Política
Casamento homoafetivo, porte de maconha, marco temporal: 6 embates entre o Congresso e o STF
Setores de Câmara e Senado argumentam que o STF tem invadido atribuições dos políticos. Por outro lado, há a avaliação de que o tribunal é acionado para suprir eventuais omissões do Congresso. Senadores e deputados da oposição, principalmente os conservadores e ruralistas, têm reagido a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em temas que, na avaliação deles, deveriam ser tratados no Congresso.
Nos últimos dias, grupos parlamentares decidiram obstruir a pauta de votações da Câmara e do Senado — ou seja, não votar nenhuma matéria — para marcar posição contra o STF.
Além disso, esses políticos têm buscado aprovar projetos que contrariam entendimentos da Corte.
Alguns temas de maior divergência entre o Legislativo e o Judiciário são:
tese de um marco temporal para a demarcação de terras indígenas
descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação
descriminalização do porte de maconha para consumo próprio
casamento homoafetivo
recursos para campanhas eleitorais
possibilidade de sindicatos cobrarem “contribuição assistencial”
Se, de um lado, alguns congressistas entendem que o Supremo está legislando, de outro há a avaliação de que as decisões do STF preenchem um espaço deixado pela falta de atuação do parlamento em temas importantes.
Apesar da discussão ser antiga, o desgaste se acirrou nos últimos dias, após decisão do STF de barrar a tese do marco temporal, que prevê que só podem ser demarcadas terras que ocupadas por indígenas no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.
Essa tese agrada aos ruralistas, mas não aos indíigenas.
Lo Prete analisa conflito sobre marco temporal: acusação do Senado de que STF está legislando no lugar dele não se sustenta
Entenda os embates entre os dois poderes:
Marco temporal
O estopim para um novo acirramento no clima entre o Congresso e o STF foi o rumo adotado pela Corte no julgamento que derrubou a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas no Brasil.
Os primeiros sinais de reação do Parlamento já haviam sido apresentados em maio, quando o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pautou uma proposta para fixar a data da promulgação da Constituição como critério primordial para validar demarcações. O texto foi aprovado por 283 votos a 155.
À época, Lira disse ser importante que o Congresso discutisse o tema antes de o STF retomar o julgamento do caso.
Nesta semana, após a derrubada da tese pelo Supremo, foi a vez de o Senado aprovar o marco temporal.
Apesar disso, o tema não está pacificado. O veto quase certo do presidente Lula ao projeto tem movimentado parlamentares de oposição no Congresso.
De um lado, senadores e deputados defendem derrubar o eventual veto em uma sessão conjunta do Congresso. Do outro, há quem defenda levar à votação uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar o texto constitucional e impor a tese à revelia do Supremo. Essa opção, contudo, exigiria um quórum maior de apoio nas duas Casas – 308 votos na Câmara e 49 no Senado.
Nesse cenário, duas PECs têm recebido maior atenção no Congresso:
do senador Hiran Gonçalves (PP-RR), apoiada pela oposição na Casa, que insere o marco como requisito para demarcações
do ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC), que eleva o valor das indenizações a ex-proprietários de terras demarcadas a partir de 5 de outubro de 2013
Para as duas saídas defendidas pelos congressistas, há ainda uma avaliação de que os textos poderão ser judicializados e, eventualmente, derrubados pelo Supremo.
Aborto
O STF suspendeu na última sexta (22) a análise virtual de uma ação que questionava a constitucionalidade dos dispositivos que punem mulheres e médicos envolvidos em um aborto.
O julgamento havia sido pautado pela então presidente da Corte, ministra Rosa Weber, que desejava apresentar seu voto antes de se aposentar.
Rosa votou pela descriminalização da prática até a 12ª de gestação, mas o novo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, interrompeu a discussão ao pedir para levar o caso ao plenário físico da Corte.
A possibilidade, ainda que remota, de o STF discutir a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez acabou elevando a tensão entre os poderes, em especial do lado conservador do Congresso.
O tema é debatido há muito no Congresso. As duas Casas acumulam quase 200 propostas em tramitação sobre a interrupção voluntária da gravidez — a maior parte dos textos impõe novas restrições à prática.
As principais reações à pauta do Supremo, no entanto, vieram do Senado.
Em movimento semelhante ao marco temporal, a oposição apresentou uma PEC para incluir no artigo 5º da Constituição – o principal dispositivo do texto, que prevê direitos e deveres dos cidadãos – que há garantia da “inviolabilidade do direito à vida desde a concepção”.
Na prática, isso impediria o aborto em qualquer circunstância, até mesmo nas situações atualmente previstas em lei.
Outro movimento da oposição contou com a articulação direta do líder do grupo na Casa, senador Rogério Marinho (PL-RN). Ele apresentou, nesta quarta (27), uma proposta que convoca um plebiscito para que a população vote se é a favor ou contra a legalização do aborto.
Descriminalização do porte de maconha
O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD–MG), foi a principal voz da reação do Parlamento ao julgamento no STF de uma ação que pode descriminalizar a posse e o porte de maconha para consumo próprio.
Dias após criticar publicamente a análise do tema na Corte, Pacheco elevou o tom e anunciou uma PEC para driblar eventual decisão do Supremo e proibir a posse e o porte de qualquer substância ilícita, independentemente da quantidade.
O texto insere na Constituição que a lei “considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”.
Na última segunda (25), em um evento no Rio de Janeiro, Pacheco sinalizou que há apoio da “maioria do Congresso” à proposta.
