Política
Quem é Elon Musk
Bilionário nascido na África do Sul é dono do X, antigo Twitter, desde 2022. Também comanda a fabricante de carros elétricos Tesla e a empresa SpaceX, de voos espaciais, que tem um braço dedicado à internet por satélite, a Starlink. Livro Elon Musk
Reprodução/Globo
Elon Musk, bilionário nascido na África do Sul, é figurinha constante na mídia por suas inúmeras polêmicas. Desde o último sábado (7) vem postando ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ameaçando descumprir ordens da Corte na rede social X, antigo Twitter.
Musk comprou o então Twitter em 2022 e uma de suas medidas foi trocar o nome que a plataforma teve por mais de 15 anos.
Esta rede social já era usada pelo empresário como uma forma de ele se comunicar com o público e atacar desafetos, através do perfil que, atualmente, tem mais de 180 milhões de seguidores.
Antes de ser dono do X, Musk já era famoso por estar à frente da fabricante de carros Tesla, uma das primeiras a apostar somente em modelos elétricos, e da SpaceX, empresa de voos espaciais. Com ela, o magnata tem planos para colonizar Marte.
A SpaceX tem ainda um braço voltado à internet via satélite chamado Starlink, que já obteve autorização para funcionar no Brasil.
Musk chegou a ser o homem mais rico do mundo. No último ranking anual da revista “Forbes”, divulgado na semana passada, estava em segundo lugar, com um patrimônio avaliado em US$ 195 bilhões. Em 2023, sua biografia foi lançada pelo jornalista Walter Isaacson.
Leia nesta reportagem:
A trajetória de Musk
Quais são as empresas do bilionário
Teve 8 filhos, a mãe é TikToker e ele diz não ter casa
Colecionador de polêmicas
Por que Musk comprou o Twitter
A trajetória de Musk
Elon Musk em foto de 13 de agosto de 2021
Patrick Pleul/Reuters
Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, Musk nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve oito filhos.
Musk viveu na África do Sul até 1989, quando se mudou para o Canadá pouco antes do seu aniversário de 18 anos.
Começou a faculdade na Queen’s University em Ontário, no Canadá, mas no meio da graduação se mudou para a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, onde se naturalizou cidadão americano. É bacharel em física e economia.
Musk aprendeu sozinho a programar e criou jogos na adolescência. Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas on-line. A companhia foi vendida em 1999 para a Compaq.
Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros on-line e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal – que acabou virando o nome do negócio.
Em outubro de 2002, a eBay adquiriu a PayPal por US$ 1,5 bilhão em ações.
Em 2004, Musk se tornou o maior investidor e assumiu o comando da recém-fundada fabricante de carros elétricos Tesla, bem antes de montadoras tradicionais apostarem nesse tipo de veículo.
Alguns meses antes, em 2002, Musk havia fundado a sua empresa mais ambiciosa: a SpaceX, de transporte aeroespacial.
Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também possui empreitadas nos ramos de energia solar, transporte ultrarrápido, internet via satélite e neuciência (leia mais abaixo).
A primeira aparição de Musk no ranking dos bilionários da revista “Forbes” foi em 2012, com a fortuna estimada em US$ 2 bilhões. Além de ter chegado ao topo do ranking, em 2022, Musk foi eleito a “Personalidade do Ano” em 2021 pela revista “Time”.
Junto com seu sucesso como empreendedor, o magnata também ficou famoso por falar o que pensa no Twitter e utilizar a força de seus milhões de seguidores para movimentar até o mercado de ações — a Tesla é uma empresa de capital aberto.
Em maio passado, durante uma aparição no programa americano “Saturday Night Live”, Musk revelou que tem Síndrome de Asperger, um tipo de autismo leve.
“Sei que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete”, declarou. “Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?”
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Quais são as empresas do bilionário
TESLA
Tesla inaugura fábrica em Xangai, na China
Yilei Sun/Reuters
Desde 2004, Elon Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning.
