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Economia

Forbes divulga ranking anual de bilionários para 2024, e Bernard Arnault segue no topo

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São 2.781 bilionários ao todo e não há nenhuma mulher entre os 10 mais ricos do mundo. Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L’Oréal e mulher mais rica, está em 15º lugar, com US$ 99,5 bilhões. Bernard Arnault, presidente da Louis Vuitton, durante apresentação dos resultados da empresa, em Paris.
Reuters/Stephanie Lecocq
O francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH, lidera o ranking anual de bilionários da Forbes 2024, publicado nesta terça-feira (2).
Arnault ocupa a liderança, com US$ 233 bilhões em patrimônio, uma alta de US$ 22 bilhões em relação ao ano passado. Para calcular o patrimônio líquido dos bilionários, a Forbes usa o preço das ações e taxas de câmbio do dia 8 de março de 2024.
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Arnault havia chegado ao topo pela primeira vez em 2023, ultrapassando Elon Musk, fundador da Tesla, e Jeff Bezos, fundador da Amazon. Hoje, Musk é o segundo colocado, com US$ 195 bilhões de patrimônio. Bezos preenche o pódio logo atrás, com US$ 194 bilhões. (veja o top 10 abaixo)
A primeira mulher na lista é a empresária francesa Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L’Oréal. No fechamento do ano, ela está em 15º lugar, com US$ 99,5 bilhões.
Segundo a Forbes, existem agora mais bilionários do que nunca: são 2.781 ao todo, e 141 a mais que no ano passado. Trata-se de um novo recorde, superando em 26 o maior número da série histórica em 2021.
“Eles estão mais ricos do que nunca, valendo US$ 14,2 trilhões no total, um aumento de US$ 2 trilhões em relação a 2023 e US$ 1,1 trilhão acima o recorde anterior, também estabelecido em 2021”, diz a Forbes.
Além disso, a fortuna de dois terços dos bilionários do mundo subiu na lista de 2024. Apenas um quarto deles ficou mais “pobre” em relação ao ano passado.
Veja o top 10 entre os mais ricos do mundo:
Bernard Arnault, CEO da LVMH, controladora da grife Louis Vuitton, com US$ 233 bilhões
Elon Musk, CEO da Tesla, com US$ 195 bilhões
Jeff Bezos, fundador da Amazon, com US$ 194 bilhões
Mark Zuckerberg, cofundador da Meta, com US$ 177 bilhões
Larry Ellison, cofundador da Oracle, com US$ 141 bilhões
Warren Buffett, megainvestidor, com US$ 133 bilhões
Bill Gates, fundador da Microsoft, com US$ 128 bilhões
Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft, com US$ 121 bilhões
Mukesh Ambani, fundador da Reliance Industries, com US$ 116 bilhões
Larry Page, cofundador do Google, com US$ 114 bilhões
Quem é Bernard Arnault
Bernard Arnault é dono da maior empresa de artigos de luxo do mundo. O grupo LVMH reúne 70 grifes – como Louis Vuitton, Dior, Sephora e Tiffany’s.
Nascido em 1949 em uma família de pequenos industriais, Arnault nunca foi exatamente pobre, mas multiplicou inúmeras vezes os US$ 15 milhões iniciais que conseguiu de seu pai, um construtor, para investir em seu próprio negócio. Com esse dinheiro, ele comprou a grife Christian Dior, sua primeira marca. Ainda hoje, a Dior é a principal holding da LVMH.
A ela, porém, se somam outros grandes nomes da moda como Fendi, Givenchy, Marc Jacobs e Kenzo, entre outros. E o grupo reúne ainda marcas de relógios, acessórios e bebidas, como Bulgari, Tag Heuer, Moët&Chandon, Veuve Clicquot e Dom Pérignon, citando alguns. Em 2019, adquiriu o grupo Belmond, dono de 46 hotéis, trens e cruzeiros fluviais.
Bernard Arnault tem cinco filhos, e quatro deles – Frédéric, Delphine, Antoine e Alexandre – trabalham com o pai. Em 2012, ele se naturalizou cidadão belga, embora atualmente viva em Paris.
O empresário dedica parte de sua fortuna ao patrocínio de uma série de projetos de incentivo às artes e, em 2019, doou US$ 11 milhões para auxiliar o combate aos incêndios na Amazônia. Durante a pandemia de Covid-19, parte da produção de perfume e bebidas alcoólicas de marcas do grupo foram convertidas em produção de álcool gel, e 12 toneladas do produto foram doadas a hospitais da capital francesa.
Veja quem são os bilionários que mais enriqueceram em 2023

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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