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Economia

Com juros e endividamento altos, quase R$ 100 bilhões deixam a poupança em 2023

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Dado foi divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (10) e se refere aos 10 primeiros meses do ano. Somente em outubro, retiradas de recursos da modalidade somou R$ 12,16 bilhões. Grande quantidade de cédulas de dinheiro, em imagem de arquivo
Unsplash
As retiradas nas cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 98,3 bilhões de janeiro a outubro deste ano, informou nesta sexta-feira (10) o Banco Central.
Os juros e o nível de endividamento dos brasileiros altos estão entre as possíveis razões para a saída de quase R$ 100 bilhões da poupança (leia mais aqui).
Com nova alta nas passagens aéreas, IPCA sobe 0,24%
Apesar de alta, a evasão de recursos da poupança teve queda na comparação com os dez primeiros meses do ano ano passado – quando R$ 102,1 bilhões deixaram a modalidade de investimentos.
De acordo com a instituição, no acumulado do ano:
os depósitos somaram R$ 3,13 trilhões
as retiradas totalizaram R$ 3,23 trilhões
Somente no mês de outubro, o BC informou que os saques da poupança (acima do volume de depósitos) somaram R$ 12,16 bilhões. Com isso, foi registrado aumento frente ao mesmo mês do ano passado, quando houve a saída de R$ 11 bilhões.
Com a retirada de recursos da poupança no mês passado, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou queda para R$ 961,8 bilhões em outubro. Em setembro, o volume total somou R$ 968,3 bilhões.
Retirada de recursos da poupança tem reflexos negativos no financiamento de imóveis
Cenário da economia
A retirada de recursos da caderneta de poupança acontece em um cenário de juros ainda relativamente altos, apesar de três quedas seguidas na Selic, para 12,25% ao ano.
Mesmo com a queda do juro básico no começo deste mês, o Brasil voltou a ter a maior taxa de juros reais do mundo (calculados após o abatimento da inflação estimada para os doze meses seguintes).
Indicadores também mostram que o endividamento da população segue elevado. Segundo o BC, ele somou 48% da renda acumulada nos doze meses até agosto deste ano.
Ao mesmo tempo, a taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito recuou para 3,5% em setembro, patamar ainda alto em termos históricos. A série do BC para esse indicador começa em março de 2011.
O governo federal lançou em julho o programa “Desenrola”, para renegociar dívidas da população.
Em dez semanas, os bancos renegociaram R$ 14,3 bilhões em 2 milhões contratos de dívida.
Rentabilidade
Em 2022, a poupança teve o primeiro ano de rendimento real desde 2018, após três anos de ganhos abaixo da inflação oficial do país.
No ano passado, a aplicação financeira mais popular do país registrou rentabilidade de 2%, já descontado o aumento de preços pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Apesar do ganho real, a aplicação segue com rendimento limitado. Quando a taxa Selic ultrapassa o patamar de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês, mais a variação da taxa referencial (TR, que é calculada pela média ponderada dos títulos públicos prefixados).
De acordo com analistas ouvidos pelo g1, o retorno da poupança tem perdido para outras aplicações em renda fixa. Eles apontaram que investimentos no Tesouro Direto, em CDBs e também CDIs têm registrado melhor desempenho.
Com a queda da Selic, a tendência também é de que os investimentos em renda variável fiquem mais atrativos. Especialistas ponderaram, no entanto, que esse movimento tende a ocorrer ao longo do tempo.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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