Economia
Petrobras perde ‘uma Sabesp’ em valor de mercado
Desvalorização da estatal foi de R$ 41,6 bilhões desde a última quarta-feira (18). Ações despencaram hoje após empresa anunciar proposta de revisão de seu estatuto. Fachada do prédio da Petrobras, no Centro do Rio
Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo
Com um tombo de mais de 6% em suas ações nesta segunda-feira (23), a Petrobras passou a acumular, nos últimos cinco dias, perda equivalente a “uma Sabesp” em valor de mercado. É o que aponta um levantamento feito por Einar Rivero, consultor de dados do mercado financeiro.
A petroleira, que atingiu seu recorde histórico na última quarta-feira (18), ao fechar em R$ 525,1 bilhões, viu seu valor cair para R$ 483,4 bilhões no encerramento do pregão de hoje.
Para efeito de comparação, o tombo de R$ 41,6 bilhões no período corresponde ao valor total de mercado da companhia de abastecimento do estado de São Paulo.
Só nesta segunda-feira, as perdas da Petrobras foram de R$ 32,3 bilhões, de acordo com o levantamento. As ações preferenciais da empresa (sem direito a voto) despencaram 6,61%, a R$ 35,35, enquanto as ações ordinárias caíram 6,03%, a R$ 38,35.
O que causou a queda?
As ações da petroleira despencaram nesta segunda após a companhia anunciar que seu conselho aprovou a apresentação de uma proposta de revisão de seu estatuto.
O receio é que o texto possa eliminar determinadas restrições para a indicação de membros à alta cúpula da Petrobras — o que não agradou o mercado, que teme facilitações para indicações políticas. O temor é que haja ingerência na empresa.
Em nota, a petroleira afirmou que a proposta tem por objetivo alinhar o estatuto à Lei das Estatais, de número 13.303/2016.
A Petrobras também informou que seu estatuto social faz referência, no artigo 21, aos requisitos determinados pela lei. E que a proposta a ser deliberada mantém todas as condições previstas em relação às indicações de membros da administração.
Ainda segundo a empresa, “o objetivo é tão somente manter o estatuto social da Petrobras atualizado, quaisquer que venham a ser as decisões judiciais sobre o tema”.
“Não há qualquer redução nas exigências em relação à Lei das Estatais, pois o estatuto social continua a fixar o cumprimento total da Lei das Estatais nas indicações”, concluiu a empresa.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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