Economia
JG, Hora 1 e JH: entenda como funciona a tecnologia do novo cenário
Telejornais da TV Globo ganharam reforço de ferramentas inovadoras. Ambiente interativo conta com uso de Realidade Aumentada e Inteligência Artificial. Conheça o novo estúdio do JG, H1 e JH
O novo cenário dos telejornais de rede da TV Globo ancorados de São Paulo passa a levar ao público mais tecnologia, inovação e interatividade a serviço da informação.
As mudanças — que possibilitam uma nova forma de contar as histórias — começaram a ser percebidas no ‘Jornal da Globo’ desta terça-feira (12) e no ‘Hora 1′ desta quarta-feira (13). O ‘Jornal Hoje’ estreia logo mais, no início da tarde.
Entre os principais destaques do novo cenário, está uma mega tela de LED transparente, que ocupa quase todo o estúdio e permite, através da tecnologia, maior interação com as notícias por parte dos apresentadores Roberto Kovalick (Hora 1), César Tralli (JH) e Renata Lo Prete (JG).
O novo cenário traz uma experiência de imersão por meio da conectividade de câmeras com Inteligência Artificial, além do uso de Realidade Aumentada, que permitirá a interação dos âncoras com elementos virtuais.
Renata Lo Prete, Roberto Kovalick e Cesar Tralli na inauguração do novo cenário dos telejornais de rede da TV Globo ancorados de São Paulo
Globo/Bob Paulino
Mega tela de LED transparente
O painel em formato curvo, com aproximadamente 15 metros de largura e 2,70 metros de altura, é uma evolução do formato atual dos noticiários. Ele vai compor o ambiente onde elementos virtuais poderão extrapolar a tela e aparecer em qualquer lugar do cenário.
“O mega telão curvo de LED integrará diferentes elementos da notícia, como o relato dos repórteres, o gráfico que embasa a discussão com dados, o olhar do especialista”, destaca a apresentadora do ‘Jornal da Globo’, Renata Lo Prete.
De acordo com o diretor do departamento de Pós-Produção & Design da Globo, Fernando Alonso, o novo painel tem 80% de transparência. Ele é formado por vidro e uma fina camada de pixels, com espaços entre eles.
A tecnologia permite que, em alguns momentos, o telão fique transparente, mantendo como pano de fundo dos telejornais o movimento da redação de jornalismo da TV Globo em São Paulo. Para isso, o painel possui um controle de iluminação, por meio do qual é possível dar maior ou menor visibilidade à redação que fica atrás.
Fernando Alonso, diretor do departamento de Pós-Produção & Design da Globo, apresenta telão de LED do novo cenário do JG, Hora 1 e JH
Fábio Tito/g1
Em outros momentos, o telão também pode ser preenchido com artes ou gráficos para destacar elementos que complementem a notícia.
O painel é personalizável e permite atender ao ‘Hora 1’, ‘Jornal Hoje’ e ‘Jornal da Globo’, de acordo com as demandas de cada jornal. Além disso, os jornais também se diferenciam por meio de jogos de luzes e projeções que criam um ambiente diferente para cada um deles.
“A tela, por si só, é uma inovação. Ela não existia aqui. Nós tivemos que pesquisar muito e trazer de fora”, conta Fernando Alonso, durante apresentação do painel.
Outra novidade são os monitores que ficavam no fundo da redação: eles também foram substituídos por LED, compondo todo o cenário inovador.
Inteligência Artificial e Realidade Aumentada
O público poderá perceber gradativamente, de maneira orgânica, o uso de elementos virtuais — incluindo em formato 3D. A Inteligência Artificial, por exemplo, será usada na identificação do ambiente do estúdio e dos âncoras, por meio de uma câmera com IA integrada.
Essa câmera será treinada para identificar ações pré-programadas de comando dos apresentadores para inserção de elementos de Realidade Aumentada (RA) no cenário. Ao detectar as ações nos movimentos dos âncoras, a câmera irá acionar os elementos de RA de forma automática e sincronizada, levando essa experiência ao público.
Com a tecnologia, os apresentadores poderão alterar a imagem do telão e também manipular elementos virtuais (como gráficos e imagens) em outras partes do cenário. Esse tipo de interação poderá ser feito com até três pessoas ao mesmo tempo.
Além disso, as câmeras estarão conectadas com a arte inserida no telão do jornal. A tecnologia permite que, à medida que as câmeras se mexam, o cenário também mude de dimensão, acompanhando o movimento — e permitindo um elemento adicional de imersão na notícia.
Estreia do novo cenário do Jornal da Globo, com Renata Lo Prete
TV Globo
Uso a serviço da notícia
Os apresentadores Roberto Kovalick, César Tralli e Renata Lo Prete falaram sobre a expectativa para o uso das novas tecnologias.
“Além da estreia — que eu acho que já vai dar um impacto muito grande — a gente vai ter novidades para mostrar ao longo de dias, meses e anos, com o objetivo de fazer com que as pessoas estejam dentro desse cenário também”, afirma o editor-chefe e apresentador do ‘Hora 1’, Roberto Kovalick.
“Agora, estamos dentro de um cenário com três dimensões. E onde podemos chegar? Só a nossa imaginação pode dizer”, continua, em referência às possibilidades de narrativas a partir dos novos recursos.
Para César Tralli, as novas ferramentas permitem uma maneira “mais didática, mais clara e mais fluida” de fazer a conexão com o público.
Apresentadores Roberto Kovalick, Renata Lo Prete e César Tralli falam sobre novo cenário do Hora 1, Jornal da Globo e Jornal Hoje.
Fábio Tito/g1
“Tudo isso foi concebido não só para aproveitar os recursos tecnológicos e inovadores. Mas para que possamos pensar juntos, como equipe, de que maneira podemos levar a informação melhor para quem está em casa ou assistindo pelo celular, no trabalho”, afirma o apresentador do ‘Jornal Hoje’.
Renata Lo Prete, por sua vez, destaca que “o essencial é que está tudo a serviço de informar melhor, de maneira mais clara e ao mesmo tempo mais aprofundada”.
“Estamos todos na equipe muito entusiasmados com a perspectiva de oferecer ao público uma experiência mais rica e imersiva”, conta a apresentadora do Jornal da Globo.
“Esse é um investimento que a gente entende como uma renovação do compromisso com o jornalismo de qualidade e cada vez mais perto do nosso público. Estou muito animada para colocar isso em andamento”, conclui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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