Economia
Dólar inverte sinal e opera em baixa, apesar do exterior negativo
No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,82%, vendida a R$ 4,9749. Dólar opera em alta
Karolina Grabowska
O dólar inverteu o sinal e passou a opera em baixa nesta quarta-feira (6), véspera de feriado no Brasil, o que faz com que o pregão tenha um volume menor de negociações e menos liquidez.
No exterior, o que predomina é um sentimento global de aversão ao risco, com investidores renovando as preocupações com o avanço da inflação, as taxas de juros e uma possível recessão econômica.
Às 11h40, a moeda norte-americana caía 0,20%, cotada a R$ 4,9648. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar encerrou o pregão com alta de 0,82%, vendido a 4,9749. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
altas de 0,71% na semana e 0,50% no mês;
queda de 5,74% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
A aversão ao risco que tomou conta dos negócios na véspera continua impactando os mercados em nível global, diante da perspectiva de desaceleração da economia em diversos países, além do receio de que a inflação volte a subir por conta dos preços do petróleo.
A Arábia Saudita e a Rússia, dois dos maiores exportadores de petróleo do mundo, anunciaram cortes na produção da commodity, levando a uma valorização expressiva nos preços dos barris, que ultrapassaram os US$ 90 na última terça-feira.
O petróleo é matéria-prima para as mais diversas cadeias produtivas, além de ser a principal fonte de combustível até hoje. Assim, com uma redução na produção da commodity, os seus preços sobem, já que a demanda pelo produto continua elevada.
Justamente por ser matéria-prima essencial, uma alta nos preços do petróleo tem o poder de impactar toda a dinâmica de preços nos países, afetando diretamente a inflação. É por esse medo de que a inflação – que já está alta – volte a subir pelo mundo que os investidores vivem dias de uma maior aversão aos riscos, priorizando os títulos que são considerados mais seguros.
“O custo do petróleo para cima atrapalha muito o custo da matriz energética como um todo, então isso tende levar a uma inflação. O mercado entendeu esse corte com o medo de uma inflação mais forte ou demorando mais a cair no cenário internacional, e aí a gente teria os Estados Unidos sendo obrigados a subir os juros ou manter os juros altos por mais tempo”, explica Vitor Miziara, analista de investimentos.
Isso aumenta a percepção de que a maior economia do mundo pode passar por um período de recessão econômica, com juros e inflação em patamares elevados.
No Brasil, o dia não tem grandes destaques, na véspera do feriado de 7 de setembro, Dia da Independência. O volume de negócios no pregão deve ser reduzido e sem pautas muito importantes no cenário político.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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