Economia
Bancos devem manter parcelamento sem juros de compras no cartão de crédito, diz Febraban
Na semana passada, o presidente do BC citou um incômodo com o sistema atual de financiamento por cartão. Bancos devem manter parcelamento sem juros nas compras com cartão de crédito.
Reprodução/EPTV
Os bancos vão manter o parcelamento sem juros nas compras feitas no cartão de crédito, disse a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta segunda-feira (14).
A afirmação vem após o presidente do Banco Central do Brasil (BC), Roberto Campos Neto, citar um incômodo da instituição com o sistema atual de financiamento por cartão, que permite o parcelamento de compras em até 13 parcelas sem juros, durante audiência no Senado na semana passada.
Compras parceladas sem juros podem acabar? Entenda declaração do presidente do Banco Central
Segundo a Febraban afirmou em nota, “não há qualquer pretensão de se acabar com as compras parceladas no cartão de crédito”.
A federação diz, ainda, que participa de “grupos multidisciplinares” para analisar, de um lado, as causas dos juros praticados e alternativas para um redesenho do rotativo do cartão e, do outro, o aprimoramento do mecanismo de parcelamento de compras.
“Portanto, nenhum dos modelos em discussão pressupõe uma ruptura do produto e de como ele se financia”, disse o órgão em nota.
A federação ainda afirmou que defende que o cartão de crédito seja mantido como “relevante instrumento para o consumo, preservando a saúde financeira das famílias.”
“Estudos indicam a necessidade de medidas de reequilíbrio do custo e do risco de crédito. Para tanto, é necessário debater a grande distorção que só no Brasil existe, em que 75% das carteiras dos emissores e 50% das compras são feitas com parcelado sem juros”, acrescentou (veja o posicionamento completo da Febraban ao final desta reportagem).
O fim do rotativo do cartão?
Na mesma audiência em que citou o incômodo com o sistema de financiamento, Campos Neto também disse que o BC estuda alternativas para diminuir a inadimplência na linha do rotativo do cartão.
Entre as possibilidades citadas pelo banqueiro central estão a limitação dos juros na modalidade e até a possível extinção da linha de crédito, com um parcelamento com juros mais baratos no lugar.
A expectativa é que o grupo de trabalho criado pelo governo, formado pelo Ministério da Fazenda, pelo Banco Central, pelos bancos e por entidades do varejo, traga uma alternativa para diminuir as taxas da modalidade até o final deste ano.
Veja o que já foi discutido e o que está na mira do BC para reduzir os juros do rotativo
Veja o posicionamento completo da Febraban
A Febraban afirma que não há qualquer pretensão de se acabar com as compras parceladas no cartão de crédito. A entidade participa de grupos multidisciplinares que analisam as causas dos juros praticados e alternativas para um redesenho do rotativo, de um lado, e, de outro, o aprimoramento do mecanismo de parcelamento de compras. Portanto, nenhum dos modelos em discussão pressupõe uma ruptura do produto e de como ele se financia.
Defendemos que o cartão de crédito deve ser mantido como relevante instrumento para o consumo, preservando a saúde financeira das famílias. Isso porque estudos indicam a necessidade de medidas de reequilíbrio do custo e do risco de crédito. Para tanto, é necessário debater a grande distorção que só no Brasil existe, em que 75% das carteiras dos emissores e 50% das compras são feitas com parcelado sem juros.
Os estudos da Febraban mostram, ainda, que o prazo de financiamento impacta diretamente no custo de capital e no risco de crédito, e a inadimplência das compras parceladas em longo prazo é bem maior do que na modalidade à vista, cerca de 2 vezes na média da carteira e 3 vezes para o público de baixa renda.
A Febraban continuará perseguindo uma solução construtiva que passe por uma transição gradual, para que se alcance a convergência que, ao mesmo tempo, beneficie os consumidores e garanta a viabilidade do produto para os elos que atuam na indústria do cartão de crédito, como bandeiras, bancos emissores, adquirentes (maquininhas), lojistas e consumidores.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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