Economia
Bolsonaro teve encontro fora da agenda com Campos Neto em dia de reunião do Copom, apontam e-mails
Agenda confidencial consta em mensagens enviadas pela Ajudância de Ordens do ex-presidente. Em nota, Banco Central disse que regras não impedem encontro com autoridade pública em dia de Copom. O ex-presidente Jair Bolsonaro teve um encontro fora da agenda oficial com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O encontro ocorreu no dia 4 de maio do ano passado e foi registrado pela Ajudância de Ordens do ex-presidente.
A informação foi publicada inicialmente pelo site Metrópoles. O g1 também teve acesso aos registros sobre o encontro.
E-mails trocados pelos ajudantes de ordens de Bolsonaro estão sob poder da CPI dos Atos Golpistas. Mensagens enviadas pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid aos colegas tinham o título de “agenda confidencial”. Uma dessas mensagens se referia à reunião com o presidente do BC.
As reuniões do Copom, das quais diretores do BC e Campos Neto fazem parte, têm uma regra chamada de “período de silêncio”. Segundo essa regra, os participantes do Copom, na semana que antecede a reunião do órgão até o dia da publicação da ata com o resultado do encontro, não podem:
“emitir declaração sobre Assuntos do Copom em discursos, entrevistas à imprensa e encontros com pessoas que possam ter interesse nas decisões do Copom, incluindo regulados, economistas, investidores, analistas de mercado e empresários”.
Em nota, o Banco Central afirmou que “nenhum tema relativo ao Copom foi tratado durante o referido encontro” com Bolsonaro.
O banco também ressaltou que “as regras do período de silêncio do Copom não vedam reuniões com agentes públicos, como pode ser visto na Resolução BCB nº 61/2021 e no regulamento”.
Por fim, o BC informou que o encontro com Bolsonaro naquele dia não constou em agenda oficial por uma “falha operacional”.
Na reunião do dia 4 de maio de 2022, o Copom subiu a taxa básica de juros de 11,75% ao ano para 12,75% ao ano.
É atribuição do Copom decidir o valor da Selic (a taxa básica da economia). Em termos gerais, se percebe que é preciso controlar a inflação, o Copom sobe a taxa.
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Nota do BC
Veja a íntegra da nota do Banco Central:
“Nenhum tema relativo ao Copom foi tratado durante o referido encontro. As regras do período de silêncio do Copom não vedam reuniões com agentes públicos, como pode ser visto na Resolução BCB nº 61/2021 e no regulamento: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20BCB&numero=61. A informação sobre a reunião não constou da agenda por uma falha operacional.”
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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