Política
Aprovação de Lula é maior do que a votação que teve em SP, MG, PR e GO, aponta diretor da Quaest
Levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) também indica força de Ronaldo Caiado (GO), o mais bem avaliado entre os 4 governadores, afirma Felipe Nunes. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
GESIVAL NOGUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (11) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu melhorar a aprovação nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás, aponta o diretor da consultoria, Felipe Nunes.
A pesquisa desta foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de abril. As margens de erro variam de 2,4 a 2,9 pontos percentuais.
“Se compararmos os resultados em votos totais e a aprovação do governo, percebemos que Lula tem conseguido ampliar a aprovação do seu governo para além dos votos que obteve em 2022. Mesmo em estados como São Paulo, Paraná e Goias, onde ele perdeu a eleição”, disse Nunes.
Votação para presidente em 2022 x Aprovação governo Lula em 2024
Nunes destaca, ainda, que o levantamento mostra que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem aprovação de 62% e desaprovação de 29%, desponta como o mais bem posicionado na disputa pelos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Pensando em 2026, dada a inelegibilidade de Bolsonaro, o governador de São Paulo parece ser o mais bem posicionado na ‘disputa’ pelo espólio bolsonarista. Além de governar o maior colégio eleitoral, Tarcísio está bem avaliado”, diz Nunes.
O diretor da Quaest ressalta, entretanto, que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) surge como surpresa, com a melhor aprovação entre os 4 avaliados: 86% dos goianos aprovam e 12% desaprovam a gestão.
“Ele (Caiado) parece estar construindo uma política de segurança que é aprovada e pode servir de plataforma eleitoral no futuro”, diz Felipe Nunes.
Veja, abaixo, os resultados da avaliação de Lula nos quatro estados pesquisados e, na sequência, mais detalhes das pesquisas sobre Tarcísio e Caiado.
São Paulo
Em São Paulo, Estado governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula obteve 33% dos votos totais em 2022 e, na pesquisa atual, a aprovação é de 50%.
Votos totais Lula em 2022: 33%
Aprovação em pesquisa atual: 50%
No Estado, a Quaest ouviu 1.656 eleitores. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos. De acordo com a pesquisa, existe um empate técnico dentro da margem de erro entre aqueles que aprovam e desaprovam o presidente. Veja os números abaixo.
Aprova: 50%
Desaprova: 48%
Não sabe/Não respondeu: 2%
Minas Gerais
No Estado comandado por Romeu Zema (Novo), Lula obteve 38% dos votos totais em 2022 e, na pesquisa atual, a aprovação é de 52%.
Votos totais Lula em 2022: 38%
Aprovação em pesquisa atual: 52%
A Quaest ouviu 1.506 eleitores no Estado. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa aponta empate técnico, no limite da margem de erro, entre os eleitores que aprovam e desaprovam o governo. Segundo a Quest, há vantagem numérica para a aprovação de Lula no estado. Veja os números abaixo:
Aprova: 52%
Desaprova: 47%
Não sabe/Não respondeu: 1%
Paraná
No Paraná, estado governado por Ratinho Jr. (PSD), Lula obteve 30% dos votos totais em 2022 e, na pesquisa atual, a aprovação ficou em 44%.
Votos totais Lula em 2022: 30%
Aprovação em pesquisa atual: 44%
No Paraná, a Quaest ouviu 1.121 eleitores. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos. Veja os números abaixo:
Aprova: 44%
Desaprova: 54%
Não sabe/Não respondeu: 2%
Goiás
Em Goiás, estado governado por Ronaldo Caiado (União Brasil), Lula obteve 32% dos votos totais em 2022 e, na pesquisa atual, a aprovação ficou em 49%.
Votos totais Lula em 2022: 32%
Aprovação em pesquisa atual: 49%
A Quaest ouviu 1.127 eleitores em Goiás. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento aponta empate técnico entre aqueles que aprovam e desaprovam Lula, com vantagem numérica entre os entrevistados que desaprovam. Veja os números abaixo:
Aprova: 49%
Desaprova: 50%
Não sabe/Não respondeu: 1%
Apesar da percepção de melhora na avaliação, Nunes destaca que alguns assuntos foram avaliados negativamente pela população, como é o caso da economia.
“O que deve chamar a atenção do governo [Lula] é que há uma percepção generalizada de que a economia piorou no último ano. Nos 4 estados, a maioria avalia que a situação ficou pior: 49% no Paraná, 45% em Minas e Goiás e 42% em São Paulo”, diz.
Tarcísio desponta, mas Segurança vira ponto de atenção
Tarcísio de Freitas esteve na região centro-oeste paulista nesta segunda-feira
TV TEM/ Reprodução
A pesquisa mostra que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas é aprovado por 62% dos eleitores paulistas, enquanto 29% reprovam sua gestão. A margem de erro é de 2,4 pontos para mais ou para menos.
“A aprovação do trabalho de cada governo está diretamente associada à percepção de melhora do estado. Em São Paulo, 36% acreditam que o estado está melhorando”, diz Felipe Nunes.
No entanto, diz o diretor da Quaest, há atenção no fator Segurança Pública.
“Embora todos os governos estejam bem avaliados, algumas áreas mostram fragilidades dos potenciais candidatos. O governo de São Paulo está mal avaliado na segurança pública, Minas vai precisar investir em infraestrutura e mobilidade, Paraná vai pior em saúde e Goiás em transporte público”, explica.
De acordo com a pesquisa, 33% avaliam a Segurança Pública como positiva em São Paulo, 36% como regular e 31% apontam como negativa. A avaliação negativa, em número absoluto, só é pior na área da Saúde, onde 32% dos entrevistados avaliam desse jeito, contra 35% de avaliação regular e 32% de avaliação positiva.
Para Nunes, os números comparando os governadores dos quatro estados apontam que Tarcísio aparece bem posicionado para 2026.
“Pensando em 2026, dada a inelegibilidade de Bolsonaro, o governador de São Paulo parece ser o mais bem posicionado na ‘disputa’ pelo espólio bolsonarista. Além de governar o maior colégio eleitoral, Tarcísio está bem avaliado”, completa.
A surpresa de Goiás
Governador Ronaldo Caiado durante balanço sobre indicadores criminais em Goiás
Vitor Santana/g1
Ainda na avaliação de Nunes, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece como surpresa nessa disputa e é o mais bem avaliado entre os quatro governadores.
“Ele (Caiado) parece estar construindo uma política de segurança que é aprovada e pode servir de plataforma eleitoral no futuro”, diz Felipe Nunes.
Quando perguntados como Goiás estaria em relação a outros estados, 74% dos entrevistados avaliaram que estaria melhor, 15% disseram que estaria pior e 10% não souberam ou não responderam.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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