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Política

Em meio a insatisfações, Lula reúne Centrão e promete encontros regulares com parlamentares

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Lula agradeceu deputados por matérias aprovadas em 2023 e disse espera que parlamentares mantenham o ritmo em 2024. Presidente da Câmara, Arthur Lira, discursou e afirmou que não vai ‘surpreender’ o governo. Lula se reúne com lideranças no Palácio da Alvorada.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Em meio a insatisfações de deputados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na noite desta quinta-feira (22) com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e lideranças partidárias, entre elas do chamado Centrão” — bloco informal que reúne parlamentares de legendas de centro e centro-direita — para um coquetel no Palácio da Alvorada.
Em seu discurso, Lula agradeceu pelas matérias aprovadas em 2023 e disse esperar que a Câmara dos Deputados siga o mesmo ritmo de aprovações em 2024. Segundo interlocutores, o presidente também afirmou que irá fazer encontros como esse mais vezes, com o objetivo de estreitar relações com os parlamentares.
O presidente também agradeceu seus principais articuladores: o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE); e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Camarotti comenta relação do governo com presidente da Câmara Artur Lira
Lula afirmou aos deputados que os quatro auxiliares têm o aval dele para as negociações com o parlamento.
Em uma rede social, Lula publicou fotos e falou sobre a importância do encontro.
“Recebi no Alvorada, hoje, o presidente da Câmara, Arthur Lira, lideranças da Casa, a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, e o prefeito de Recife, João Campos. Com diálogo e união, vamos reconstruindo e fazendo os avanços que o Brasil precisa”, disse Lula.
Lula se reúne com líderanças no Palácio da Alvorada.
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Disputa
O presidente Arthur Lira também discursou durante o encontro. Segundo um dos presentes no encontro, Lira afirmou que nunca irá “surpreender” o governo federal e que, se existirem divergências em assuntos analisados pela Câmara, irá explicitá-las e discuti-las.
Além de Lula e Lira, José Guimarães também discursou. Guimarães, que possui uma boa interlocução com Lira e com outros líderes do Centrão, foi o primeiro a falar. A primeira-dama, Janja da Silva, não participou do encontro.
De acordo com fontes que estavam no encontro, Guimarães fazia um discurso com elogios ao presidente da Câmara e foi interrompido, em tom de brincadeira, por Lula, que relembrou o pronunciamento duro contra o governo feito por Lira no início do mês, abertura do ano legislativo. A intervenção de Lula provocou risos no salão.
Já Lira, segundo deputados, fez uma fala ressaltando o papel da Câmara, ao aprovar a maioria das matérias prioritárias do governo. O presidente da Câmara teria retribuído elogios ao líder do governo na Casa, José Guimarães, e não mencionou outros articuladores do governo, como Alexandre Padilha e Rui Costa.
Além de Padilha e Rui Costa e Haddad, estavam presentes no encontro o ministro da Comunicação Social, Paulo Pimenta, e Luciana Santos, de Ciência e Tecnologia.
Segundo os relatos da reunião, Lula e os líderes não discutiram pautas específicas que geram atritos entre o governo e os parlamentares, como a reoneração da folha de pagamentos, a distribuição de emendas e o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Esses assuntos devem ser tratados em reuniões com os próprios ministros.
Ao longo do coquetel, foram se formando rodas de conversa, os parlamentares deixaram os smartphones fora da sala do encontro. Segundo um auxiliar de Lula, em uma das rodas houve outro momento de descontração. Um líder partidário teria dito que o governo dividiria, a partir de agora, as atribuições. Rui Costa seria responsável pelo diálogo com Lira; Padilha, com os outros 512 deputados. “Daqui um tempo Rui vai pedir para inverter de novo”.
Além das lideranças, Lula também convidou presidentes de partidos. O governo também convidou o PSDB e o Cidadania, mas os partidos não enviaram líderes nem os presidentes dos partidos.
Segundo o Planalto, participaram do encontro com Lula:
Ministro Rui Costa, da Casa Civil
Ministro Haddad, da Fazenda
Ministra Luciana Santos, presidente do PCdoB e ministra da Ciência e Tecnologia
Ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais
Ministro Paulo Pimenta, da Comunicação Social
Arthur Lira, Presidente da Câmara
Márcio Jerry, líder do PCdoB
Luciano Bivar, presidente do União Brasil
José Guimarães, líder do governo na Câmara
Antônio Brito, líder do PSD
Damião Feliciano, líder da bancada negra
Pastor Henrique Vieira, vice-líder do Psol
Gleisi Hoffmann, presidente do PT
Afonso Motta, líder do PDT
Dr. Luizinho, líder do PP
Odair Cunha, líder do PT
Isnaldo Bulhões, líder do MDB
Luciano Amaral, líder do PV
Penna, presidente do PV
João Campos, vice-presidente do PSB, representando Carlos Siqueira, do mesmo partido
Gervásio Maia, líder do PSB
Romero Rodrigues, líder do Podemos
Hugo Motta, líder do Republicanos
Elmar Nascimento, líder do União Brasil
Aguinaldo Ribeiro, líder da maioria na Câmara

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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