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Política

Convocado por Lula, embaixador em Israel deve chegar nesta quarta ao Brasil; encarregado fica no lugar

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Frederico Meyer foi chamado por Lula diante da crise diplomática entre os dois países. Fábio Moreira Farias, que assume interinamente, é diplomata desde 2004 e já atuou na ONU e nas embaixadas do Brasil nos EUA e no Paraguai. Frederico Meyer
Geraldo Magela/Agência Senado
O Ministério das Relações Exteriores informou que o embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, deve chegar nesta quarta-feira (21) ao Brasil.
Com isso, o diplomata Fábio Moreira Farias passará a ser o encarregado de negócios do país em Tel Aviv – o que, na prática, o colocará na chefia interina da representação.
Frederico Meyer foi chamado para consultas pelo presidente Lula. A medida é excepcional e, na linguagem diplomática, representa uma forma de o Brasil demonstrar insatisfação a Israel.
Ao menos dois episódios motivaram a medida adotada pelo Brasil: o presidente Lula ter sido declarado “persona non grata”, e o tratamento dado pelo chanceler israelense, Israel Katz, a Meyer.
Embaixador do Brasil em Israel deve retornar nesta semana
A crise entre Brasil e Israel começou no domingo (18), quando Lula comparou a situação na Faixa de Gaza ao Holocausto. Ainda no domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o brasileiro havia cruzado a “linha vermelha”.
Um dia depois, na segunda (19), Frederico Meyer foi levado por Israel Katz ao Museu do Holocausto, o que foi visto por diplomatas brasileiros como uma forma de “humilhar” o diplomata e, consequentemente, o próprio Brasil.
Informações do domingo davam conta de que, diante da crise entre Brasil e Israel, Meyer se reuniria com Katz na sede do Ministério das Relações Exteriores de Israel. A programação, porém, mudou, e Meyer foi levado ao museu.
Além disso, Katz informou que o governo de Israel passou a considerar Lula “persona non grata”, ou seja, uma pessoa indesejável no país, até que o presidente brasileiro se desculpasse – o que diplomatas defendem que não aconteça.
Diante disso, o Itamaraty divulgou um comunicado no qual informou que, em razão da “gravidade” do cenário, Frederico Meyer foi chamado para consultas.
O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, foi chamado a uma reunião com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, ainda na segunda.
Governo israelense declara Lula ‘persona non grata’; presidente convoca de volta o embaixador em Tel Aviv
Encarregado de negócios
Com a saída de Frederico Meyer, Fábio Moreira Farias deixará a função de ministro-conselheiro e passará à condição de encarregado de negócios do Brasil em Israel.
Com isso, Fábio Moreira Farias passará a ser o chefe interino da representação brasileira em Tel Aviv. Ele pode permanecer na função até que o Brasil indique um novo embaixador ou determine a volta de Frederico Meyer ao posto no exterior.
Diplomata de carreira desde 2004, Farias já atuou na Assessoria Especial de Assuntos Federativos e Parlamentares (Afepa).
Segundo informações do Itamaraty, o diplomata também já atuou:
na representação brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA);
na embaixada do Brasil em Assunção (Paraguai);
na embaixada brasileira em Washington (EUA).
Relações ‘estremecidas’, mas não ‘profundamente abaladas’
À GloboNews, o conselheiro emérito do Centro Brasileiro de Relações Exteriores, Marcos Azambuja, avaliou que as relações entre Brasil e Israel devem ficar “estremecidas” diante da nova crise, mas não “profundamente abaladas” no que ele chamou de “longo prazo”.
Isso porque, para Azambuja, as relações entre Brasil e Israel são históricas e, com o tempo, deverá ser selado o consenso entre os dois países.
Ex-embaixador do Brasil em países como Argentina e França, Azambuja avaliou que manter um encarregado de negócios em vez de um embaixador em Tel Aviv neste momento dá a “garantia” de que as relações continuam, ainda que em nível hierárquico inferior.
“Você não interrompe o fluxo das negociações, você abaixa o nível da interlocução. […] É uma expressão de que as coisas não estão bem, que os dois países estão com o diálogo prejudicado. […] Mas as relações continuam, mas com capacidade mais moderada de influenciar. […] É como a febre, é um sintoma de que as coisas não vão bem”, afirmou.
Com passagens pela diplomacia brasileira em cidades como Londres (Inglaterra) e Nova York (Organização das Nações Unidas), Azambuja disse discordar do comportamento do chanceler israelense, Israel Katz, que fez uma cobrança pública a Lula em uma rede social.
“Não se pede desculpas de maneira pública. Se eu quiser uma desculpa sua, a primeira coisa que vou fazer é procurar um intermediário e dizer que quero desculpas. […] O fato da publicação do pedido de desculpas quase que inviabiliza a desculpa. […] Você não usa a publicidade para obter as desculpas”, declarou.
Azambuja avaliou, ainda, que o governo de Israel buscou “humilhar publicamente” Frederico Meyer ao levá-lo ao museu do holocausto.
“Quando você quer desculpas, você usa um intermediário confiável a ambos e fala ‘vamos baixar a bola porque assim não vamos chegar a nada’. […] Agora, quando faço um ato público no museu, com grande publicidade, é para humilhar o embaixador. Você [Israel] não quer desculpa, você quer humilhação pública, é outra coisa. Não é o caminho para o entendimento”, concluiu.
Diferença de status
Na hierarquia diplomática, o status do encarregado de negócios é inferior ao de embaixador.
Isso porque o embaixador, indicado pelo presidente da República e sabatinado pelo Senado, assume o posto como chefe da representação do país num determinado local.
O encarregado de negócios, por sua vez, embora chefie a representação quando designado, o faz de forma interina e não precisa ser sabatinado pelo Senado.

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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