Economia
Pela primeira vez, número de bilionários aumenta devido à herança e não por trabalho, aponta UBS
Estudo começou a ser produzido em 2015. Entre os 137 novos bilionários, um total de US$ 150,8 bilhões foi herdado por 53 pessoas no último ano. O número é 7,17% maior que os US$ 140,7 bilhões conquistados por 84 novos bilionários via trabalho, disse o banco. “Durante os próximos 20 a 30 anos, mais de mil bilionários vão transferir cerca de US$ 5,2 trilhões aos herdeiros”, diz banco suiço
Pixabay
O número de bilionários pelo mundo e a riqueza total do grupo subiu para 2.544 pessoas e US$ 12 trilhões, respectivamente, apontou o banco suíço UBS, nesta quinta-feira (30). O período analisado no estudo é de 1 ano e terminou em 6 de abril de 2023.
E pela primeira vez desde que o relatório “Ambições de Bilionários” começou a ser produzido, em 2015, os super-ricos acumularam mais riqueza via herança do que com trabalho.
Entre os 137 novos bilionários, um total de US$ 150,8 bilhões foi herdado por 53 pessoas no último ano. O número é 7,17% maior que os US$ 140,7 bilhões conquistados por 84 novos bilionários via trabalho, disse o banco.
O UBS afirmou também que embora a transferência de riqueza já esteja começando, “esse é apenas a ponta do iceberg”.
O banco disse também que “durante os próximos 20 a 30 anos, mais de mil bilionários vão transferir cerca de US$ 5,2 trilhões aos herdeiros. Como calculamos esse número? Simplesmente somamos a riqueza dos super-ricos com 70 anos ou mais”.
Porém, apesar da grande riqueza herdada, isto não significa necessariamente uma nova geração de super-ricos na faixa dos 20 e poucos anos.
“Muitas vezes eles têm mais de 50 anos”, disse Michael Viana, chefe de cobertura estratégica de clientes do UBS. “Na verdade, é mais o efeito Rei Charles III, eles também têm idade bastante avançada quando assumem (a riqueza)”.
Mesmo assim, segundo o UBS, que controla e supervisiona US$ 5,5 trilhões em investimentos e é uma das maiores gestoras de fortuna do mundo, o principal desafio dos antigos bilionários é passar aos herdeiros “os valores, educação e experiência necessária (para assumir os negócios)”.
Segundo a Forbes, o bilionário mais jovem do mundo tem 19 anos e é herdeiro de uma fortuna atualmente estimada em US$ 9 bilhões. Clemente Del Vecchio é filho de Leonardo Del Vecchio, o magnata fundador da Luxottica, a maior marca de óculos do mundo, que faleceu aos 87 anos em junho de 2022 (veja no vídeo abaixo).
O homem mais rico do mundo, Elon Musk, CEO da Tesla, por sua vez, tem 52 anos. O segundo homem mais rico do mundo, Bernard Arnault, CEO da LVMH, tem 74 anos. E o terceiro, Jeff Bezos, fundador da Amazon, tem 59 anos – os três acumularam a maior parte da riqueza por trabalho.
Quem é o italiano de 19 anos que se tornou o bilionário mais jovem do mundo
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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