Economia
Pela primeira vez, Censo demográfico registra número de quilombolas no país
São 1,3 milhão de brasileiros que vivem em 473 mil domicílios no país. Eles representam 0,65% da população do Brasil. O IBGE contou o número de cidadãos que se auto identificam como quilombolas, integrantes de povos e comunidades tradicionais
Reprodução/ Jornal Nacional
O Brasil tem 1,3 milhão quilombolas. Foi a primeira vez que o Censo demográfico registrou esse grupo de cidadãos.
Lugares que serviam como abrigo para quem fugia e lutava contra a escravidão. Comunidades que representaram espaços de liberdade e resistência. E onde, até hoje, vivem brasileiros como o Seu Pedro, neto da fundadora do Quilombo Cafundá Astrogilda, na Zona Oeste do Rio.
“Uma vida livre, você vivendo dentro da natureza, essas coisas, assim, e podendo comer as coisas que a terra te dá, te propõe”, diz o agricultor e feirante.
Pela primeira vez o censo do IBGE contou o número de cidadãos que se auto identificam como quilombolas, integrantes de povos e comunidades tradicionais reconhecidos pela Constituição.
São 1,3 milhão de brasileiros que vivem em 473 mil domicílios no país. Eles representam 0,65% da população do Brasil.
Quem são os quilombolas, grupos incluídos no Censo pela 1ª vez
Censo 2022 do IBGE: entenda o que é a pesquisa e por que ela é importante
O Censo mostrou que 7 em cada 10 quilombolas estão na região Nordeste. Sendo que metade dessa população se concentra nos estados da Bahia e do Maranhão. Entre os municípios, Salvador e Senhor do Bonfim, na Bahia, e Alcântara no Maranhão têm o maior número de moradores quilombolas.
O Censo mostrou que 7 em cada 10 quilombolas estão na região Nordeste.
Reprodução/ Jornal Nacional
O resultado foi apresentado, nesta quinta-feira (27), em Brasília.
“Identificar as localidades quilombola, território quilombola, agrupamento quilombola e outras localidades foi fundamental pra chegar até aqui com população superior aos registros administrativos existentes hoje e disponíveis, quilombolas vacinados e o CadÚnico”, diz Cimar Azeredo, presidente interino do IBGE.
IBGE contabiliza quilombolas: resultado foi apresentado, nesta quinta-feira (27), em Brasília.
Reprodução/ Jornal Nacional
O Censo também identificou que apenas 12,6% dos quilombolas estão nos territórios delimitados no país. A grande maioria dessa população vive fora das áreas oficialmente reconhecidas.
Isabela Nery Lima atuou no Censo em comunidades quilombolas do Rio.
“Essa identificação dos quilombolas e como eles vivem, onde eles vivem, ela é importante pra eles, depois, com o tempo, e a partir dessa identificação, tentar trazer um pouco mais desses serviços públicos para a vida deles”, diz a analista censitária do IBGE.
“Muita gente chega aqui: ‘não imagino que aqui tem um lugar desse’. Mas tem. Um pouco modificado, mas existe ainda”, diz Paulo José Martins Ferreira, autônomo do quilombo Cafundá Astrogilda.
“O IBGE é fundamental para poder divulgar e amostrar porque teria que vir outras pessoas aqui pra ver isso, e através disso a gente ganhar visibilidade, essas coisas assim, perante o poder público”, diz Pedro dos Santos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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