Economia
Dólar bate R$ 5,22 após dados de emprego nos EUA virem acima das expectativas; Ibovespa cai
No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,32%, a R$ 5,1687, no maior patamar em seis meses. Já o principal índice da B3, por sua vez, caiu 0,28%, aos 113.284 pontos. Cédulas de dólar
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O dólar opera em forte alta nesta sexta-feira (6) e já rompeu o patamar dos R$ 5,20 ainda nas primeiras horas do pregão, depois de dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos virem muito acima das expectativas do mercado.
Pelo mesmo motivo, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, abriu em queda.
Um número muito alto de novas vagas de trabalho impacta diretamente na inflação do país, e podem levar Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a manter os juros elevados por mais tempo na maior economia do mundo.
Veja abaixo o dia nos mercados.
Dólar
Às 10h30, a moeda norte-americana subia 0,83%, cotada a R$ 5,2117. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,2207. Veja mais cotações.
O dólar não ficava acima do patamar dos R$ 5,20 desde março deste ano.
No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,32%, cotado a R$ 5,1524, no maior patamar em seis meses. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
altas de 2,82% na semana e no mês;
queda de 2,07% no ano.
Ibovespa
Às 10h30, o Ibovespa caía 0,75%, aos 112.438 pontos.
Na véspera, o índice fechou em baixa de 0,28%, aos 113.248 pontos. Com o resultado, passou a acumular:
quedas de 2,81% na semana e no mês;
alta de 3,23% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
O mercado de trabalho americano gerou 336 mil novas vagas de empregos não-agrícolas em setembro, enquanto as projeções apontavam para uma geração de 171 mil vagas.
Esses números são negativos para os mercados. Mais empregos colocam mais dinheiro na mão da população, o que continua pressionando a inflação e, consequentemente tornam mais difícil a tarefa do Fed de baixar suas taxas de juros no curto prazo.
Atualmente, os juros no país estão entre 5,25% e 5,50%, maior patamar em duas décadas, e o Fed já disse que deve mantê-los elevados até que a inflação esteja controlada e de volta à meta, de 2% em 2 meses – hoje, a inflação anual está perto de 3,7%.
Com essas expectativas, o rendimento real dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) voltou a renovar o maior patamar em quase 15 anos nesta quinta-feira. O quadro, que representa o quanto os investidores podem ganhar com os títulos públicos do país depois que a inflação é descontada, também se refletiu nos mercados.
Isso porque esses títulos são vistos como os mais seguros do mundo e, quando se valorizam, há uma tendência global de migração dos investidores, que saem dos ativos de risco (como ações, por exemplo) e buscam o Tesouro norte-americano.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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