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Economia

Zara e H&M são acusadas de vínculos com desmatamento, corrupção e apropriação de terras no Brasil

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Acusações são da ONG britânica Earthside, que acompanhou o trajeto do algodão usado por essas empresas, fornecido por fazendas brasileiras. Zara e H&M são acusadas de vínculos com desmatamento
Divulgação
A ONG britânica Earthside acusou em um relatório, divulgado nesta quinta-feira (10), as empresas do setor têxtil H&M e Zara de “vínculos” com atividades de desmatamento ilegal em larga escala no Brasil, apropriação de terras, corrupção e violência nas plantações de algodão das empresas terceirizadas.
Com base em imagens de satélite, decisões judiciais, registros de envio de produtos e investigações confidenciais, a Earthside compilou e analisou os dados que foram publicados no relatório “Crimes da moda: gigantes europeus da moda vinculados ao algodão sujo no Brasil”.
A ONG afirma que acompanhou a viagem de 816 mil toneladas de algodão procedentes de duas das maiores empresas agroindustriais do Brasil – a SLC Agrícola e o Grupo Horita -, no oeste do estado da Bahia.
As famílias brasileiras proprietárias das fazendas têm “um histórico pesado de processos judiciais, condenações por corrupção e milhões de dólares em multas por desmatamento ilegal”, denuncia a ONG.
Além disso, essas famílias desenvolvem suas atividades em uma parte da região do Cerrado, bioma famoso pela riqueza de sua fauna e flora.
As toneladas de algodão seguiram para oito fábricas têxteis da Ásia, onde são abastecidas as duas gigantes da ‘fast fashion’, a espanhola Zara e a sueca H&M.
Todo o algodão estava certificado como “sustentável” pela organização sem fins lucrativos ‘Better Cotton’ (BC), segundo a Earthside.
“Para garantir que o algodão procede de uma fonte ética, as duas empresas se baseiam no algodão fornecido pelos agricultores certificados pela Better Cotton, o sistema de certificação de algodão sustentável mais conhecido do mundo, mas que profundas lacunas” lamenta a Earthside.
“Levamos muito a sério as acusações contra a Better Cotton, que proíbe estritamente práticas como usurpação de terras e desmatamento em suas especificações de condições”, respondeu à agência de notícias AFP a Inditex, matriz da Zara. O grupo afirmou que solicitou os resultados da investigação independente “o mais rápido possível”.
A H&M declarou à AFP que “as conclusões do relatório da Earthside são muito preocupantes e as levamos muito a sério”. O grupo sueco afirma que foi “um dos primeiros a passar para o algodão 100% orgânico, reciclado ou de origem sustentável” e que está “acompanhando as conclusões da investigação” em diálogo estreito com a Better Cotton.
A organização Better Cotton disse à Earthside que “confiou a um auditor independente a missão de fazer visitas de verificação reforçadas” após a divulgação do relatório da ONG.
Em março, os Estados-Membros do Conselho Europeu aprovaram uma legislação que cria um “dever de vigilância” que impõe às empresas da União Europeia obrigações para proteger o meio ambiente e os direitos humanos em suas cadeias de produção em escala mundial.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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