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Política

Após enterro da mãe, Bolsonaro vai a lotérica apostar na Mega-Sena e volta para Brasília

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Olinda Bonturi Bolsonaro morreu aos 94 anos, na madrugada de sexta-feira (21), no Hospital São João, em Registro (SP). Bolsonaro foi a lotérica em Eldorado, SP, para apostar na Mega-Sena
Juliana Steil/g1
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a Brasília (DF) na manhã deste sábado (22), após viajar a Eldorado, no interior de São Paulo, para acompanhar o velório e o sepultamento da mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, que morreu aos 94 anos, na madrugada de sexta-feira (21). Antes, Bolsonaro foi a uma lotérica para apostar na Mega-Sena.
Bolsonaro viajou a Eldorado acompanhado da esposa, Michelle Bolsonaro, e de dois filhos: Flávio e Renan. O presidente chegou às pressas, após a interrupção de uma viagem internacional para o Suriname, de onde deveria seguir para a Guiana.
Bolsonaro falou com a imprensa e moradores em Eldorado, SP
Juliana Steil/g1
Neste sábado, por volta das 9h, Bolsonaro saiu da residência da família, onde passou a noite, falou com a imprensa e com alguns moradores. Ele estava acompanhado do filho Flávio. Na sequência, o presidente e o filho foram a uma lotérica da cidade, perto das 10h15, para apostar na Mega-Sena.
Pouco depois, às 10h50, o presidente, a família e a comitiva presidencial embarcaram em dois helicópteros com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde pegam outro voo para Brasília. Não há agenda oficial para este fim de semana.
Helicóptero com Bolsonaro, família e comitiva partiu de Eldorado para o Aeroporto de Congonhas
Juliana Steil/g1
Velório e enterro
Olinda Bonturi Bolsonaro foi sepultada na tarde desta sexta-feira, no Cemitério Central de Eldorado. Ela estava internada desde segunda-feira (17) no Hospital São João, em Registro, e morreu após duas paradas cardiorrespiratórias, durante a madrugada.
A abertura do velório aconteceu por volta das 10h15, no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora da Guia de Eldorado. Os cinco irmãos de Bolsonaro – Vânia, Solange, Denise, Renato e Ângelo – estiveram presentes durante a manhã no velório.
Bolsonaro durante o sepultamento da mãe em Eldorado, SP
Arquivo Pessoal/Erik Moura
O presidente chegou às 15h15 a Eldorado. Durante o velório, Bolsonaro fez um breve discurso ao microfone. O vídeo com o depoimento foi postado em sua rede social.
“Percy Geraldo Bolsonaro, meu pai, nos deixou em 1985. Hoje, a senhora Olinda Bonturi, minha mãe, nos deixa. Um exemplo de mãe, de sete filhos. Um sofrimento muito grande se abateu para todos nós, em especial à dona Olinda, quando, na cidade de Ribeira, ela perdeu um filho. Não existe dor maior para nós do que perder um filho. A partida da minha mãe faz parte do ciclo natural da vida. Mas, mesmo assim, é difícil entender a morte. E, nesse momento, só peço ao nosso Deus todo misericordioso que conceda à minha mãe a vida eterna”, disse o presidente.
Mãe do presidente Jair Bolsonaro é sepultada em Eldorado, no Vale do Ribeira
Por volta das 16h30, o velório foi encerrado e teve início o cortejo, a pé, que acompanhou o corpo até o Cemitério Central do município, onde o pai do presidente, Percy Geraldo Bolsonaro, também foi enterrado. Além da família, moradores da cidade participaram do cortejo.
Bolsonaro se mostrou emocionado durante todo o trajeto do cortejo. Já no cemitério, o presidente ajudou a carregar o caixão até a campa. Olinda foi sepultada às 17h.
Bolsonaro seguiu cortejo do corpo da mãe a pé em Eldorado, SP
g1 Santos
Morte
O anúncio da morte da mãe foi feito pelo presidente em suas redes sociais. “Com pesar o passamento da minha querida mãe. Que Deus a acolha em sua infinita bondade”, escreveu ele no Twitter.
Olinda Bolsonaro estava internada no Hospital São João, em Registro, desde a última segunda-feira. Ela morava em Eldorado (SP), que fica a aproximadamente 52 quilômetros de distância de Registro e não conta com hospital de referência.
Bolsonato anuncia morte de sua mãe
Reprodução Twitter/Jair Bolsonaro
Na mesma publicação em que anunciou a morte da mãe, Bolsonaro também afirmou que se preparava para voltar ao Brasil. Bolsonaro viajou na manhã desta quinta-feira (20) para Paramaribo, no Suriname, e chegou à cidade por volta das 12h, no horário de Brasília. Essa era a primeira parada de uma viagem que duraria dois dias, e também incluiria a Guiana.
Mãe de Bolsonaro cantou durante visita do presidente em 2019; reveja
Homenagens
Além de Jair Bolsonaro, filhos e netos fizeram postagens de despedida para Olinda Bolsonaro. O filho do presidente e vereador Carlos Bolsonaro foi um dos primeiros a se manifestar nas redes sociais após a morte da avó: “Owwwww meu Grande Pai”, escreveu ele no Twitter e no Instagram.
Renato e a mãe Olinda
Arquivo Pessoal
Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente, também fez uma postagem sobre o falecimento dela. “Lamentavelmente faleceu minha avó Olinda. Que Deus a receba da melhor maneira possível. Na memória momentos doces da minha infância até os mais recentes com ela e sua risada peculiar”, disse ele, que também postou o mesmo vídeo com fotos da família publicado pelo pai.
Renato Bolsonaro, irmão do presidente, selecionou uma série de fotos com a mãe. Ele fez um texto emocionado, falando que gostaria de ter mais alguns minutos com a mãe, e que a memória dela não será apagada.
Olinda Bonturi Bolsonaro estava internada em hospital de Registro, SP
Reprodução/Facebook
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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