Economia
Na ‘Superquarta’, dólar opera em baixa e Ibovespa sobe, com expectativa de queda nos juros
No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,35%, vendida a R$ 4,8725. Já a Bolsa de Valores brasileira fechou em queda de 0,37%, aos 117.846 pontos. Copom deve reduzir a Selic, taxa básica de juros, nesta Super Quarta.
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O dólar opera em baixa e o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores (B3), sobe nesta quarta-feira (20), dia popularmente conhecido como “Superquarta”, porque tanto o Banco Central do Brasil (BC) quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) se reúnem para decidir quais serão as novas taxas de juros nos dois países.
A expectativa do mercado é que, no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) promova mais um corte na Selic, taxa básica de juros. Na maior economia do mundo, porém, especialistas acreditam que o Fed deve manter as taxas de juros inalteradas.
Às 10h10, a moeda norte-americana caía 0,57%, cotada a R$ 4,8446. Já o Ibovespa tinha alta de 0,48%, aos 118.411 pontos. Veja mais cotações.
SAIBA MAIS: Copom deve baixar juros para o menor nível em 16 meses, e BC americano pode interromper o ciclo de altas
No dia anterior, o dólar fechou com alta de 0,35%, vendido a R$ 4,8725. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
alta de 0,04% na semana;
e quedas de 1,57% no mês e de 7,68% no ano.
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Já no mercado acionário, o Ibovespa fechou em queda de 0,40% na véspera, aos 118.288 pontos. Com o resultado de hoje, passou a acumular:
queda de 0,77% na semana;
e altas de 1,82% no mês e de 7,39% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
As atenções do mercado estão voltadas para as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, neste pregão.
No caso do Brasil, o Copom só anuncia a nova taxa Selic por volta das 18h30, quando os mercados já estarão fechados. Por isso, o que for dito no comunicado do comitê após a reunião terá impacto sobre os negócios nos próximos dias.
Atualmente, a taxa Selic está em 13,25% ao ano, depois do Copom cortar os juros em 0,5 ponto percentual em sua última reunião, em agosto. Naquele momento, o comitê sinalizou que, para este encontro, deveria promover um novo corte de mesma magnitude, o que deve levar a taxa para 12,75% ao ano, o menor patamar em 16 meses.
Alguns especialistas acreditam que a queda possa ser até maior, de 0,75 ponto percentual, o que levaria a Selic para 12,50% ao ano. Porém, o maior destaque será mesmo o comunicado que o Copom emite após a reunião, trazendo informações sobre o que foi discutido na reunião – que podem servir como uma luz para que o mercado interprete os próximos passos do comitê.
Já nos Estados Unidos, o Fed anuncia suas novas taxas de juros por volta das 15h, o que deve impactar o mercado ainda hoje. A maioria dos investidores e especialistas espera que a instituição mantenha suas taxas inalteradas, entre 5,25% e 5,50% ao ano.
Assim como no Brasil, a atenção está mais voltada para o comunicado do Fed do que à decisão em si. Entre as principais informações que estarão no radar do mercado, cabe destacar o que o banco central americano vai dizer sobre suas expectativas para a inflação e se já planeja novas altas para os juros.
Se a instituição sinalizar que novos aumentos devem vir pela frente para controlar a inflação, por exemplo, a tendência é que os investidores priorizem os títulos públicos americanos, considerados os mais seguros do mundo, e que têm sua rentabilidade atrelada às taxas do Fed- o que faz com que eles rendam mais com o aumento dos juros.
Neste contexto, o dólar poderia subir diante de outras moedas, como o real, e os ativos de risco, com destaque para os mercados de ações, poderiam registrar desvalorização. O contrário também é válido.
Por fim, investidores também repercutem decisão de política monetária na China. O Banco Popular da China manteve as taxas básicas de juros do país, que representam os custos do empréstimo de um ano ficaram, em 3,45% ao ano. Já as taxas de empréstimos de cinco anos foram mantidas em 4,20% ao ano.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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