Economia
Grupo Vice anuncia centenas de demissões e deve fechar site de notícias
Empresa já havia entrado com pedido falência nos Estados Unidos em maio do ano passado Portal de notícias Vice
Imprensa
A Vice, empresa de mídia digital que foi uma das preferidas do público jovem durante anos, anunciou na última quinta-feira (23) que não vai publicar mais reportagens em seu principal site. A empresa também afirmou que vai cortar centenas de postos de trabalho.
Com o foco voltado para os ‘millennials’ e conhecida por suas notícias de vanguarda e pelo conteúdo de estilo de vida, a Vice foi uma das estrelas de uma geração de empresas de mídia digital.
A empresa, no entanto, passou a enfrentar dificuldades com a queda nas receitas de publicidade e, no ano passado, entrou com um pedido de falência nos Estados Unidos. Um mês depois, um grupo de credores liderado pelo Fortress Investment Group a adquiriu por quase US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão).
A decisão é a mais recente em um setor que enfrenta muitos problemas nos EUA. No ano passado, por exemplo, o BuzzFeed News encerrou as atividades após 12 anos no mercado.
“Com esta mudança estratégica, chega a necessidade de realinhar os nossos recursos e otimizar nossas operações na Vice”, afirmou Bruce Dixon, CEO do Vice Media Group, aos funcionários em um memorando que foi divulgado por jornalistas da empresa. “Lamentavelmente, isto significa que vamos reduzir nossa força de trabalho, eliminando centenas de postos de trabalho”.
Dixon afirmou que “não é mais rentável distribuir nosso conteúdo digital da maneira que fazíamos antes”.
O executivo explicou que, no futuro, a empresa “buscará parcerias com empresas de comunicação consolidadas para distribuir conteúdo digital, incluindo notícias”, à medida que faz a transição para um “modelo de estúdio” de produção.
A notícia é um grande revés dramático para uma empresa de mídia que há seis anos foi avaliada em US$ 5,7 bilhões (R$ 28,2 bilhões).
Várias novas empresas de mídia digital não conseguiram monetizar o entusiasmo por sua marca para cumprir as projeções dos investidores.
A desaceleração no mercado de publicidade digital e as condições de crédito mais restritivas tornaram o ano passado particularmente difícil para empresas de comunicação relativamente jovens, como a Vice.
A Vice foi fundada em 1994 como uma revista canadense e cresceu a ponto de virar um grupo de mídia digital, com sites de notícias e programas na televisão.
Desde o início, a empresa apostou na imagem ‘bad boy’ do setor digital e conseguiu muito sucesso com o público jovem.
Em 2018, o cofundador Shane Smith renunciou ao cargo de CEO depois que o grupo foi alvo de várias denúncias de assédio moral, o que levou à demissão de três funcionários.
Demissões nas big techs: o que está acontecendo com Google, Microsoft, Meta e Amazon
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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