Economia
Justiça do Amazonas autoriza o bloqueio de até R$ 10 milhões da 123 Milhas
Empresa de passagens aéreas suspendeu a emissão de passagens de sua linha promocional e entrou com um pedido de recuperação judicial nesta terça-feira (29). 123 Milhas
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
O Tribunal de Justiça do Amazonas autorizou o bloqueio de até R$ 10 milhões das contas da 123 Milhas para o pagamento de indenizações ao clientes, após a empresa suspender os pacotes e a emissão de passagens de sua linha promocional (que conta com datas flexíveis).
O posicionamento do TJ, assinado pela juíza da 18ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho, Kathleen dos Santos Gomes, atende a um pedido do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Estado do Amazonas.
A ação afirma que é evidente que os clientes foram lesados pela 123 Milhas e, por isso, é cabida a indenização. “Prova disso é que, conforme apresentado pela parte autora, o número vultuoso de reclamações em face da empresa vem aumentando diariamente de forma expressiva”, diz o texto.
Na decisão, a juíza determina que o bloqueio judicial será feito nas contas da própria companhia, mas, caso o valor estipulado na ação não seja atingido, haverá a desconsideração da personalidade jurídica e o valor será bloqueado diretamente das contas bancárias dos sócios da empresa.
Vale lembrar que a 123 Milhas entrou com um pedido de recuperação judicial na última terça-feira (29), alegando que a medida tem como objetivo “assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos com clientes, ex-colaboradores e fornecedores”, e deve permitir que a empresa chegue mais rápido a soluções com credores e consiga “reequilibrar sua situação financeira”.
No entanto, segundo a Defensoria Pública, a medida visa o pagamento de eventuais indenizações e essa decisão sai antes da decretação de recuperação judicial da 123 Milhas.
“Ou seja, por mais que a Justiça venha a admitir a recuperação judicial dela, caso esses ativos já tenham sidos bloqueados, eles não sofrerão nenhuma interferência pelo juízo”, explica Christiano Pinheiro, coordenador do Nudecon.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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