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Economia

Copom: presidente do BC não precisava desempatar uma decisão de juros há 16 anos

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Levantamento mostra que, desde 1999, houve apenas três ocasiões em que foi necessário um voto de minerva do presidente da autarquia. Em duas delas, decisão foi para reduzir os juros mais rápido do que gostariam os divergentes. Presidente do Banco Central, Campos Neto, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante sessão sobre o tema juros, inflação e crescimento, no Senado Federal, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (27).
FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, precisou dar um voto de minerva nesta quarta-feira (2) para definir o novo patamar de juros do país. A situação não acontecia há 16 anos.
Com os votos empatados entre os membros do Comitê de Política Monetária (Copom), ficou nas mãos de Campos Neto conceder um corte maior da taxa Selic, levando os juros de 13,75% para 13,25% ao ano.
Um levantamento feito pela LCA Consultores, com o resultado de reuniões do Copom desde 1999, mostra que o voto de minerva só aconteceu três vezes. Nas outras duas, o presidente do BC era Henrique Meirelles.
Na última delas, em julho de 2007, o BC também decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, de 12% para 11,5% ao ano. Os votos divergentes queriam uma redução menor, de 0,25 p.p.
Duas reuniões antes, contudo, Meirelles votou com o grupo mais cauteloso. O Copom optou por redução de 0,25 p.p., de 12,75% para 12,5% ao ano, enquanto os divergentes queriam uma redução de 0,5 p.p.
De acordo com o economista Bruno Imaizumi, da LCA, apenas 15% das 225 reuniões do Copom no período não foram unânimes, e é comum que o Comitê opte por uma política monetária mais branda quando há divisão.
Um fato curioso é que 21 de 33 vezes que tivemos votos divergentes, prevaleceram as posturas mais ‘dovish’ (64%).
Ontem, Campos Neto divergiu dos seus próprios indicados ao BC em 2021: Diogo Guillen, Fernanda Guardado e Renato Dias de Brito Gomes, que votaram por uma queda menor, de 0,25 ponto percentual. Os três, somados a Maurício Moura, deram os quatro votos favoráveis, adotando cautela maior sobre o corte de juros.
O economista votou em uma redução de 0,50 ponto percentual ao lado de Ailton Aquino, Carolina de Assis Barros, Gabriel Galípolo e Otávio Ribeiro Damaso. No comunicado, o Copom disse ainda que, nas próximas reuniões, pode continuar trazendo reduções “da mesma magnitude” na Selic. Ou seja, cortes de 0,5 ponto percentual.
Com a decisão, o presidente do BC diminui a pressão política que vinha sofrendo nos últimos meses. A cobrança por uma queda na taxa veio não só do Executivo, mas do Senado, casa que tem a competência para votar sua exoneração do cargo.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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