Economia
Para recuperar pastagens, cidades do ES recebem projeto de nutrição do solo; entenda
Projeto está sendo implementado em Mimoso do Sul e Guaçuí, no Sul, e Afonso Cláudio, na Região Serrana, e vai servir de inspiração para outros produtores implantarem em suas terras. Para recuperar pastagens, cidades do ES recebem projeto de nutrição do solo; entenda
Um projeto de nutrição do solo com o objetivo de recuperar pastagens degradadas, um grande problema principalmente para pecuaristas, tem sido realizado ao longo dos últimos meses pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em parceria com produtores das cidades de Mimoso do Sul e Guaçuí, no Sul, e Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo.
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O produtor José Antônio Martins, que há 40 anos tira o sustento da pecuária leiteira em Mimoso do Sul, é dono de uma das propriedades onde o projeto está sendo realizado e contou como o solo estava prejudicado.
Gados em propriedade de Mimoso do Sul
Reprodução/TV Gazeta
“A gente vai vendo ao longo do tempo que as coisas vão cada vez diminuindo e degradando. Esse solo, no passado, foi uma produção de cana. Então, a cana é uma atividade muito extrativa e ano a ano a gente via diminuindo essa rentabilidade da propriedade porque a gente não tinha pastagem para alimentar nosso rebanho. O primórdio da genética é melhorar a produção e a produtividade. Sem alimentação você pode ter a genética que quiser, mas não vai obter o resultado desejado”, disse o produtor.
O pesquisador André Guarçoni explicou que um espaço do pasto degradado foi divido em quatro partes para que cada uma receba um tipo diferente de tratamento.
“É a vedação simples. Você tem a área degrada, você veda ela. Recupera? Será que recupera? Quanto tempo leva pra recuperar? A outra tecnologia é apenas a aplicação de calcário. A terceira é o calcário mais o gesso. Por que o gesso? O gesso é um insumo muito móvel no solo. Ele leva o cálcio, nutriente muito importante para o desenvolvimento da raiz em profundidade. E a quarta é o calcário mais o adubo fosfatado”, explicou o pesquisador.
Pastagem em Mimoso do Sul.
Reprodução/TV Gazeta
Ainda segundo o pesquisador, a ideia é observar quanto tempo o solo leva para se regenerar e quanto custa cada método.
Em oito meses de projeto realizado com recursos da Secretaria Estadual de Agricultura (Seag), já é possível ver a diferença entre a área tratada e a pastagem degradada. A previsão é que os resultados sejam percebidos ao longo de dois anos.
Trecho de solo com pastagem que recebeu nutrição em Mimoso do Sul, ES
Reprodução/TV Gazeta
“É um trabalho integrado. A gente precisa promover soluções pensando tanto na melhoria de renda do produtor rural e também pensar no ganho ambiental, de não ter processos erosivos, solos descobertos, aumentar a taxa de infiltração de água e diminuir as taxas de erosão e assoreamento dos córregos”, disse Henrique Marion, coordenador do Incaper de Mimoso do Sul.
A expectativa é de que as três unidades de validação localizadas em Mimoso do Sul, Guaçuí e em Afonso Cláudio se tornem unidades demonstrativas em 2024.
Dessa forma, outros produtores poderão conhecer as técnicas e escolher qual se encaixa melhor na realidade de cada propriedade.
“A nutrição mínima para a recuperação de pastagem é um conceito inovador. Certamente não só o Espírito Santo mas outros estados podem utilizar esse conceito e aí sim validar as tecnologias para o próprio estado”, disse o pesquisador do Incaper.
Produtor José Antônio Martins
Reprodução/TV Gazeta
“A natureza nos dá, mas a gente também tem que repor. Eu não posso simplesmente só tirar e achar que a natureza vai me dar isso eternamente. Ela me cobra também. Então, eu tenho que respeitar a natureza, eu tenho que contribuir com a natureza para que ela possa dar continuidade aquilo que ela trouxe no passado pra mim”, disse o produtor José Antônio Martins.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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