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Política

Hamas x Israel: veja quem são os principais diplomatas do Brasil nas negociações sobre o conflito

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Representantes têm priorizado a repatriação de brasileiros e a aprovação de resolução no Conselho de Segurança da ONU que trate da formação de um corredor humanitário. Família está sem notícias do paradeiro de Michel Nisembaum, brasileiro desaparecido em Israel
Desde o início deste mês, quando começou o conflito entre Israel e o Hamas, o governo do presidente Lula adotou duas linhas de atuação na diplomacia: a repatriação de brasileiros no Oriente Médio e a articulação de alguma medida no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
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No caso da repatriação, foram envolvidos diplomatas em Brasília, Tel Aviv (Israel), Cairo (Egito) e Ramalah (Palestina), por exemplo.
Segundo o governo brasileiro, foram realizados oito voos de repatriação de brasileiros que estavam em Israel. No total, foram repatriados 1,4 mil brasileiros.
O governo também tenta resgatar um grupo de cerca de 30 brasileiros na Faixa de Gaza, o que ainda depende da abertura da fronteira com o Egito. Um avião da Força Aérea Brasileira está no Cairo reservado para a missão.
Já no caso do conselho da ONU, diplomatas em Brasília e Nova York (EUA) articulam a aprovação de alguma medida que favoreça a um cessar-fogo na região e, principalmente, leve à abertura de um corredor humanitário, para o envio de suprimentos e resgate de brasileiros.
O Brasil comanda o Conselho de Segurança da ONU de forma temporária durante o mês de outubro. O país ocupa atualmente um dos chamados assentos não-permanentes do conselho.
A eventual aprovação de alguma medida no colegiado depende não só da maioria de votos entre os 15 membros, mas, também, do apoio dos cinco países com assento permanente – que têm direito a veto.
Mas quem são os diplomatas que atuam nessas frentes? O g1 lista abaixo os principais nomes:
Mauro Vieira
Celso Amorim
Sérgio Danese
Frederico Meyer
Alessandro Candeas
Paulino Neto
O chanceler brasileiro, Mauro Vieira
Pedro França/Agência Senado
Mauro Vieira
Atual chefe da diplomacia brasileira, Mauro Vieira comanda o Ministério das Relações Exteriores desde o início do ano, quando Lula tomou posse como presidente. Diplomata de carreira, também comandou o Itamaraty no governo Dilma Rousseff e trabalhou em embaixadas brasileiras em locais como Croácia, México, Uruguai e França.
Mauro Vieira tem dedicado a agenda deste mês de outubro a reuniões em Brasília, Nova York e até no Cairo, onde participou de uma cúpula convocada pelo governo local para discutir o conflito em Israel. Vieira também tem mantido contato com autoridades do próprio Egito e de países como França, Reino Unido.
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Ex-chanceler Celso Amorim é assessor especial da Presidência
AGÊNCIA BRASIL
Celso Amorim
Também diplomata de carreira, Celso Amorim foi ministro das Relações Exteriores nos dois primeiros mandatos de Lula (2003-2010) e exerce atualmente a função de assessor especial de Lula para assuntos internacionais.
Desde o início do conflito em Israel, Amorim tem tido frequentes conversas com Lula e com representantes de outros governos, entre os quais assessores dos presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Rússia, Vladimir Putin. Geralmente, esses contatos antecedem conversas de Lula com os chefes de Estado.
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Sérgio Danese, embaixador do Brasil na ONU
Geraldo Magela/Agência Senado
Sérgio Danese
Atual embaixador do Brasil nas Nações Unidas, Sérgio Danese é diplomata de carreira e já exerceu a função de secretário-geral do Itamaraty. Também atuou como embaixador brasileiro na Argentina, no Peru e na África do Sul.
Como o Brasil comanda atualmente o conselho da ONU, cabe a Danese, por exemplo, articular a votação de resoluções, fazer consultas aos demais países do grupo e informar a Mauro Vieira o andamento dos trabalhos.
A resolução apresentada pelo Brasil sobre o Oriente Médio previa, entre outros pontos, a criação de corredores humanitário. O texto obteve os votos favoráveis de 12 dos 15 integrantes do conselho, mas não foi aprovado porque os Estados Unidos vetaram. A tentativa brasileira foi elogiada por outros países.
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Frederico Meyer, embaixador do Brasil em Israel
Geraldo Magela/Agência Senado
Frederico Meyer
Embaixador brasileiro em Israel indicado pelo governo Lula, Frederico Meyer é diplomata de carreira e já atuou em representações do país em Cuba e na China, por exemplo.
Coube a Meyer, por exemplo, articular em nome do governo brasileiro junto a autoridades israelenses a repatriação dos mais de 1,4 mil cidadãos que estavam no país e manifestaram interesse em retornar ao Brasil. A operação, que além do Itamaraty também reuniu a própria Presidência da República e a Força Aérea Brasileira (FAB), é considerada pelo governo a maior desse tipo na história do Brasil.
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Alessandro Candeas, embaixador do Brasil na Palestina
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Alessandro Candeas
Embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas é diplomata de carreira e atuou, por exemplo, como assessor internacional do Ministério da Educação, foi professor no Instituto Rio Branco e escreveu um livro sobre as relações entre Brasil e Argentina.
Candeas tem sido o responsável por monitorar o grupo de brasileiros que está em Gaza e pediu ajuda do governo para retornar ao país.
A situação é diferente da de Israel. Isso porque esse grupo – formado por cerca de 30 pessoas – depende da abertura da fronteira com o Egito para poder embarcar num voo em direção ao Brasil.
A representação brasileira na Palestina tem fornecido água, comida e abrigo a essas pessoas, enquanto a fronteira não é aberta.
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Paulino Neto, embaixador do Brasil no Cairo
Pedro França/Agência Senado
Paulino Neto
Diplomata de carreira, Paulino Neto é o atual embaixador do Brasil no Egito. Já atuou como secretário de Assuntos Multilaterais e Políticos e de Comunicação e Cultura do Itamaraty, além de ter sido embaixador em Angola.
Tem sido o responsável por manter contatos em nome do governo brasileiro com autoridades egípcias. O país faz fronteira com Gaza e Israel e é visto como a possibilidade de abertura de um corredor humanitário para que os civis possam deixar a zona de conflito. Até a publicação deste texto, não havia previsão de abertura da fronteira. Um avião da Força Aérea aguarda no Cairo a abertura para repatriar os brasileiros.
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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