Economia
‘Trilha de sherpas’ e preparação para novembro: entenda o que é o G20 e o encontro no Brasil
Encontro desta semana terá Ministros das Relações Exteriores dos países membros e faz parte de uma série de reuniões do grupo em 2024. Juntas, as nações do G20 representam 85% da economia global. Começam os preparativos para o G20, que acontece no Rio, em novembro
Os Ministros das Relações Exteriores dos países membros do G20 vão se reunir nesta quarta (21) e quinta-feira (22) no Rio de Janeiro. O Brasil preside o grupo e vai pautar temas sociais, ambientais e a reforma das organizações multilaterais, como a ONU. Conheça mais sobre o G20, quais seus objetivos e países-membros abaixo.
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O encontro desta semana funciona como uma espécie de preparação para a Cúpula do G20, que está marcada para novembro, no Rio. Enquanto isso, o grupo foca em duas frentes de trabalho: a Trilha de Sherpas e a Trilha de Finanças.
A Trilha de Sherpas possui 15 grupos de trabalho e é supervisionada por emissários pessoais dos líderes do G20. Esses emissários acompanham as negociações entre os países, coordenam a maior parte dos trabalhos e discutem as principais pautas da agenda do grupo.
O nome “Sherpas” é uma referência à etnia dos xerpas, que vive no alto do Himalaia, no Nepal. Os xerpas ajudam a guiar alpinistas que desejam chegar ao topo do Monte Everest. No caso do G20, os “Sherpas” são os líderes de cada país.
Já a Trilha de Finanças trata de assuntos macroeconômicos e é comandada por membros dos ministérios da Economia e presidentes dos bancos centrais dos países que integram o bloco. A trilha tem sete grupos de trabalho.
Em meio à crise com Israel, Brasil recebe ministros das Relações Exteriores do G20 para discutir reforma da ONU
O que é o G20?
O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana.
Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial.
O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais.
A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro.
Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos.
O G20 é formado pelos seguintes países:
África do Sul;
Alemanha;
Arábia Saudita;
Argentina;
Austrália;
Brasil;
Canadá;
China;
Coreia do Sul;
Estados Unidos;
França;
Índia;
Indonésia;
Itália;
Japão;
México;
Reino Unido;
Rússia;
Turquia;
União Europeia;
União Africana.
Presidente Lula na cúpula do G20, em Nova Délhi, na Índia
Ricardo Stuckert/Presidência da República
O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde.
Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia.
O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.
Debate no Rio
Durante o encontro desta semana, o Brasil submeterá três temas para discussão:
Inclusão social e combate à fome;
Transição energética e desenvolvimento sustentável;
Reforma das instituições de governança global e organizações multilaterais.
Os temas seguem a pauta que o presidente Lula havia adiantado durante a cerimônia de encerramento da última Cúpula do G20, em Nova Délhi, na Índia, em setembro de 2023.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, veio ao Brasil para o G20 e vai se encontrar com o presidente Lula.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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