Economia
Bitcoin acima de US$ 60 mil: o que tem impulsionado a criptomoeda?
Os preços do ativo avançaram mais de 43% em fevereiro, na maior alta mensal desde 2020. Criptomoedas / Bitcoin / Ethereum
Reuters
O bitcoin encerrou o mês de fevereiro no maior ganho mensal em três anos. A criptomoeda saiu de algo em torno de US$ 42,6 mil (R$ 212,3 mil) no final de janeiro para cerca de US$ 61,2 mil (cerca de R$ 305 mil) no último dia do mês passado, segundo cotações da CoinDesk.
O número representa um aumento de 43,7% no período. Neste 1º de março, o ativo já chegou a ultrapassar os US$ 62 mil (aproximadamente R$ 309 mil).
O movimento tem sido impulsionado pelo fluxo de dinheiro para fundos negociados em bolsa de valores.
Isso porque o lançamento, neste ano, de fundos de bitcoin à vista negociados em bolsa nos Estados Unidos abriu a classe de ativos para novos investidores e reacendeu um entusiasmo do mercado que tinha evaporado quando os preços despencaram após a série de colapsos de empresas do setor em 2022.
A alta do ativo também chegou a impulsionar outras criptomoedas. O Ethereum, por exemplo, saiu de aproximadamente US$ 2.281 (R$ 11.367) no final de janeiro para algo em torno de US$ 3.340 (R$ 16.644) — um avanço de 46,4%.
Segundo o analista da corretora IG Markets Tony Sycamore disse à Reuters, o impulso no bitcoin sugeriu “um teste e provável quebra” de US$ 69 mil (R$ 343,8 mil).
“Se este fosse qualquer outro mercado, provavelmente estaria na categoria ‘topo de explosão – não se aproxime dessa bolha'”, disse Matt Simpson, analista de mercado sênior do City Index à agência de notícias.
“Mas o bitcoin está de volta à sua fase de rali parabólico, sem sinais imediatos de um topo”, acrescentou.
O presidente da Coinbase Global disse que a corretora está lidando com um aumento no tráfego e os dados da LSEG mostram que cerca de US$ 612 milhões (R$ 3,1 bilhões) fluíram para os 10 maiores ETFs de bitcoin à vista na última quarta-feira (28), o maior fluxo desde 14 de fevereiro.
O iShares bitcoin trust, da BlackRock, foi o maior beneficiário do movimento, com US$ 550 milhões (R$ 2,7 bilhões) em entrada de recursos — o maior valor em um único dia para o fundo desde sua criação em janeiro.
Atenções para o ‘halving’
Os operadores também estão investindo no bitcoin antes do evento de “halving” previsto para abril, um processo que ocorre a cada quatro anos no qual a taxa de liberação de bitcoins para os mineradores é cortada pela metade.
O fornecimento de bitcoin é limitado a 21 milhões moedas, das quais 19 milhões já foram mineradas.
Além disso, a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve realizar uma série de cortes nas taxas de juros este ano reduziu os rendimentos disponíveis dos títulos e aumentou o apetite dos investidores por ativos mais arriscados, incluindo ações de tecnologia de rápido crescimento.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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