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Política

Eleições 2022: os pré-candidatos ao governo de São Paulo

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Primeiro turno será em 2 de outubro, mas últimos meses já registram intensa movimentação nos partidos. Convenções que definem candidatos vão de 20 de julho a 5 de agosto. Fachada do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.
Divulgação/Governo de SP
O primeiro turno da eleição para o governo de São Paulo está marcado para 2 de outubro de 2022, mas as negociações por alianças e o lançamento de pré-candidaturas se intensificou nos últimos meses de 2021.
Leia também: veja quem são os os pré-candidatos à Presidência da República
Alckmin, Haddad e França lideram disputa pelo Governo de São Paulo, diz Datafolha
O cenário definitivo ainda não está definido, e as negociações para formação de federações partidárias também podem mudar os nomes para o pleito estadual.
A Justiça Eleitoral determina que o período para os partidos realizarem convenções e decidirem seus candidatos começa em 20 de julho. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.
Confira a lista de quem, até aqui, é pré-candidato (em ordem alfabética):
ARTHUR DO VAL (PODEMOS)
Foto de arquivo de 15 de novembro de 2019 do deputado estadual Arthur do Val
Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo
Situação: o deputado estadual e ex-membro do MBL ficou em quinto lugar na disputa à Prefeitura de São Paulo em 2020. Deixou o Patriota para concorrer ao governo de São Paulo pelo Podemos, partido que lançará a candidatura de Sérgio Moro à Presidência.
Lançamento: candidatura ainda não foi lançada oficialmente pelo partido.
FERNANDO HADDAD (PT)
Haddad
Alice Vergueiro/Estadão Conteúdo
Situação: o ex-prefeito de São Paulo é o nome oficial do PT e de Lula para disputar o governo estadual. No entanto, a possível federação partidária entre o PT e PSB para uma aliança nacional colocou um obstáculo na candidatura de Haddad, uma vez que Márcio França (PSB) também pretende disputar o cargo no estado.
Lançamento: candidatura ainda não foi lançada oficialmente pelo partido.
GERALDO ALCKMIN (SEM PARTIDO)
O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Alexandre Carvalho/A2img
Situação: o ex-governador de São Paulo se desfiliou do PSDB em 2021 após 33 anos no partido. É cotado para ser vice na chapa de Lula à Presidência da República pelo PSB, mas as negociações ainda não estão definidas. Também é cortejado pelo PSD e Solidariedade para disputar o governo de São Paulo.
Lançamento: ainda não anunciou em qual legenda se filiará para lançamento de candidatura.
GUILHERME BOULOS (PSOL)
Guilherme Boulos (PSOL)
Marcello Dias/Futura Press/Estadão Conteúdo
Situação: o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ficou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2020, com 40% dos votos, perdendo no segundo turno para Bruno Covas (PSDB). Foi também candidato à Presidência da República em 2018, ficando em 10º lugar no primeiro turno.
Lançamento: foi oficializado como pré-candidato no congresso estadual do partido, em setembro de 2021.
MÁRCIO FRANÇA (PSB)
Márcio França, durante entrevista em São Paulo.
Fernanda Luz/Divulgação
Situação: o ex-governador de São Paulo é o nome do PSB para a disputa ao governo do estado. No entanto, a negociação para a possível federação partidária entre o PT e PSB pode impedir que ele encabece a chapa, uma vez que o PT defende o nome de Fernando Haddad para o Palácio dos Bandeirantes.
Lançamento: candidatura ainda não foi lançada oficialmente pelo partido.
RODRIGO GARCIA (PSDB)
Vice-governador Rodrigo Garcia.
Alex Ferraz/Jornal A Tribuna
Situação: aliado de João Doria, o atual vice-governador e secretário de governo era filiado ao DEM desde 1994. Mudou para o PSDB em maio de 2021, para concorrer ao cargo de governador pelo partido.
Lançamento: a pré-candidatura foi lançada oficialmente em 21 de novembro, em meio às conturbadas prévias do PSDB que escolheram Doria como pré-candidato à Presidência.
TARCÍSIO DE FREITAS (SEM PARTIDO)
O ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas.
Ricardo Botelho/Minfra
Situação: o atual ministro da Infraestrutura é o candidato oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao governo de São Paulo. É provável que se filie ao PL, mas também é cortejado por outros partidos como o PP.
Lançamento: Embora já conte com o apoio do presidente, sua candidatura ainda não foi lançada oficialmente.
VINICIUS POIT (NOVO)
O deputado federal Vinicius Poit (Novo).
Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Situação: atualmente é deputado federal por São Paulo em primeiro mandato. Foi eleito em 2018 com 207.118 votos.
Lançamento: a pré-candidatura foi oficializada pelo partido em 27 de novembro de 2021, em evento realizado em Ribeirão Preto, no interior do estado.
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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