Economia
Após gafe, empresa de cosméticos publica vídeo mostrando o cultivo correto do caju
Propaganda virou piada nas redes sociais no último fim de semana por trazer o fruto de cabeça para baixo, além de mostrá-lo em uma árvore errada. Propaganda com caju que nasce invertido vira piada na web
A empresa de cosméticos L’Occitane au Brésil publicou na segunda-feira (16) um vídeo mostrando o cajueiro verdadeiro após uma propaganda viralizar nas redes com o caju invertido e a árvore errada.
Uma propaganda com a atriz Grazi Massafera virou piada nas redes sociais no último fim de semana por trazer uma versão “invertida” do caju: no vídeo da empresa, o fruto aparece grudado no galho da árvore pela castanha.
Porém, na natureza, o que conecta o fruto à árvore é a “carne”, chamada de pedúnculo (saiba mais abaixo).
Além da posição errada, é possível notar, pelas folhas, que a árvore usada para a filmagem não é um cajueiro. O vídeo originalmente foi publicado nas redes sociais em 3 de outubro.
De onde vem o caju; ouça o podcast e conheça
A empresa aproveitou que a propaganda viralizou e entrou na brincadeira. Ela também publicou um vídeo com o nutricionista e influenciador Rodrigo Góes, que “desmascarou” o fruto assim como faz com o físico dos famosos nas redes sociais.
No vídeo, Rodrigo diz que o caju é “fake natty”, como chama as celebridades que, segundo ele, fazem uso de anabolizantes e esteroides.
O Instituto Caju Brasil (ICB), fundado em 2018 e com sede em Fortaleza, foi um dos críticos da campanha. Uma mensagem no perfil do ICB afirmou:
“Esperamos, sinceramente, que a empresa possa corrigir o seu erro, através de campanhas compensatórias. O setor já vive diversos problemas, e ter a imagem da sua ‘identidade’ descaracterizada é muito triste”.
Mas afinal, você sabe como é feito o cultivo de caju?
O cajueiro é uma planta nativa do Nordeste brasileiro. Apesar de ser popularmente chamado de fruto, o caju, na verdade, é um pseudofruto, um “falso fruto” – o verdadeiro fruto do cajueiro é a castanha, que nasce a partir do ovário da flor.
Já a parte da “carne” do caju funciona como uma espécie de haste entre a planta e o seu fruto.
O pedúnculo representa cerca de 90% da massa do caju, razão pela qual é, muitas vezes, confundido como o fruto.
Do caju nada se perde, veja mais detalhes abaixo:
a castanha é a parte mais valiosa e rende milhões em exportação;
a casca é usada em tintas e vernizes;
a amêndoa vira biscoito e pasta;
e, por fim, a poupa se faz cajuína e suco.
O falso fruto 100% brasileiro
Arte G1
O que diz a empresa?
Em nota, a L’Occitane afirmou que a representação do caju invertido na campanha foi uma opção da equipe de criação para tornar “a estética mais lúdica”. “O time criativo e a produção executiva escolheram não seguir a estética real do fruto, colocando-o pendurado pela castanha e não em sua árvore nativa”, disse a companhia.
“Seguindo essa linha editorial, o time de marketing adotou o tom de voz leve, bem-humorado e descontraído da identidade da marca e seguiu com o vídeo para aproveitar a estética lúdica – já usada em outras campanhas – para causar estranhamento, o que poderia gerar maior engajamento nas redes sociais.”
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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