Economia
Autoridades do Fed continuam vendo riscos de alta da inflação e não descartam novas altas de juros, mostra ata
Alguns participantes citaram, no entanto, riscos para a atividade dos EUA caso os juros sejam elevados mais do que o necessário. Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell fala sobre as taxas de juros
Reuters
A maioria dos participantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) continuou a ver “riscos significativos de alta para a inflação” norte-americana, informou a ata divulgada pela instituição nesta quarta-feira (16).
O documento, que diz respeito à última reunião do Fed, feita no final de julho, quando a instituição elevou os juros básicos do país em 0,25 ponto percentual, e ainda indicou que, apesar de terem ficado divididos sobre o aumento de juros feito nesse encontro, a maioria dos dirigentes não descarta novos aumentos de juros à frente.
“A maioria dos participantes continuou a ver riscos significativos de alta para a inflação, o que pode exigir mais aperto da política monetária”, diz o relatório.
A ata ainda sinalizou que os preços norte-americanos estão em níveis elevados e que o Fomc precisa ver mais indicadores de arrefecimento da inflação.
Segundo o documento, as autoridades do Fed ficaram divididas quanto à necessidade de mais aumentos na taxa básica de juros na reunião de julho, com “alguns participantes” citando riscos para a atividade dos EUA de elevar demais os juros, citando potenciais danos aos empregos e ao crescimento econômico do país se os custos de empréstimos forem elevados mais do que o necessário.
“Os participantes permaneceram resolutos em seu compromisso de reduzir a inflação para a meta de […] 2%”, apontou a ata. No último encontro, os dirigentes concordaram por unanimidade em aumentar a taxa de juros de referência para a faixa de 5,25% a 5,50%.
O grupo também “discutiu várias considerações de gerenciamento de risco que podem influenciar futuras decisões de política monetária”, mostrou a ata.
Embora a maioria tenha mantido a inflação como o principal risco, “alguns participantes comentaram que, embora a atividade econômica tenha sido resiliente e o mercado de trabalho tenha permanecido forte, continuam a existir riscos negativos para a atividade econômica e riscos positivos para a taxa de desemprego”.
“Isso inclui a possibilidade de que os efeitos macroeconômicos do aperto nas condições financeiras desde o início do ano passado possam ser mais substanciais do que o previsto”, diz o documento.
Em geral, disse a ata, as autoridades do Fed concordaram que o nível de incerteza permanece alto e que as futuras decisões sobre os custos de empréstimos dependerão da “totalidade” dos dados que chegarão nos “próximos meses” para “ajudar a esclarecer até que ponto o processo de desinflação está seguindo” — uma possível indicação de uma abordagem mais paciente para quaisquer novos incrementos futuros na taxa.
A reunião de julho foi realizada antes da divulgação de dados que mostraram queda nos principais indicadores de preços no verão norte-americano, além da diminuição da criação de empregos.
Investidores em contratos vinculados à taxa básica do Fed apostam fortemente que o banco central dos EUA não aumentará sua taxa de referência novamente durante o atual ciclo de aperto monetário e, mais cedo nesta quarta-feira, colocavam 90% de chance na perspectiva de que o Fed deixaria os juros inalterados em sua reunião de 19 a 20 de setembro.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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