Com sede em Austin, no Texas, nos EUA, a empresa entrou no ramo quando poucas marcas apostavam nesse tipo de veículo. O primeiro modelo foi lançado em 2009.
A Tesla também ganhou notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante. Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje.
Musk impulsionou a empresa a crescer a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produz painéis para captação de energia solar.
Empresa com ações na bolsa de Nova York, a Tesla em alguns momentos ela chegou a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores.
SPACEX
Missão da SpaceX em 2021 foi um marco para o turismo espacial
AFP/Inspiration4
Antes de se juntar à Tesla, Musk fundou, em 2002, a empresa voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da SpaceX.
O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço.
Além de enviar satélites, a SpaceX também manda pessoas para fora da Terra. Em 2021, ela conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas “comuns” à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais.
Musk não estava a bordo, mas, com o sucesso da missão, ofuscou de certa forma seus concorrentes no segmento, os também bilionários Jeff Bezos, dono na Amazon, e Richard Branson, da Virgin Galactic.
Musk também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes sem tripulantes desde 2023.
STARLINK
Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile
Tim Abott/CTIO
É um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite. A empresa já foi autorizada a atuar inclusive no Brasil.
Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas “constelações de satélites”, que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida e já lançou mais de 1.800 satélites.
OUTROS NEGÓCIOS
Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de “hyperloop”), a Open AI, de inteligência artificial, e a Neuralink, uma startup de neurociência que quer “conectar nossos cérebros a computadores”.
Recentemente, Musk noticiou que a Neuralink fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano.
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Pai de 8 filhos, mãe TikToker e sem casa própria
Elon Musk postou foto do filho com a cantora Grimes em 2020
Reprodução/Twitter
Musk também é famoso pelas excentricidades. Em 2020, deu o impronunciável nome de X AE A-XII a seu sétimo filho, com a então namorada, a cantora canadense Grimes. Dois anos depois, ela afirmou que teve também uma filha com Musk, chamada Exa Dark Sideræl Musk.
O bilionário já tinha sido pai de cinco filhos do casamento com a autora de livros Justine Musk: os gêmeos Griffin and Xavier, nascidos em 2004, e os trigêmeos Damian, Saxon e Kai, em 2006. O primeiro bebê do casal sofreu morte súbita algumas semanas após o nascimento.
Após se divorciar de Justine, Musk se casou com a atriz inglesa Talulah Riley, de quem também se separou.
Em 2015, Musk tirou seus cinco filhos de uma prestigiada escola para crianças superdotadas e criou a Ad Astra, um centro privado de ensino em Los Angeles, nos EUA.
Apesar de tantos investimentos, Musk diz que vive em imóveis de amigos:
“Seria problemático se eu tivesse gastado bilhões de dólares em consumo pessoal. Na verdade eu nem possuo casa própria. Estou ficando em casa de amigos. Se eu for para a baía, onde tem a engenharia da Tesla, eu percorro por quartos vagos de casas de amigos. Eu não tenho iate, eu não tiro férias”, afirmou.
A mãe de Musk, Maye, também é frequentadora das redes sociais. Modelo, ela tem mais de 500 mil seguidores no Instagram, 60 mil no TikTok e 450 mil no Twitter,onde costuma defender o filho.
Elon Musk e a mãe dele, Maye Musk, no Met Gala 2022
Dimitrios Kambouris / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
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Colecionador de polêmicas
Musk está longe de ser um ricaço discreto. Gosta de dar entrevistas e posta quase que diariamente no X.
Já foi apresentador do programa de humor americano “Saturday night life”, que só recruta celebridades, frequenta o baile Met Gala e já foi visto fumando um cigarro de maconha durante participação em um podcast transmitido ao vivo pelo YouTube.
