Connect with us

Economia

Salga, cura e defumação: entenda como é feito o verdadeiro bacon

Published

on

Produto original deve ser feito da barriga do porco e seguir receita estabelecida pelo Ministério da Agricultura. Uma fatia de presunto ou bacon tem cerca de 23 g de carne processada
Casey DeViese/Unplash
Nem tudo que parece bacon, realmente é. O produto verdadeiro tem que ser feito da barriga do porco e seguir a receita estabelecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atualizadas em março deste ano.
A normativa determina que apenas produtos feitos da porção abdominal podem ser chamados de “bacon” na embalagem. Quando o alimento for produzido por qualquer outra parte, é preciso mencionar qual parte do porco foi utilizada: bacon de paleta, por exemplo.
Além disso, ele deve ser feito a partir de três etapas: salga, cura e defumação.
Os fornecedores de bacon têm até março do ano que vem para atualizarem os seus produtos e embalagens.
O que é e o que não é bacon? Entenda mudanças na nomenclatura
Leia mais:
Carne moída: veja novas regras de produção que entraram em vigor em novembro
Frigoríficos têm novas regras para produzir hambúrguer; veja quais são
🥓 O que pode ser chamado de bacon
O bacon é feito originalmente da parte da barriga do porco, explica Adriana Lara, especialista em gestão da qualidade e segurança dos alimentos da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
Ele é preparado a partir das seguintes etapas:
salga: processo de salgar a carne;
cura: uso de ingredientes adicionais para aumentar a conservação do alimento, como sal, açúcar ou nitritos;
defumação: bacon é exposto a fumaça para conservar e modificar o seu sabor.
Na antiga normativa, qualquer parte do corpo do porco que fosse preparada da mesma forma que o bacon tradicional poderia ser chamada de bacon, com a denominação “estilo bacon” na embalagem.
Além do uso “estilo bacon”, a lei também permitia o uso de músculos adjacentes, sem osso, acompanhados da expressão “especial” ou “extra” na sua embalagem.
Desde março, apenas é chamado de bacon o produto feito da barriga do porco. Qualquer outro pedaço será chamado de “bacon de [parte a qual foi feita]”, por exemplo, “bacon de pernil” ou “bacon de lombo”. Deste modo, o termo “estilo bacon” deixa de ser usado.
Além disso, a palavra bacon não pode ser repetida em nenhuma outra parte da embalagem, como ao lado do nome do produto.
Para o chef de cozinha e pequeno produtor Rafael Cardoso, a questão de chamar um produto pelo nome de outro é algo muito comum no Brasil.
“Por exemplo, aqui no Brasil nós chamamos chouriço de linguiça. Em Portugal, chouriço é o chouriço de sangue, e linguiça é o que conhecemos por aqui como a linguiça fininha e fresca, não existe a linguiça curada”, afirma.
Por isso, o chef Kiko Faria, do restaurante Bão Culinária Afetiva, acredita que com a nova norma ficará mais claro para o consumidor o que ele está comprando e qual o bacon de sua preferência, o tradicional ou os das demais partes.
LEIA TAMBÉM
‘Você sempre comeu insetos sem saber’: empresa vende farinha de grilo que vira até salgadinho
Selos ajudam a identificar café de qualidade; veja dicas para comprar o produto
Vaca louca: conheça a doença
🍽️ O diferencial do bacon tradicional
O diferencial da barriga do porco é que ela é constituída por camadas entrelaçadas, carne e gordura. Nas demais porções, essas duas partes ficam separadas.
“As outras partes, quando a gente compra, você vê que tem partes que têm mais carne. Outras partes que têm menos carne. O bacon, não, ele tem uma padronização”, diz Adriana. Por isso o bacon da barriga é mais valorizado.
Produtores de bacon vão ter que deixar claro quando ele não for feito da barriga do porco
Luisa Rivas/g1
Contudo, por ser mais gorduroso, houve uma procura do público pelo “bacon magro”, com mais carne.
Por isso, o mesmo processo foi aplicado em outras partes do corpo do animal, explica Ana Lúcia da Silva Corrêa Lemos, diretora do Centro de Tecnologia de Carnes do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), ligado ao governo do estado de São Paulo.
▶️ ASSISTA e descubra de onde vêm os alimentos:
De onde vem o azeite
De onde vem o amendoim
De onde vem o que eu como: Mel

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados