal na comparação com abril, quando estava em 48,6%.
Em fevereiro de 2020, antes da pandemia da Covid-19, o endividamento das famílias somava 41,8%.
O governo federal lançou neste mês o programa “Desenrola”, para renegociar dívidas da população.
Em cinco dias, os bancos renegociaram R$ 500 milhões em 150 mil contratos de dívida e retirarem a negativação de 2 milhões de devedores até R$ 100.
Ao mesmo tempo, a taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito ficou estável em 3,6% em maio deste ano. Este é o maior patamar desde agosto de 2017, quando somou 3,7%. A série do BC para este indicador começa em março de 2011.
Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência caiu de 4,3% em maio para 4,2% em junho.
Já a inadimplência das empresas permaneceu em 2,5% ao ano em junho. Trata-se do maior patamar desde maio de 2019, isto é, em pouco mais de quatro anos.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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