Elon Musk fumou cigarro de maconha durante entrevista ao podcast do comentarista de Joe Rogan, em setembro de 2018
Reprodução/YouTube
No antigo Twitter, seu canal preferido para se comunicar com milhões de seguidores, dispara mensagens que podem causar terremotos nos mercados de ações e de criptomoedas. Ele já foi até punido por isso, após um post sobre a Tesla.
Apesar de ser usuário superativo, Musk também sempre se mostrou um crítico das regras do Twitter. Ele entendeu, por exemplo que a rede social “censurou” Donald Trump ao bani-lo no começo de 2021.
A medida foi tomada, segundo o Twitter, por violação de política de uso da plataforma depois da invasão do Capitólio promovida por apoiadores do ex-presidente que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts.
Durante a pandemia, Musk também tuitou duvidando do coronavírus e criticando o lockdown e a obrigatoriedade da vacina.
Um de seus bate-bocas mais famosos na rede foi com um mergulhador que fez parte da equipe que salvou crianças presas por 9 dias em uma caverna na Tailândia, em 2018. O caso comoveu o mundo.
O bilionário disse que poderia ceder um minissubmarino da SpaceX para o resgate, que era difícil e delicado. Vernon Unsworth, o mergulhador, chamou a sugestão de “manobra de relações públicas” e disse que Musk poderia “enfiar o submarino onde dói”.
A partir daí, os dois trocaram agressões verbais a ponto de o empresário chamar Unsworth de pedófilo. O caso foi parar na Justiça. Veja mais polêmicas de Musk
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Por que Elon Musk comprou o Twitter
Elon Musk e o Twitter: Uma relação antiga e polêmica
Em março de 2022, o bilionário fez uma oferta de US$ 41,5 bilhões (cerca de R$ 205 bilhões) em dinheiro para assumir o controle total do Twitter. Ela não foi bem recebida pelos acionistas.
Naquele mês ele já tinha comprado 9,2% da empresa, mas a operação só veio a público em abril, fazendo o preço das ações da plataforma subir. Logo depois, Musk rejeitou fazer parte do conselho de administração do Twitter, um direito que ele teria sendo um grande acionista.
Quem são os maiores acionistas do Twitter
O bilionário continuo insistindo na compra e um acordo foi anunciado em 25 de abril. Ele prevê que Musk pagará cerca de US$ 44 bilhões pelo Twitter e foi recebido bem pelo mercado, com valorização das ações.
Para levantar o montante, Musk precisou de empréstimos e vendeu ações da Tesla, que passou a operar em queda na bolsa.
Ainda em 2022, Musk chegou a suspender temporariamente o acordo, levantando suspeitas sobre o dado divulgado pelo próprio Twitter de que contas falsas representam apenas 5% do total da plataforma. As ações da rede social caíram naquela dia.
Musk discutiu inclusive com o então presidente-executivo do Twitter sobre o tema, em seu perfil.
Após o anúncio da compra, o bilionário prometeu que faria mudanças na moderação de conteúdo, o que gerou imediata preocupação com relação ao combate à desinformação.
Ainda em 2022, Musk reativou a conta de Donald Trump após uma enquete ter resultado favorável ao ex-presidente americano. O perfil foi banido da rede em 2021 por violação das regras, após a invasão do Congresso por um grupo de apoiadores dele que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts.
Ele chegou a dizer que não queria comprar o Twitter para “fazer dinheiro”, mas, segundo a imprensa americana, disse aos bancos que emprestaram dinheiro para o negócio que poderia reduzir os salários dos executivos e do conselho da empresa, em um esforço para tirar custos da rede social, e desenvolveria novas maneiras de monetizar tuítes.
Entre as medidas que tomou após a aquisição está a cobrança pelo selo de verificação de perfis, com a criação do plano pago Twitter Blue, suspensão de contas de jornalistas e rodadas de demissão em massa de funcionários, inclusive do então presidente-executivo.
Musk ficou por 6 meses como CEO do Twitter, até nomear a atual ocupante do cargo, Linda Yaccarino. Sob a gestão dela, a rede social mudou de nome.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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