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Política

Jantar de Lula com ministros do STF reúne dois cotados para a vaga de Dino

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, e o secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Wellington Lima, estiveram no evento. Ambos foram citados para assumir Ministério da Justiça. Lula chega a jantar com ministros do STF, em Brasília
TV Globo/Reprodução
O jantar de confraternização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reuniu dois nomes que aparecem como alternativas para a sucessão de Flávio Dino no Ministério da Justiça:
o advogado-geral da União, Jorge Messias;
e o secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Wellington Lima.
Além de Lula e do próprio Dino, os dois eram os únicos representantes do governo no encontro.
O jantar foi organizado na casa do ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Suprema Corte, que fica no Lago Sul, área nobre da capital. Partiu de Lula o pedido para que Barroso organizasse o encontro, em um gesto simbólico do presidente ao STF.
Dos dez ministros do Supremo, apenas Cármen Lúcia e André Mendonça não compareceram porque estavam fora de Brasília.
Segundo auxiliares de Lula, o favorito do presidente para a sucessão no Ministério da Justiça continua sendo o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, mas ainda há dúvidas se o ex-ministro do Supremo topa assumir o cargo.
Messias e Wellington Lima são nomes alternativos caso a indicação de Lewandowski não se concretize.
Nesta quarta-feira (20), durante uma reunião com ministros de governo, Lula anunciou que Dino fica no Ministério da Justiça até 8 de janeiro de 2024, quando haverá uma solenidade para marcar um ano da tentativa de golpe de Estado.
A expectativa no entorno de Lula é que ele defina o sucessor de Dino no início de janeiro.
Sucessão na Justiça
Na avaliação de interlocutores da AGU, Messias não teria interesse em assumir a vaga de Dino, mas não recusaria um convite se Lula colocasse o convite como uma missão.
O AGU, que chegou a ser cotado para a vaga de Rosa Weber no Supremo, tem respaldo de boa parte do PT e goza de plena confiança do presidente.
Já Wellington Lima também tem uma relação muito próxima a Lula. Como secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ), ele despacha diariamente com o presidente. Wellington construiu carreira no Ministério Público e foi procurador-geral da Bahia na gestão de Jaques Wagner.
Lima chegou a assumir o Ministério da Justiça por um breve período de 11 dias em 2016, no segundo mandato de Dilma Rousseff. Deixou o cargo após o PPS acionar o Supremo contra a nomeação, alegando que Wellington teria de se desvincular do Ministério Público para assumir a função. Na época, ele decidiu retornar à procuradoria da Bahia.
O PSB defende que o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Capelli, assuma a vaga de Dino. A bancada do partido na Câmara já fez essa defesa pública.
Jantar coroa relação entre Lula e STF
A confraternização encerrou um ano marcado por uma aproximação de Lula com o Supremo, especialmente com os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além de Cristiano Zanin, indicado por Lula para a vaga de Lewandowski.
Lula teve encontros frequentes com magistrados da Suprema Corte, muitos deles fora da agenda do presidente.
O tribunal, por sua vez, tem atuado de forma alinhada com o Planalto na maioria das decisões. A indicação de Paulo Gonet Branco para a PGR (Procuradoria Geral da República) e de Dino para o STF contemplou o desejo de Mendes e Moraes.
Lula chegou ao jantar com os ministros pouco antes de 20h30 e deixou a casa de Barroso por volta de 22h30. A confraternização se estendeu até 0h.
Segundo interlocutores que estiveram no encontro, o ambiente era leve e bastante informal. Lula, de acordo com os relatos, estava bastante à vontade e um pouco mais contido do que o habitual em situações desse tipo.
Não houve discursos das autoridades, nem qualquer “climão” entre o presidente e algum ministro, como Dias Toffoli. Indicado por Lula para o Supremo em 2009, Toffoli tomou decisões que dificultaram a ida de Lula ao velório de um irmão, enquanto o petista estava preso.
Outro que estava bem entrosado, segundo relatos, era Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro para a Suprema Corte. Ao longo ano, Nunes Marques apresentou votos que contrariaram os interesses do governo, na maioria dos casos em divergência com a maioria dos magistrados.
Nos últimos meses, houve um movimento de aproximação entre ele e o Palácio do Planalto. Em novembro, Lula indicou um nome apadrinhado por Nunes para uma vaga no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Na terça (19), o ministro tomou uma decisão que agradou o governo. Ele abriu uma mesa de conciliação entre o Executivo e a Eletrobras sobre a quantidade de votos da União no conselho da empresa.
O Planalto reivindica uma maior participação nas votações da empresa, alegando que detém 42% das ações ordinárias, mas apenas 10% dos votos no conselho.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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