Economia
Medidas aprovadas em 2023 para elevar receitas renderão metade do previsto, diz órgão do Senado
Expectativa da IFI é que as medidas aumentem a arrecadação em R$ 81 bilhões neste ano, ou seja, 48% dos R$ 168,5 bilhões esperados pelo governo. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, estimou nesta quinta-feira (21) que as medidas de aumento de arrecadação propostas e aprovadas pelo governo federal, em 2023, renderão cerca de metade do esperado pela equipe econômica.
Por meio do relatório de acompanhamento fiscal de março, o órgão projetou que as medidas aprovadas no Congresso no ano passado aumentarão a arrecadação federal em R$ 81 bilhões neste ano, ou seja, 48% dos R$ 168,5 bilhões que constam no orçamento de 2024 – já aprovado pelo Congresso.
Entre as medidas, estão:
a volta da regra que favorece o governo em casos de empate no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf)
mudanças em subvenções (benefícios) concedidos por estados
alterações nos juros sobre capital próprio
tributação de “offshores” e dos dos chamados fundos exclusivos
Projeções da Instituição Fiscal Independente
Reprodução de estudo da IFI
De acordo com a IFI, as “discussões de teses na justiça e negociações políticas representam riscos para arrecadação em 2024”.
A entidade citou o exemplo das disputas judiciais sobre o Carf e das negociações em torno da desoneração da folha de pagamentos no Legislativo, entre outros.
“Os contribuintes já estão ingressando na justiça para questionar dispositivos das novas legislações aprovadas”, informou a IFI.
Além disso, o órgão também estimou que outras receitas estimadas pelo governo no orçamento de 2024 não renderão o esperado, ou seja, serão frustradas. A previsão é de que somente R$ 48,5 bilhões destas receitas, dos R$ 105,3 bilhões, entrem nos cofres públicos.
Governo federal registra déficit primário de R$ 230,535 bilhões em 2023
Déficit zero
As projeções da IFI explicam a falta de confiança do mercado financeiro no atingimento da meta de zerar o déficit das contas públicas neste ano.
Isso porque a alta da arrecadação é a principal aposta da equipe econômica para tentar equilibrar as contas neste ano – após um rombo de R$ 230,5 bilhões em 2023, o segundo maior da historia.
Pesquisa realizada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda no começo de março revela que os analistas das instituições financeiras esperam um déficit de R$ 82,8 bilhões nas contas do governo em 2024.
No começo deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo buscará o “superávit” nas suas contas neste ano, ou seja, arrecadar mais do que gastar. Mas indicou que, se não for viável, não haverá problemas.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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