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Política

Coordenador do Fórum dos Governadores, Wellington Dias, critica reajuste da Petrobras: ‘Tá demonstrado que o problema não é dos estados e municípios’

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O governador do Piauí criticou o aumento de 18,8% no preço do barril da gasolina e 24,9% do diesel e disse que falta uma política federal que dê a devida importância ao preço para o consumidor final. Coordenador do Fórum dos Governadores crítica reajuste da Petrobras
O governador do Piauí, Wellington Dias, coordenador do Fórum dos Governadores, destacou que o aumento no preço dos combustíveis, anunciado pela Petrobras nesta quinta-feira (10), não é culpa dos governadores, já que o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) está congelado. Para o gestor, o problema é a vinculação internacional e a falta de uma política governamental que reaja a essas instabilidades do mercado.
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“Vejam, como está congelado, a partir de uma atitude dos governadores o preço de referência, portanto, não tem aumento do ICMS. Isso está demonstrado, mais uma vez, que o problema do aumento dos combustíveis não é o ICMS dos estados e municípios. O problema é essa vinculação internacional, a falta de uma política clara e dar a importância desse preço para o nosso povo”, afirmou Wellington Dias, ao cumprir agenda pelo interior do Piauí, nesta quinta-feira (10).
Como coordenador do Fórum dos Governadores, ele disse que é preciso “atacar” o verdadeiro problema e que os estados e municípios estão com R$ 10 bilhões a menos nas receitas, desde que congelaram o ICMS, mas que é preciso ter uma resposta rápida do Congresso e do Governo Federal.
“É claro que também nós, os governadores e prefeitos, queremos solução para o alto preço dos combustíveis, mas é preciso que a gente faça isso resolvendo um problema sem criar outro. É assim que defendemos o fundo de estabilização do combustível. E ontem, até muito tarde da noite, tivemos dialogando com os senadores e qual foi o pedido? É pra que a gente possa encontrar uma solução, nós queremos contribuir. Mas é preciso trazer a Petrobras e o Governo Federal para a roda, para poder dar a solução ao preço dos combustíveis do Brasil”, destacou o gestor piauiense.
Dias alertou que as discussões devam ocorrer até o dia 20 de março, já que no fim do mês vence o prazo da medida de congelamento do valor de referência para os combustíveis. E destacou que continua em defesa de um Fundo de Equalização do preço dos combustíveis como uma alternativa para equilibrar as constantes altas no valor.
“Agora, mais do que nunca, com a guerra decretada entre Ucrânia e Rússia, precisamos tomar uma decisão, uma vez que ela reflete na alteração do preço dos barris de petróleo. A nossa proposta é colocar um fundo, a partir de receitas da própria cadeia produtiva do petróleo e de receitas extras. O que garantirá sustentação e estabilidade do preço da gasolina e do óleo diesel”, concluiu Dias.
Corrida aos postos antes do aumento
Motoristas fazem fila em posto de Teresina antes de aumento no preço de combustíveis
O g1 registrou uma longa fila de carros em um posto de combustíveis no bairro Vermelha, Zona Sul da capital, nesta quinta-feira (10). Condutores disputavam o abastecimento com a gasolina custando R$ 6,78, já que a média do litro em Teresina ultrapassa R$ 7. A previsão é de chegar a até R$ 8.
Isso porque em meio à disparada dos preços do petróleo, a Petrobras anunciou nesta quinta-feira (10) reajustes nos preços de gasolina e diesel após quase 2 meses de valores congelados nas refinarias. O repasse deve acontecer a partir de sexta (11).
Condutores formam fila em posto com gasolina a R$ 6,78 em Teresina; preço pode chegar a R$ 8
Andrê Nascimento/g1
Contudo, na capital piauiense, na maioria dos postos o litro da gasolina comum já estava acima dos R$ 7 nessa quarta (9), em alguns chegando a custar R$ 7,25. Os condutores lamentam mais um aumento e o impacto no bolso.
“Está atrapalhando a vida de todo mundo, e para quem é aposentado fica ainda mais difícil. Mas uma hora vai chegar para que o governo o tome uma providência para acabar com essa falta de respeito com a gente. Soube agora há pouco da notícia, brinquei com um amigo que teria que ir na casa dele a pé agora. Mas pensei que o aumento seria amanhã. Por isso vim logo aproveitar”, disse Francisco Loyola, radialista aposentado.
Condutores formam fila em posto com gasolina a R$ 6,78 em Teresina; preço pode chegar a R$ 8
Antônio Fernandes/Arquivo pessoal
Aumento de R$ 1 na bomba
O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis (Sindpostos), Alexandre Valença, informou à TV Clube que em alguns postos o aumento já aconteceu porque os combustíveis não são repassados apenas pela Petrobras às distribuidoras, muitas das quais já compraram com o valor aumentado.
Posto de gasolina em Teresina
Caroline Oliveira/g1
Segundo ele, a gasolina que custava em média R$ R$ 7 pode passar a custar R$ 8. Isso porque a média de aumento deve ser de cerca de R$ 1.
“Alguma coisa perto de R$ 1, tanto no Diesel quanto na Gasolina. Fui pego de surpresa, não fiz conta. Mas a pancada foi forte. Acredito que [dentro das próximas horas] deve aumentar, o aumento foi muito maior que a margem de custo. O aumento na refinaria da Petrobras impacta, porque é responsável por cerca de 60% do fornecimento no país. O que tá vindo de fora, vem cerca de R$ 2 mais caro. Mesmo com aumento da Petrobras, ainda é mais barato do que o que vem de fora”, informou.
Posto de gasolina em Teresina
Andrê Nascimento/g1
O g1 procurou o Procon, órgão de defesa dos direitos do consumidor ligado ao Ministério Público, que informou que não há novas fiscalizações previstas.
No momento, o órgão informou que aguarda a defesa dos postos autuados por irregularidades em uma fiscalização realizada em 25 de fevereiro.
Posto de gasolina em Teresina
Andrê Nascimento/g1
Aumento nacional
“Após 57 dias sem reajustes, a partir de 11/03/2022, a PetrobrasW fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras”, informou a estatal, em comunicado.
A partir desta sexta-feira (11), o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%.
Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.
Composição de preço da gasolina
Arte g1
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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