“
O julgamento no STF sobre o tema foi interrompido em agosto, a pedido do ministro André Mendonça que solicitou mais tempo para analisar o caso.
Até o momento, o placar está 5 a 1 a favor da liberação do porte e da posse para consumo próprio da maconha. O caso ainda não tem data para retornar à pauta.
Casamento homoafetivo
Em outro movimento patrocinado por parlamentares de oposição e conservadores, a Comissão de Previdência e Família da Câmara ressuscitou um projeto que proíbe o reconhecimento do casamento civil homoafetivo — ou seja, entre pessoas do mesmo sexo.
A ação, criticada por organizações sociais e juristas, foi pensada justamente para representar uma espécie de resposta ao Supremo.
O relator do texto, Pastor Eurico (PL-PE), e seus aliados avaliam que a Corte “usurpou” competência do Congresso.
O casamento civil homoafetivo não está regulamentado em lei. Diante da ausência de legislação aprovada pelo Congresso, coube ao STF julgar e estabelecer uma base jurídica para a oficialização dessas relações.
Em 2011, por unanimidade, os ministros decidiram que um artigo do Código Civil deveria ser interpretado para garantir o reconhecimento de uniões entre pessoas do mesmo sexo. A decisão também considerou essas relações como entidades familiares.
O texto que recebeu aval de Eurico adiciona um parágrafo ao artigo do Código Civil que elenca impedimentos para a celebração de casamentos e uniões estáveis.
Segundo o projeto, relações entre pessoas do mesmo sexo não poderão ser equiparadas:
ao casamento
e à entidade familiar
Nesta quarta (27), data em que o colegiado havia decidido votar a proposta, o presidente da comissão, deputado Fernando Rodolfo (PL-PE), acolheu pedido da base aliada ao governo para adiar, pela terceira vez, a votação do texto. A decisão foi tomada após mais de 7 horas de discussão.
O acordo prevê que Eurico avalie sugestões e possíveis mudanças ao texto. O projeto deverá ser votado em 10 de outubro.
Recursos para campanhas eleitorais
Parlamentares de diferentes posições partidárias tentam aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que, entre outras coisas, perdoa os partidos políticos que não respeitaram o repasse de verbas a candidatos negros e mulheres.
Apelidada de “PEC da Anistia”, o texto invalida decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que determinaram, nas eleições de 2020 e 2022, a reserva de verba para mulheres e negros.
A matéria está em uma comissão especial da Câmara que analisa o tema. A princípio, os parlamentares queriam aprová-la antes do dia 6 de outubro, já que o texto também altera regras para o próximo pleito e, por isso, precisaria respeitar o princípio da anualidade. Nos últimos dias, contudo, o clima para uma aprovação rápida diminuiu – já que há um entendimento entre os deputados de que o Senado não analisaria a proposta em menos de dez dias.
No caso das regras para as candidatas, o Supremo entendeu, em 2018, que os partidos deveriam reservar, pelo menos, 30% dos fundos eleitoral e partidário para as mulheres – e o valor deveria seguir a proporção de mulheres que as siglas lançassem como candidatas.
Na mesma ocasião, a Corte derrubou um teto, estabelecido pelo Congresso em 2015, de 15% nos recursos para as campanhas de mulheres.
Em 2020, o STF determinou ainda que, já naquele ano, deveria valer a reserva de verba e de tempo de propaganda de forma proporcional entre candidatos brancos e negros.
A principal justificativa dos parlamentares é que o Judiciário toma decisões em período muito próximo aos pleitos e que, portanto, os partidos não podem se planejar.
Contribuição assistencial
Os parlamentares também têm reclamado de uma decisão do Supremo, dada no dia 12 de setembro, que considerou válida a cobrança da chamada contribuição assistencial. Trata-se do pagamento de um valor aos sindicatos destinado ao custeio de atividades como as negociações coletivas em que se acertam condições de trabalho entre empregadores e empregados.
Pela decisão, a contribuição assistencial só poderá ser cobrada dos empregados que não são filiados aos sindicatos se forem preenchidos os seguintes requisitos:
se o pagamento for acertado em acordo ou convenção coletiva dos trabalhadores da categoria;
se os trabalhadores não filiados a sindicatos derem o aval expresso à cobrança.
Na ocasião, o Supremo deixou claro que a decisão não representa a volta da obrigatoriedade do chamado imposto sindical – que foi considerado facultativo pelo Congresso, em 2017, a partir da reforma trabalhista. A contribuição assistencial e o imposto sindical estão previstas em pontos diferentes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Apesar disso, deputados e senadores usaram a tribuna nos últimos dias para tratar os dois pagamentos como se fossem a mesma coisa.
“Estão legislando (STF) — está proibido, pela reforma trabalhista, a contribuição sindical compulsória —, liberar os sindicatos a voltarem a cobrar, e um valor maior agora, para quê?”, disse o deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR) durante sessão nesta quarta-feira (27)
Poucos dias depois da decisão do Supremo sobre contribuição assistencial, os senadores protocolaram uma PEC para proibir a cobrança de quaisquer contribuições, caso não haja acordo individual dos empregados.
“Infelizmente, o Supremo Tribunal Federal (STF), na contramão do postulado da liberdade sindical, entendeu possível a cobrança compulsória da contribuição assistencial de pessoas não filiadas aos sindicatos”, diz a justificativa da proposta.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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